UniOdonto – me orgulho de ter clientes assim.

Uma das coisas mais felizes em meu trabalho é poder escolher meus clientes. E normalmente escolho clientes por alguns critérios bem definidos, e sem dúvida o critério que mais me orgulho é a capacidade potencial de ser feliz no contrato. Ficou poético demais e pouco claro, certo? Eu explico. Aceito clientes que realmente mostram que vão investir na melhoria dos processos, que realmente mostram acreditar que as pessoas são o caminho do crescimento das organizações, que mostram através de suas ações e de seu histórico que buscam crescer e ter sucesso de uma forma humana, ética e obstinada.

E é tão bom quando passo por situações que provam que a escolha foi correta. É tão bom ter a confirmação de que a organização que atendo acredita em sua equipe, e melhor ainda quando a equipe profissional mostra tino, garra, vontade e dedicação. Uma relação sincera de profissionalismo, sem pessoalidades, sem discursos vazios, mas com compromissos, objetivos e interesses corporativos. Quero apresentar aqui uma dessas situações que vivo atualmente, nesse caso durante o último ano, a UniOdonto.

Além de se provar uma organização disposta a mudar, crescer, evoluir e aprimorar ainda mais seus serviços e seus processos, me deu uma prova gigantesca de competência e qualidade nas últimas semanas: uma virada de sistema.

Quem já passou por uma virada de sistema sabe o nível de confusão, trabalho, dano e conflito que pode causar. O pessoal da TI, sempre vivendo num mundo próprio com idioma particular e hábitos típicos, precisa se envolver profundamente na operação, precisa interagir com a equipe e nem sempre essa interação é bem sucedida. Muito porque as equipes nem sempre atendem às demandas surgidas na TI num momento tão delicado como uma virada.

Para quem não está habituado ao termo, a virada que falo agora não é a de estudantes de arquitetura que passam a madrugada enfrentando seus trabalhos acadêmicos. Essas viradas costumam ser bem divertidas até. A virada que falo é o momento em que o sistema de uma empresa é totalmente reiniciado, como se fosse jogado no chão e começasse a operar em nova versão, com novas rotinas, totalmente do zero. Essa virada muitas vezes – na maioria das vezes – é enfrentada de forma traumática, porque altera a rotina de todas as pessoas da empresa, sem exceção. Sem falar que isso pode se dar em situações que a relação entre TI e “gente normal” já não era uma beleza, e surge esse momento para apimentar ainda mais os ânimos. O resultado gerado é de longa duração. Cicatrizes, resistências, intrigas e franca hostilidade podem surgir em reflexo de uma situação que deveria ser de melhoria.

Pois então, a UniOdonto está em franco processo de (r)evolução. Processos aprimorados, treinamentos sendo realizados, planos de ação sendo desenvolvidos e nesse movimento todo teríamos então a virada de sistema. Essa é a história feliz que quero contar.

A virada era uma necessidade imperiosa e imprescindível, não havia escolha, graças ao aumento brutal da base de relacionamentos – clientes, cooperados, fornecedores – e dos avanços dos sistemas utilizados. Mas devido às complicações que existiriam as datas sofreram adiamento. Isso já era fonte geradora de tensão. Dois adiamentos, em busca da melhor situação que agregasse ambiente, equipe e tempo. A equipe de TI passava por uma transição em sua liderança, o novo gestor já era da equipe e já havia mostrado seu comprometimento e dedicação em várias oportunidades, só não havia sido testado ainda em funções de comando. E sua primeira experiência seria conduzir a virada. Walker, esse é o nome do sujeito líder que falo, se alguma vez sentiu medo, disfarçou de forma artística, porque não transpareceu seu nervosismo à equipe e nem à consultoria e nem às lideranças da organização. A equipe que enfrentaria essa virada com essa mudança de comando também poderia ter apresentado comportamentos conflituosos, mas também foi extremamente feliz em sua transição, mostrando inclusive mais coesão nesse momento do que jamais havia antes demonstrado. O símbolo maior dessa mudança foi Eduardo, o sustentáculo da rede, que se transfigurou numa figura de sólida confiança e seriedade nesse momento delicado.

