O sul me proporcionando sempre grandes experiências! Grato!

16 e 17 de setembro de 2011. Nesses dois dias fiz mais uma das minhas viagens sensacionais, e não me refiro a nada além da normalidade do meu cotidiano. Viajo constantemente a trabalho, praticamente toda semana eu preciso sair no mínimo um dia ou no máximo a semana inteira para atender clientes do interior do estado, de Brasília ou de São Paulo, mas essa viagem ficará marcada porque foi algo que era inédito, ainda que se repetindo.

Sim, é verdade, estou sendo confuso. É que, mesmo agora, praticamente um mês depois de tudo visto e vivido, ainda me pego sorrindo ao lembrar de tanta coisa legal que aconteceu em menos de 50 horas. E porque inédito que se repete?

Porque eu já havia ido uma vez até o Rio Grande do Sul, especificamente em Santa Maria, para realizar uma palestra. E essa foi uma história sensacional, porque fui achado por uma doce menina Aline que lá do Rio Grande do Sul achou de achar um texto meu, pesquisou, foi atrás, buscou com interesse e achou que minha presença por lá poderia contribuir com o evento da AEAD – Associação dos Estudantes de Administração de Santa Maria – http://www.aeadsantamaria.org.br/site/ – que se realizaria por lá. Enfrentei um frio que goiano nenhum poderia querer enfrentar, gostei do frio, gostei da cidade, gostei do povo, gostei dos organizadores do evento e resumindo, gostei! Foi um momento muito legal.

Quis mais, porém a distância e a correria são excelentes argumentos para esfriar casamentos, quem dirá uma parceria tão frágil que se iniciava. Considerava esse fato um dos bons arquivos que teria para sempre, mas eis que um belo dia sou novamente localizado pelos ventos gaudérios. E dessa vez fui localizado por dois seres tão completamente insanos quanto dedicados: Leonardo Ferreira e Greice Noro. O primeiro um dedicado estudante de administração e a segunda uma insana professora de administração. Já viu como aparentes opostos podem trabalhar muito bem unidos?

E digo aparentes, porque mesmo Leo (Guga para os mais próximos) sendo um sujeito sereno e Greice sendo uma usina de energia, eles possuem muito do aparente oposto que se vê no outro. Leo é dinâmico ao extremo e Greice é concentrada como um samurai pode ser. E esses dois, junto a um monte de gente talentosa e com muita vontade, me fizeram atravessar o país novamente, em busca da deliciosa troca de informações e conhecimentos que tanto prezo. (na foto abaixo a Professora Greice está ao meu lado, com a saia florida e Leonardo Ferreira está ao lado dela. Esse monte de mulheres lindíssimas e rapazes esforçados são os organizadores do evento. Clique na foto para ampliar.).

Lá fui eu para o EGEO – Encontros Gaúchos de Estudos Organizacionais, e que comentei por alguns ineditismos da organização nesse post aqui – http://www.ideiadiferente.com/?p=422 – já que eles tiveram a ousadia de me apresentar como um vocalista de punk rock, quando levavam para lá o palestrante, professor universitário, psicólogo, consultor.

Se o início da prosa foi bom assim, melhor ficou quando me disseram que além da palestra na noite do evento, teria a oportunidade de fazer uma outra no dia seguinte. Seriam duas palestras, duas oportunidades de estar junto aos estudantes e profissionais gaúchos, aprendendo, rindo e me divertindo. E sendo pago para isso!

A viagem é sempre uma parte que eu me delicio. Ainda sou do tempo em que viagens aéreas eram caríssimas e para pessoas de altíssimo poder aquisitivo, coisa que eu – nativo e morador do Quebra Caixote – quase nunca podia degustar. E hoje quando tudo ficou mais fácil e as minhas condições ficaram também melhores (melhores ainda ao ser contratado por clientes que me proporcionam esse conforto) eu sempre me delicio NA IDA com os aeroportos, aviões, paisagens e novidades. Digo NA IDA porque a volta nunca é tão interessante. Mas lá fui eu quicando pelos aeroportos do país rumo ao sul maravilha. Cheguei em Porto Alegre e precisava pegar o ônibus que me levaria até Santa Maria.

Tive a oportunidade de ir com um taxista pós-interessante, tri-legal e gente boa. Ri montes escutando suas histórias e pude ver Porto Alegre de outra forma. Mesmo o pequeno trecho entre o aeroporto e a rodoviária se mostrou cheio de novidades quando apresentada por aquela figura de longos bigodes, sotaque típico ao extremo e com montes de histórias legais. Cheguei na rodoviária e logo embarcava rumo a Santa Maria.

