Super-boys. Uma excelente idéia.

Essa semana na revista IstoÉ vi uma reportagem muito interessante. Empresas em São Paulo – principalmente – estão contratando um novo tipo de profissional: homens de idade acima de 60 anos. Pode parecer trivial e até comum, mas esses senhores estão sendo contratados para a função de office boy, e sendo chamados de “Super Boys” ou “Office Seniors” ou qualquer outro nome criativo que surja, isso é o que menos importa.

O valioso é notar que a idéia, além de ser altamente inclusiva para profissionais “acima da idade” que o mercado prefere, também é uma idéia de muito retorno para as empresas. Isso porque os senhores de mais de 65 anos não pegam filas nos bancos nem nos cartórios, não pagam ônibus e possuem muito mais responsabilidade e confiabilidade que um profissional inexperiente em começo de carreira. Além disso, esses profissionais assumem a função e não possuem um horizonte de eventos curto como um jovem de 18 anos. Isso porque o jovem de 18 anos normalmente usará a função de office boy como um trampolim em sua carreira, o que é bastante normal e até desejável. O profissional senior, muitas vezes já aposentado, não possui essa ambição tão aflorada – até pode ter, porque não? – e pode permanecer na função por muito mais tempo.

Claro que devem ser levadas em consideração coisas como longas caminhadas, pressa, correria, pressão e várias variáveis que não combinam com a saúde de uma pessoa da melhor idade, mas tudo isso é perfeitamente negociável e gerenciável.

O importante é perceber que uma massa de profissionais, que se encontravam sem perspectivas, agora podem se lançar numa nova carreira até com mais diversão e prazer. O ideal seria curtir a velhice em paz, estragando seus netinhos e aproveitando as mudanças de clima (eu pelo menos quero curtir minha velhice assim), mas sabemos de montes de idosos que simplesmente não param. Portanto o mercado agora se pauta por oferecer novas oportunidades.

Os pontos fortes de um profissional de mais de 65 anos de idade são sobejamente desejados pelo mercado. Agora é hora de aproveitar. Então, envelheçam.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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