Algo precisa ser feito, AGORA!

Vivemos tempos perigosos. Aos olhos incautos tudo pode parecer tranquilo, sereno e normal; mas ao se observar os sinais, algo se avoluma e algo perigoso. Estamos em tempos em que sucessos econômicos são usados para mascarar fracassos institucionais, estamos em tempos que o pecado maior é divulgar os crimes, e não os cometer. São tempos de inversão de valores e isso é, sim, muito perigoso.

No Tocantins um representante do judiciário censura 84 veículos de comunicação para não divulgar as lambanças e falcatruas do atual governador (candidato à reeleição). Você não leu errado, na mesma frase existe a palavra “censura” e a cifra assombrosa de “84 veículos de comunicação”. Estamos falando de revistas, jornais e inclusive da internet. Estamos falando de uma situação no jovem estado em que o citado governador mobilizou parte da força policial do estado para proibir a circulação de uma revista nacional, fato que só foi revertido porque a polícia federal foi acionada para garantir a circulação.  E atenção, essa medida de tomar as revistas para que não circulassem não se apoiava em nenhuma decisão judicial, mas apenas na vontade de um tiranete ansioso e ávido por novas negociatas.

São tempos em que os escândalos apontados pelo país são atribuídos aos mensageiros. Culpados são os meios de comunicação que divulgam e não os criminosos que os cometem. Algo está errado, ou como diria o poeta, alguma coisa está fora de ordem. E são tempos eleitorais em que qualquer opinião pode ser tomada como julgamento de caráter, tempos em que não se pode tomar lados porque existe um lado certo e todos os outros são errados. Algumas linhas abaixo eu soltei um texto chamado “A pátria de ferraduras” em que apontava que as coisas estavam indo por caminhos perigosos, de oposição e antagonismos extremados, de condenações por opiniões e tudo isso se avoluma nesse período de busca desesperada por votos.

Não estou fazendo campanha para ninguém, apesar do que possa parecer, mas não preciso me justificar por dizer o que escrevo. Tenho o direito – garantido pela Constituição – de dizer o que bem entender, e ser punido por isso se for o caso. Repito que não faço campanha apenas para deixar claro que alguns manifestos que surgem são maiores que eleições e partidarismos. Semana passada um grupo se reuniou no – pasmem – Sindicato de Jornalistas, no Rio de Janeiro para defender o argumento de que a imprensa conta hoje com muita liberdade. Como se liberdade pudesse ser servida em doses maiores ou menores de acordo com os interesses vigentes. Felizmente praticamente no mesmo momento surgiu um Manifesto em defesa da democracia – http://www.defesadademocracia.com.br/ – com o argumento de que o bem maior que temos em nosso país não é o consumo de iogurte, mas os direitos constituídos e garantidos pela Constituição.

Não importa em quem você vota, o que importa é a crença firme de que as instituições e o estado de direito são as grandes conquistas do nosso país e que por tudo isso vale a pena se manifestar. Esse link aí de cima te leva ao site que aponta uma série de situações, mas que – mais importante – te permite assinar o Manifesto em defesa da democracia. Eu já assinei. E te convido para isso.

De novo digo, não importa em quem você vota, não importa seu partido, não importa sua crença, o que temos construído ao longo de tantos anos não se negocia. Se as lembranças dos que morreram lutando nesse país se prestam a alguma coisa, esse é o maior momento de honrá-las. Assine você também e deixe claro que ninguém, NINGUÉM, está acima das leis de nosso país.

www.defesadademocracia.com.br – te aguarda. Algo precisa ser feito, AGORA.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

Nós somos um país sério, pra desespero de De Gaulle

Melhor que fonte de trabalho e renda, clientes podem se tornar bons amigos. E bons amigos contribuem com o crescimento do outro. O João Vieira é assim, diretor da SIA Consultoria – www.sia.net.br – ele é um cliente que se tornou amigo e que me manda arquivos e links bem legais. Confesso que nem sempre dou retorno, até porque assistir vídeos na web ainda é um esporte difícil para minha ansiedade estratosférica, mas quando o link já traz o texto eu posso deleitar com mais atenção e facilidade. Esse texto abaixo me foi enviado por ele, o que agradeço, e mostra muito bem o limbo institucional que vivemos em nosso país, pois algo que deveria ser natural e tranquilo ainda é motivo de discussão e brigas judiciais. De Gaulle e seu nariz são colocados em cheque… rs

Leiam e aproveitem. João, mais uma vez, gratíssimo!

 

“Ontem o Colbert Report, programa de humor jornalístico (não confundir com CQC) apresentado pelo comediante Stephen Colbert levou ao ar o primeiro de 3 programas especiais, com a platéia composta de militares recém-chegados do Iraque. No começo do programa ele exaltou os soldados, explicou que para recebê-los estava com um monte de brindes e produtos que eles não tinham quando em combate, como cerveja de verdade e… cachorro-quente. Estava inclusive com uma barraquinha de hotdogs no cenário.