Cheguei em Santa Maria em cimíssima da hora, fui gentilmente recepcionado pelo Leonardo e pela Rhanna e mal tomei um banho, mergulhei no meu terno bacana e corremos para o local do evento. A minha entrada no auditório foi algo de patética, ridícula e divertida. Fui arremessado para dentro do auditório (Shai! rs), achando que iria me posicionar numa cadeira ou coisa parecida até ser chamado. Mas eu já tinha sido chamado, e minha entrada pela porta principal do auditório foi acompanhada pelo auditório inteiro. Fiquei perdido nos primeiros minutos, confesso, mas comecei a rir do inusitado e até isso virou tema da palestra.

A participação das pessoas na palestra foi muito legal e ao final a foto com a equipe inteira da organização, para depois irmos jantar. Normalmente as pessoas terminam as palestras e já se encaminham para o jantar, e isso de ternos e gravatas presentes. Mas esses diferentes me encaminharam ao hotel, pude dar uma descansada e depois fui conduzido a um bar sensacional de legal. Minha memória não ajuda, e espero que alguém coloque o nome do bar nos comentários aí abaixo, porque merece a divulgação. Motos penduradas nas paredes, rock tocando alto, chopp deliciosamente bem tirado e uns acepipes deliciosíssimos. Rimos, bebemos, rimos, bebemos, rimos, comemos um poquito e rimos mais um monte. Também bebemos mais um poquito, afinal no outro dia tínhamos outra palestra logo cedo. E as histórias de Greice foram o toque de aventura numa noite tão legal, fiquei pensando em como são ricos estudantes que têm ao alcance uma pessoa tão furiozza, tão intensa e tão inteligente como Greice Noro.

Digo sempre que o indispensável em um bom hotel nem é uma grande cama, mas sim um chuveiro impressionante. Pois esse tinha na pressão adequada para endireitar uma espinha torta por horas de avião, amaciar a pele desse caititu e permitir um sono justo. A palestra do dia seguinte foi também um momento muito legal, falamos de liderança e tínhamos muitos profissionais na plateia, o que levou a uma rodada de perguntas bem interessante ao final.

Some-se a isso o fato de termos tirado uma foto intrigante (essa acima). Na hora não entendi, mas depois me explicaram que surgiram comentários me achando parecido com Anderson Silva, o grande campeão de MMA. Leonardo é o oponente do pseudo-fake-lutador, e corajosamente se apresenta para enfrentar meus punhos mortais.

Almoçamos em altíssima velocidade e logo eu estava dentro do ônibus rumo a Porto Alegre novamente. Um breve momento de espera e lá ia eu cruzando os ares rumo aos meus amores.

Em dois dias pude reforçar minhas crenças, conhecer outras tantas, me divertir, aprender, rir e me tornar um vivente muito melhor. Agradeço imensamente aos grandes que me acolheram tão bem no sul, que me proporcionaram esses momentos grandes.

Agradeço e me prontifico, sempre que precisarem e eu puder contribuir, contem comigo! Será uma imensa satisfação.

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

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Melhorar quem já é brilhante? Esse é o desafio!

Unanimidade? Falar em público. Trata-se de uma das grandes fontes de temor (para evitarmos falar em medo) dos profissionais atuais. Isso porque vinte anos atrás você poderia entrar em uma organização e seguir sua carreira até a aposentadoria sem precisar mostrar a cor da sua voz. Essa realidade já não existe mais. Hoje um profissional vai precisar se manifestar em uma reunião, defender uma ideia, treinar uma equipe, fazer trabalho voluntário, qualquer coisa que o coloque na frente de uma plateia com o poder da palavra.

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E para algumas categorias profissionais isso até parece moleza. Mas não é assim tão natural. Eu ministro esse curso – Técnicas de Falar em Público – há praticamente 20 anos. Já tive em minhas turmas professores (vários de universidade e pós graduação), políticos (certa vez fizemos uma turma fechada para candidatos a vereador. Hilário!), religiosos e gente que vive de falar e falar muito. Gente que mesmo vivendo disso, procura aprender técnicas, macetes e dicas para aprimorar seus resultados. Porque mesmo esses profissionais, que dependem da sua capacidade de expressão em público para seguir avante na carreira, enfrentam dificuldades e limites.

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O mais impressionante é ver profissionais desse nível, que já possuem prática, experiência e traquejo procurando melhorar e aprimorar o seu talento. Estou vivendo isso nesses últimos dias com uma turma de profissionais do SICOOB CONFEDERAÇÃO, em Brasília. Esses – e essas – profissionais são responsáveis por treinamentos profissionais por todo o sistema Sicoob no país. São pessoas tecnicamente no topo da escala evolutiva, profissionalmente numa das maiores vitrines do mercado financeiro e que cresceram de inúmeras experiências particulares para chegar nessa posição. Atenção: ninguém questiona a capacidade deles. Mas estão em sala comigo para desenvolver ainda mais sua principal ferramenta de trabalho.