Mas aí o que já parecia um cenário empolgante se revelou ainda melhor com o envolvimento da equipe. Uma grande dificuldade em viradas é a resistência das pessoas em se comprometer e realizar o que lhes cabe no processo, como testes e avaliações do sistema. Porém esse foi mais um símbolo de sucesso: a equipe se envolveu nas testagens, apresentando sugestões, cobrando soluções e acelerando muito o processo da virada. O time da TI foi muito bem recebido em todos os departamentos e o envolvimento alcançou níveis inéditos na organização. Ouso dizer, inéditos no mercado.

Tudo parecia um cenário de desenho animado, e eis que mais novidades acontecem. Uma área normalmente focada com prioridade no mercado virou-se integralmente para dentro, auxiliando no processo e gerando uma empolgação enorme em todos: o marketing. Com uma campanha super divertida e criativa, Vanessa – a gestora do marketing – em parceria com a agência PublishBlue conseguiu provocar, estimular e preparar os envolvidos para o que estava por vir. Cartazes, banners, e-mail marketing (as peças criadas enfeitam esse post) e uma gradual contagem regressiva foram um sucesso no tocante ao estímulo necessário na equipe.

No sábado da virada eu estava agoniado. Já havia vivenciado situações desastrosas em quantidade suficiente para saber que dependendo daquele sábado nós teríamos uma segunda-feira de trabalho ou de reclamações. Fui até lá no fim do expediente de sexta-feira para ver como iam os preparativos, tentando me controlar para não contaminar ninguém com a minha ansiedade – que normalmente já é alta – e piorar o que já poderia estar complicado. Pois a equipe estava tranquila, todos contando as horas para o início da virada, aguardando a presença dos consultores de sistemas que ainda chegariam, enfim, tudo parecia sinalizar uma situação nova na minha carreira.

E foi totalmente inédita. A virada foi um sucesso. Numa escala de tropeços e danações, tivemos 5% de problemas e soluços. Quase praticamente NADA de problemas. A virada foi um retumbante e esmagador sucesso. O sistema transitou, a segunda-feira chegou, a equipe absorveu as novidades, poucas dificuldades para se situar com novas rotinas e layouts do sistema, e na segunda mesmo a empresa funcionava a pleno vapor. Sem sobressaltos, sem atropelos, sem brigas, sem gritos, sem angústias, sem retrabalho. Isso foi o mais impressionante: não houve retrabalho. A virada foi conduzida de forma segura e calma do início ao fim.

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O principal resultado alcançado? A equipe. Integrada, fortalecida, exigente e envolvida nos novos processos. Desejosa de mudanças apresentando Planos de Ação de criação própria para avançar mais rapidamente em soluções que o mercado exige.

Isso só vem explicar o que postei no twitter – @eduardoinimigo – dias atrás: eu não sou workaholic, só tenho um prazer escangalhante no meu trabalho.

Com clientes assim é fácil entender o motivo da minha satisfação.

P.S. – parabéns à gerente geral Vivian, à diretoria da UniOdonto, mas principalmente à equipe UniOdonto. Prazer estar com vocês!

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Um Comentário

  1. Fiquei deslumbrada pelo nosso treinamento,mas acho que o gerenciamento deveria ter mais oportunidade de internet para ficar mais acessível as informações do mundo, para conter a equipe e ter informações do cotidiano para levar a equipe,que pena que eu Simone não tenho essa oportunidade.É claro de muitos gerenciamentos usam essa forma para usar para o seu próprio beneficio.Ressaltando que pelo que eu li no seu site se a pessoa tiver amor no que faz e perseverança ela chega lá.Até Breve!
    Simone.Monaco.lj.04.

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