O sujeito da imagem acima, distribuindo cachorro quente para os soldados é nada menos que Joe Biden, Vice-Presidente dos Estados Unidos da América.

Isso mesmo. Um comediante que por mais liberal que seja critica constantemente o Governo conseguiu que o segundo homem mais poderoso do planeta não só fosse em seu programa como ainda topasse participar de uma brincadeira.

Não é a primeira que o Colbert arma. Ano passado ele levou metade da equipe para o Iraque, fez uma semana de programas direto de um dos palácios de Saddam Hussein. Entre diversas entrevistas ele falou com gente do nível do General Ray Odierno, supremo comandante das tropas aliadas no Golfo. Durante a entrevista comentaram da “prova de respeito” que visitantes costumam demonstrar para com os soldados, que é cortar o cabelo com máquina zero. Colbert brinca, diz que o General não pode passar a máquina pois ele, Colbert só responde ao Presidente.

Nessa hora um link de vídeo é aberto e nada menos que Barack Obama, Presidente dos EUA aparece, saúda os soldados e diz para Colbert que está acompanhando a discussão.

“Sr Presidente, seus satélites são tão bons assim?”  ao que Obama responde:  ”Não, mas minhas orelhas são tão grandes assim”.  Em seguida dá a ordem como comandante geral das tropas, para que o General passe a máquina no Colbert. A cena é fantástica:

http://www.colbertnation.com/the-colbert-report-videos/229768/june-08-2009/obama-orders-stephen-s-haircut—ray-odierno

Durante a semana ainda aparecem mensagens em vídeo de George Bush, Bill Clinton, John McCain. Um programa de humor conseguiu reunir vários dos homens mais poderosos de seu tempo, sendo que esses homens não pensaram duas vezes antes de fazer piadas com suas próprias imagens públicas. John McCain, herói de guerra veterano da 2a Guerra Mundial do Vietnã (thanks Betinho) não teve problemas em dar aos soldados o conselho que aprendeu em uma guerra passada: “limpem sempre seus mosquetes”.

Os políticos fazem fila para participar do programa, mesmo os conservadores se beneficiam, já os liberais ganham em média 44% a mais em doações de campanha, após aparecer no show.

Já o Daily Show, programa-origem do Colbert Report e “mais sério”, recebe com frequência chefes de Estado, embaixadores e políticos de primeiro e segundo escalão. Há casos como o do picareta em último grau Rod Blagojevich, ex-governador de Illinois deposto por corrupção descarada. Ele foi massacrado de todas as formas por meses no Daily Show, mas no dia em que foi convidado, topou na hora. É melhor estabelecer uma política de “fairplay” do que cometer o Supremo Sacrilégio Americano, protestar contra um programa de humor.

Eu digo protestar, pois lá a Constituição, já que não tem que se preocupar em regular juros de mercado, pode proteger o direito à sátira, à paródia, ao Humor.

Bolas, há eventos oficiais inteiros dedicados ao Humor. O Jantar dos Correspondentes de Imprensa da Casa Branca é basicamente uma noite de comédia, onde um humorista é convidado para… sacanear o Presidente, que por sua vez também faz seu showzinho. Ano passado o Obama mandou muito bem:

http://www.youtube.com/watch?v=9AhZq7kdFgo

É, eu também não consigo imaginar o Lula ou o FHC fazendo isso. NA HORA iria aparecer a galera do mimimi com o discurso “fazendo piada enquanto tanta gente passa fome…”. Em uma parte do discurso Obama faz uma piada com David Axelrod, seu principal estrategista de campanha. Diz que falou “podemos fazer coisas maravilhosas juntos”, ao que David teria respondido “então vamos para Iowa tornar isso oficial”. Iowa havia recentemente legalizado o casamento gay.

Brincasse o Presidente assim no Brasil,  o mimimi “presidente homofóbico” atingiria proporções bíblicas.

O conceito-chave aqui é Liberdade, algo tão entranhado na cultura ianque que consideram natural. Todas as formas de discurso são igualmente válidos, já passaram da Infância, não têm mais a necessidade de autoafirmação de nós latinos, que precisamos desesperadamente repetir todo o tempo que “isso é coisa séria”, e a maldita frase “com coisa séria não se brinca”.

Essas frases são o último refúgio do covarde, pois políticos não saber como lidar com Humor. A crítica do humor inteligente é rápida, mordaz e não pode ser combatida da mesma forma que políticos combatem críticas normais: com hipocrisia, frases de sentido vago e muito bla bla bla. Por isso tantas tentativas de censurar humor em tempos de eleição. A comédia além de ser vista como uma arte menor por boa parte do público e dos próprios artistas, é considerada subversiva. Humoristas nada mais são na visão dessa gente do que encrenqueiros.

