Só os fortes sobrevivem – AmBev faz isso conosco.

Trekking

Só os fortes sobrevivem!

 

Foi esse o tema do último encontro que tivemos com os profissionais da AmBev, agora no final de abril, dias 23 e 24 no Salto do Corumbá, aqui no estado de Goiás. Mais uma vez teríamos a oportunidade de desenvolver uma atividade com essa equipe que sempre nos surpreende e exige cada vez mais da nossa equipe – IDEA / Agregar / Casa do Walker.

E isso independentemente de qual unidade estamos atendendo, porque já atendemos a várias unidades da AmBev, e sempre temos um perfil de profissionais brutalmente motivados, incansáveis, que não aceitam perder e que se lançam em qualquer maluquice que a gente propõe com um sorriso no rosto e a vontade de terminar. É alucinante trabalhar com esse perfil de profissionais, porque tudo precisa ser feito de forma muito mais intensa.

As atividades propostas precisam ser mais desafiadoras, as condições do trabalho precisam ser mais no limite e as regras de segurança precisam ser muito maiores, porque se deixar os malucos acabam se matando para alcançar o resultado. Não duvide disso.

Trekking 2Pois dessa vez fomos chamados pela Miriam, a responsável por Gente e Gestão da unidade de Goiânia para um trabalho que pudesse superar tudo que já foi feito. Outro parêntese diz respeito ao final das atividades. Sempre nos propomos a superar os obstáculos que a equipe possa enfrentar no dia a dia, mas com o povo da AmBev sempre que terminávamos as atividades víamos aquela carinha de “E agora?”, como se não tivesse sido suficiente ou como se eles pudessem ir muito mais além.

Dessa vez fomos liberados para criar o que quiséssemos para a atividade, e inclusive fomos desafiados a superar a última atividade. Na última vez fizemos tirolesa, trilha de orientação e atividades de solo. Então dessa vez precisaríamos superar? Se tem uma coisa que nos orgulhamos muito é da nossa fama de malucos. Responsáveis, com regras de segurança, mas malucos. Seria a nossa hora?

Olhei nos olhos da Miriam e perguntei: “Podemos fazer o que a gente quiser?”. E ela com um sorriso malévolo concordou e nos liberou. A senha estava dada, os portais do paraíso seriam trancados por dois dias.

Nos reunimos exaustivas vezes para delinear uma atividade que pudesse ir além de tudo que já havíamos feito com essa turma, mesmo sabendo que muitos estavam nos encontrando pela primeira vez. As notícias corriam rápido e mesmo os que não haviam participado de outras atividades já nos conheciam de “ouvir dizer”. Criamos inúmeros cenários de atividades, pesquisamos riscos e situações limítrofes para enfrentar da forma mais sensata e desafiadora possível. Limamos uma série de sugestões por acreditar que seriam fáceis para aquela galera, algumas outras reservamos para um futuro próximo, e ao final conseguimos criar um roteiro de atividades que seria desafiador, instigante, surpreendente e difícil, muito difícil.

A reunião de deliberação final contou com a participação da Maria Célia e do Fernando, pela Agregar (detentora do contrato), Kiko, Ana, Leo e Lucas pela Casa do Walker e eu pela IDEA. Ali já vimos o tanto que teríamos que superar, porque as atividades não seriam difíceis apenas para os Ambévicos, mas também para nossa equipe, que estaria participando de tudo.

Nos reunimos com a equipe AmBev no hotel do Salto em uma reunião noturna. Mal sabiam eles que sairíamos para a trilha de orientação ainda de madrugada, e assim foram acordados com a noite alta ainda e um frio inesquecível. Alguns festeiros haviam acabado de deitar quando chutamos suas portas e tocamos nossas cornetas e sirenes.

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Na trilha de orientação já tivemos o gostinho do dia que teríamos pela frente. De madrugada, escuro, muito escuro, frio, bastante frio e numa trilha com apenas duas lanternas por equipe, uma bússola e uma planilha. Subindo e descendo serra para conseguir encontrar o rumo. Algumas equipes já se encontravam completamente perdidas ainda nos primeiros prismas e marcadores.

Depois disso nos dividimos e a minha equipe, junto à equipe do Léo e a do Lucas fomos para o rafting. Kiko e Ana fariam outras atividades enquanto iríamos enfrentar três horas de descida de rio, com muitos remansos e remadas. Eu temia o frio, mas o equipamento proporcionado contava com uma espécie de agasalho de lona que nos mantinha bastante aquecidos.

 

Trekking 1A descida do rio, além de fisicamente desafiadora, ainda contou com uma disputa acirrada em grande parte do trajeto. Algumas quedas d’água, uma queda desastrada (e logo comigo!), um machucado e ao final tínhamos descoberto músculos no corpo que nem sabíamos que existiam. A dor era uma parceira nas últimas curvas do rio, e uma parceira bem presente, alguns dos nossos colegas realmente “arriaram” nesse momento.

Ao final da descida ainda tivemos um momento para curtir o rafting, fazendo um surf por uma queda d’água e nos divertindo muito. Depois ainda teríamos a Auto-trilha, momento em que a equipe tinha muito pouco tempo para encontrar sua bandeira escondida em meio ao cerrado, com uma planilha feita por um dos integrantes da equipe. Depois disso fomos para a trilha de obstáculos e as pessoas precisaram se jogar nos braços dos outros, andar sob e sobre cordas, se arrastar no chão poeirento e enlameado, pular e passar por cima de obstáculos, se pendurar em abismos, atravessar o rio a pé e quando achavam que tudo havia acabado ainda foi preciso encarar uma escalada de vinte metros cachoeira acima. Parece muito? Pode ter certeza, foi.

Rafting 2Lembrar que durante a trilha de madrugada uma equipe precisou voltar ao marco zero para se organizar, e não conseguiu se organizar. Uma outra equipe quase desceu uma pirambeira rumo à garganta da cachoeira, feito que inevitavelmente mataria a metade da equipe e aleijaria a outra metade. Lembrar de gente que saiu sangrando de atividades que pareciam simples. Outras que tentaram desistir, mas ao perceber o risco de perda de pontos para a equipe inteira, se dedicavam ao esforço. Lembrar de um prêmio da natureza que foi a cachoeira da Gruta, ao final da trilha de obstáculos, um lugar de enorme beleza, com águas cristalinas e geladíssimas onde alguns colegas mergulharam e se divertiram como crianças. Lembrar que ao final da atividade a equipe dos novatos foi a vencedora do desafio. Lembrar de tanta coisa sensacional que foi essa atividade.

Rafting 1

Mas lembrar o principal para nossa equipe: as feições cansadas, exaustas e satisfeitas dos participantes da atividade. Conseguimos levar os caras ao limite realmente. E isso vale ouro. Os comentários ao final nos mostraram que mais que cansados, muitos estavam realizados com tudo que haviam feito, alguns ainda não acreditavam que passaram por quase 14 horas de atividade ininterrupta, e ali estavam cansados, suados, extenuados, mas com a sensação de serem vitoriosos.

Ao final pudemos comprovar que o tema era o mais acertado, porque no mercado em que atuamos só os fortes sobrevivem realmente, e aquele dia foi o dia para comprovar do que são feitas as nossas equipes.

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Mais uma atividade que nos deu muito prazer em realizar. Grato AmBev!

 

 

 

 

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

Twitter – @eduardoinimigo