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E está sendo uma experiência única. Isso porque um curso como esse é marcante, definitivamente marcante. É impossível – eu nunca vi – uma pessoa participar de um curso desses e sair exatamente do mesmo jeito que entrou. Muitos poderiam dizer que é impossível participar de QUALQUER curso e sair do mesmo jeito, mas infelizmente a realidade é um pouco mais cruel que isso e sabemos que muitas pessoas são impermeáveis ao conhecimento novo. Pessoas passam por faculdades, cursos de pós graduação inteiros e saem cometendo as mesmas sandices de antes, inertes no seu poder de transformação.

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Pois não é esse o caso. Essa turma de tubarões corporativos desde o primeiro exercício se mostrou intensamente interessada em aprender, fazendo milhões de perguntas, participando ativamente dos exercícios, pedindo material de leitura e realizando apresentações sensacionais. Além do interesse demonstrado nas apresentações dos colegas. E desde o encontro passado venho recebendo dezenas de e-mails discutindo novas apresentações realizadas, comentando livros indicados, pedindo novas indicações de leituras, uma turma verdadeiramente faminta pelo conhecimento.

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Agora no fim de junho teremos mais dois encontros, momento em que naturalmente os desafios serão ainda maiores, já que o processo de crescimento precisa ser continuado. Mas tenho a firme convicção de que essas figuras irão se superar e me encantar novamente. Mais dois dias de muitas histórias, gestos, olhares, expressões, risadas e aprendizado. Ou seja, mais dois dias que vão valer a pena ser vividos.

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

Twitter – @eduardoinimigo

Ah, a verdade!

A verdade, apenas a verdade.

“Senhoras e senhores, bom dia. Desejamos boas vindas à Veritas Airways, a companhia de aviação que realmente é honesta. Mantenham seus cintos apertados, seu assento na posição vertical e sua mesa presa. Na Veritas Airways, sua segurança é nossa prioridade. Quer dizer: quase. Se fosse verdade, nossas poltronas estariam de costas como as dos aviões militares, o que seria mais seguro numa aterrissagem de emergência. Mas aí ninguém compraria nossas passagens e iríamos à falência.

Nossas comissárias de bordo estão apontando as saídas de emergência. Esta é a parte deste anúncio na qual os senhores devem prestar atenção. Então deixem de lado as palavras cruzadas por um momento e ouçam: saber onde são estas saídas faz uma diferença fundamental que pode salvar-lhes a vida se for preciso evacuar o avião. E também mantenham seus cintos de segurança apertados mesmo se o aviso luminoso estiver desligado. É para protege-los do risco de turbulência de bom tempo, um distúrbio raro mas feio que pode causar danos sérios. Imaginem os pesados carrinhos de comida pulando no ar e se chocando contra os bagageiros e os senhores terão idéia de como pode ser feio. Não queremos assustá-los. Mas mantenham os cintos apertados.

Coletes salva-vidas podem ser encontrados sob suas poltronas, mas deixem-nos lá por hora. Aliás, não é necessário sequer procurá-los. No caso de um pouso forçado sobre água, um milagre sem precedentes terá ocorrido. Na história da aviação, o número de naves de grande porte que pousaram com sucesso em água é zero. Este avião está equipado com escorregadores infláveis que podem ser utilizados como botes. Não que faça qualquer diferença. Podemos até sugerir que retirem seus capacetes espaciais e cintos anti-gravitacionais já que a idéia de usar os escorregadores como botes é coisa de ficção científica.”

Com sua ironia peculiar, a revista britânica Economist sugere como deveria ser o discurso a bordo dos aviões. E aproveita para entrar na questão dos celulares:

“Por favor, desliguem seus telefones celulares já que eles podem interferir com nossos sistemas de navegação. Ao menos, foi o que sempre falamos. A verdade é que pedimos para desligá-los porque interferem com as comunicações quando estamos em terra, no aeroporto, mas explicando assim não parece tão grave. Na maioria dos vôos, alguns celulares continuam ligados por esquecimento. Se realmente fosse perigoso, não permitiríamos que fossem embarcados.”

Esse texto foi publicado por Pedro Doria, no saudoso site www.nominimo.com.br (de excelentes lembranças!). Curioso como em muitos mercados e organizações a verdade é um discurso poderoso e eficaz, porém apenas isso: um discurso. Alguns dizem que é impossível ser absolutamente sincero e franco o tempo todo, porém a imensa maioria não tenta essa aventura em tempo algum.

E as suas relações na sua empresa? São baseadas na verdade? Seus clientes recebem orientação adequada sobre os serviços e produtos que adquirem? E os profissionais que compõem a equipe, recebem treinamento constante visando atualizá-los e deixá-los preparados para as situações cotidianas da operação?

Pense nisso, e pense em quanto seria interessante (ou extenuante?) um dia que vivéssemos como o personagem de Jim Carrey em “O Mentiroso” (“Liar, Liar” de 1996)?
Há braços!