Aqui cabe uma mea culpa, se a classe política ainda está na idade da pedra, os humoristas também não vão muito longe. Há muito pouca gente aqui capaz de sentar numa mesa com um Lula e ir além de piadas com o dedo, e definitivamente o tempo do Presidente da República é caro demais para ouvir um engraçadinho perguntando se é verdade que ele fez 3 faculdades.

Infelizmente a questão é -mais uma vez- cultural. Nossos políticos temem o Humor por não saber lidar com ele. Não lidam com ele por não ser algo “digno” de importantes políticos, e o público compartilha da percepção de que no fundo Humor É uma atividade menor, bem menos nobre que o Jornalismo. Seja ele qual for.

Eu prefiro acreditar que se ganhadores do Nobel como Paul Krugman, Muhammad Yunuse Joseph Stiglitz acham o Colbert Report relevante o suficiente para merecer suas visitas, talvez o Humor deva ser levado a sério.” 

Retirado de

http://www.contraditorium.com/2010/09/10/pra-desespero-de-degaulle-nos-somos-um-pais-serio/

 

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

A pátria de ferraduras

Comecei a escrever esse texto ainda durante a Copa, e esperava soltá-lo após a final da Copa do Mundo, tendo visto a seleção brasileira sagrando-se hexacampeã, e mesmo entre muchochos insatisfeitos celebrando mais uma vitória. Mas no dia 02 de julho de 2010 a nossa seleção perdeu para o time feio – ainda que esforçado – da Holanda e a Copa terminou para os brasileiros. Enfim…

A associação do título desse texto com a imagem criada belamente por Nelson Rodrigues visa mostrar que o que já foi vivido como expressão poética, periga se tornar uma situação de caos e descontrole com uma amplitude muito maior do que poderíamos imaginar. Sim, porque o que definia uma participação esportiva nos anos 50 e 60 certamente não é o que hoje define a participação de um selecionado de “craques” numa competição mundial. E o principal símbolo disso que menciono foi nosso técnico nesse torneio, Carlos Caetano Verri, popularmente chamado Dunga. Atentem ao fato de chamá-lo “símbolo” e não “culpado”, isso será importante para o entendimento do que vai escrito.

Desde o início da Copa do Mundo da África do Sul – acredito todos se lembrarem – notamos um comportamento diferente do nosso selecionado. Diferente principalmente quando associamos ao vivido em 2006, na Copa da Alemanha. Naquele momento nossa seleção não chegou a disputar a final da copa e tornou-se símbolo de ostentação e falta de compromisso pelas suas inúmeras festas, entrevistas, firulas e brincadeiras descompromissadas. Para fugir desse estereótipo nosso então técnico Dunga optou por fechar e blindar a seleção de entrevistas, eventos, bagunças e badalações. E ele – Dunga – assumiu uma postura entre sisuda, rancorosa e francamente hostil à imprensa e à mídia de forma geral.

E aí chegamos perto do cerne da ideia do texto, a demonização dos alvos errados. Dunga tem – acredito que hoje muito mais – uma história de rancor sincero com alguns momentos da sua carreira. Foi seu nome que ilustrou a fraca seleção brasileira da Copa de 90, muito apegada a esquemas travados e defensivos, sem criatividade e sem capacidade de ataque e conversão em gols. Uma seleção sem nenhum vínculo com a tradição do famoso futebol brasileiro.

Em 94, agora como capitão da seleção brasileira, Dunga parecia acreditar que iria apagar de vez essa mácula em sua história, e a conquista do caneco nos Estados Unidos lhe deu a chance de derramar uma enxurrada de palavrões no momento em que erguia a taça, principalmente desferidos contra a imprensa. O momento que deveria ser de glória se tornou – egoistamente – um momento de desabafo tosco e grosseiro.

Até se entende então tamanha carga de rancor e azedume nesse senhor, mas o problema é que isso não se limita à sua vida particular. Dunga sempre se esqueceu do seu papel de figura pública, acessível ao país em específico e ao mundo de forma geral. Então entende-se o rancor, mas não se aceita sua demonstração.

Dunga chegou a um certo extremo de descontrole durante a Copa de 2010 ao pronunciar palavrões durante uma entrevista coletiva, palavrões captados pelos microfones e presentes do local. De novo é importante relativizar, ninguém questiona o direito do Sr. Carlos Caetano de xingar alguém, recurso humanamente aceito de aliviar algum desconforto. Mas questiona-se SIM, o direito de se valer do seu papel de técnico de uma seleção nacional em um evento mundial transmitido em tempo real para todo o planeta para dar vazão aos seus maus-humores.

Parece ruim, mas torna-se ainda pior. Muita gente aplaudiu o gesto, esquecidos que ficaram das regras que deve se sujeitar uma figura pública, e mais esquecidos ainda das boas normas de educação que aprendemos entre chineladas na nossa infância (a maioria de nós, quero acreditar).

Alegaram que seu apoio se devia ao gesto de “peitar a Globo” e que isso já devia ter sido feito. Sim, concordo que os privilégios que a citada empresa de comunicação possuía em outros anos gerou muitas situações francamente inadequadas, ranços, competitividade nada saudável e uma atitude arrogante e superior em muitos de seus profissionais. Concordo ainda que o tratamento às empresas de comunicação deve ser igual, visto que a seleção representava ali um país (o que é muito diferente, vejam bem, de “a seleção pertencia a um país”. A CBF nem a FIFA são estatais de lugar nenhum, são empresas particulares e que – horror! – tem donos).

Mas acabar com privilégios não combina com bestialidade. Tudo poderia ser feito como dizia o spam que correu à época, em que uma bela repórter foi barrada na porta da concentração e proibida de realizar uma exclusiva, ou que jantares foram cancelados. Tudo isso seria sensacional. Mas aí lá foi Dunga com seu jeito destrambelhado, estúpido e irracional enfiar o pé na canela da situação. O que era bom virou desastre.

E Dunga novamente vira um símbolo do destempero dessa Copa, tristemente sinalizado por Felipe Melo se amontoando nas pernas de um jogador holandês e sendo expulso. E reforço novamente que Dunga virou símbolo, já que a culpa tinha muitos donos e um grande dono e responsável no homem que comanda a CBF, Ricardo Teixeira, que depois de forma covarde criticou o técnico e o jogou aos lobos em uma entrevista. Um canalha nunca se trai.

Mas quando digo que o ruim pode se tornar pior, pois ainda piora mais. As pessoas que começaram a aplaudir esse ogro como um herói da isonomia entre empresas de comunicação começaram a se vestir de armaduras e pinturas de guerra, e então qualquer um que não concordasse com as atitudes do bestunto técnico era logo marcada com o sinal da traição.

Criou-se no país, de alguns anos para cá, uma atitude que nunca antes na história desse país aconteceu: a dualidade odiosa. Tornamo-nos uma raça de fanáticos, que não aceita o contraditório. Criticar Dunga era ser anti-patriótico, torcer contra o Brasil; falar mal da seleção então era crime de lesa-majestade e amizades foram ao lixo por causa de um comentário besta como “Felipe Melo ainda vai fazer besteira nessa copa”. Meu deus, era óbvio que o moço ainda ia dar trabalho, não tem uso perfeito dos poucos neurônios surgidos na cabeça, histórico de agressões em campo, pouquíssimo futebol para mostrar, era uma aposta ganha que ainda ia fazer burrada, como fez. Ainda assim os “patrióticos” se doíam em urros compungidos a cada crítica publicada contra o animal descontrolado. Críticas se tornaram “perseguições”.

Então surgiam críticas às pessoas que usavam bandeiras brasileiras em seus carros, porque segundo os donos da verdade patriotas, os ordinários só usavam a bandeira em época de copa, por moda, e não tinham esse direito. Uai, mas eu torço para uma seleção, um time de futebol, e a única bandeira existente para representar essa seleção é a bandeira do país, então nada mais natural que usar essa mesma bandeira para torcer para esse mesmo time. Em momento nenhum aquelas bandeirinhas de copa significavam amor a mais ou a menos pelo país. Era pelo time! E eu não preciso de ninguém para me dar o direito de usar ou deixar de usar a bandeira do meu país, quem me dá esse direito é a Constituição.

Mas aos fanáticos nada é tão compreensível e simples. E então a vilania se torna método, e o comportamento dualista se reflete em várias outras situações do cotidiano do país. E então qualquer crítica é vista como ameaça e declaração de guerra. Não se permite mais o contraditório, precisamos alinhar e pensar todos iguais sob pena do preconceito ao diferente.

Aprendemos com Dunga tão bem a tratar os adversários, que agora não aceitamos a existência dos mesmos. Deixamos de ser uma nação de pessoas doces, para combatentes da verdade armados e putos. Um comportamento desses não se constrói durante os trinta dias de uma copa, não há dúvida, mas pode se cristalizar de forma definitiva depois de uma Copa frustrada e atravessando um ano eleitoral.

Tenha medo, leitor, tenha muito medo, porque o risco de nos tornarmos rivais de mesmo solo é grande. Os opostos vão se repelindo cada vez mais, as amenidades somem, a elegância é posta no paredão e então vamos deixar finalmente de ser uma pátria de chuteiras – símbolo que foi de paixão, de beleza, de trato na bola, de Didi, Gérson, Tostão e outros – para nos tornarmos realmente uma pátria de ferraduras.

E dentes arreganhados em ódio. Ou será em medo?

 

 

 Há braços!

 Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

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