Coca Cola – a trilha tem novos contornos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Começo de julho, início de mês de férias para a garotada, sol quente, estrada cheia e lá fomos nós para a Pousada do Rio Quente, no município de Rio Quente realizar um treinamento outdoor com líderes da Coca Cola. Uma turma de alto nível, profissionais extremamente competitivos, competentes e com diferentes tipos físicos, idade e tantos outros detalhes que certamente justificam o título “time heterogêneo”. Mas a homogeneidade ainda estava por vir…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia cheio de aventuras atravessando o arvorismo da Pousada (que foi muito mais difícil para mim do que eu jamais havia imaginado. Em uma das estações eu quase travei!), subindo e descendo com olhos fechados e mãos amarradas, subindo quase um kilômetro por dentro do Rio Quente (que realmente é quente!! Loki!), realizando uma prova de apnéia no rio (ficar sem respirar pelo tempo determinado pela prova), içamento (veja na foto abaixo), trecho difícil na Trilha da Cascavel (imagina o motivo desse nome) e quando todos achávamos que o difícil já tinha passado, eis que surge o túnel!

Um túnel de poucos centímetros de altura e várias dezenas de metros de comprimento, longo, escuro, difícil e assustador para vários (outra foto abaixo, em que estou totalmente sem fôlego depois da travessia).

Não satisfeito com a dificuldade do túnel, eu precisei atravessá-lo indo e voltando por quatro vezes. Duas vezes para testar a trilha e conhecer os desafios previamente junto à equipe do Corpo de Bombeiros, e duas vezes junto de uma das equipes. Descobri músculos que nem sabia que existiam pelo meu corpo, e posso falar sem dúvida que foi a trilha mais intensa fisicamente que já fizemos.

 

Como se pouco fosse, ainda tínhamos pessoas com diversas limitações físicas e questões de saúde que mereciam nossa atenção. Pois para nosso encanto tivemos total sucesso ao final da prova, e até os incidentes acontecidos serviram como lição e aprendizado para todos. Ao final o que ficou claro foi que o time aparentemente heterogêneo tinha uma coisa em comum: uma vontade grande de conseguir! Todos queriam ter sucesso naquela empreitada que haviam iniciado, e tivemos ao final muitos motivos para comemorar e rir juntos.

Grande parte do sucesso da atividade se deve à equipe do Corpo de Bombeiros formada por Major Matheus, Capitão Anderson, Tenente Otim e Soldado Charlene. Além de conseguirem “tirar leite de pedra” criando uma trilha fantástica, conseguiram criar situações inusitadas, ousadas, difíceis e ainda assim divertidas. Uma equipe de alta qualidade, extremamente zelosos com a segurança dos participantes e extremamente divertidos para se trabalhar.

Para os líderes da Coca Cola (Refrescos Bandeirantes) que nos presentearam com esse dia “massa”, nosso muito obrigado! As lágrimas derramadas juntos na sala no encerramento foram a marca mais forte de todo o encontro. Em especial meu agradecimento para a doce Lys e para o enorme Farid. Símbolos de perseverança, teimosia, insanidade e doçura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outros virão, mas cada marca em nossos corpos é pequena perto das marcas em nossas lembranças. E olha que eu voltei com muitas marcas no corpo.

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

Hospital Batuíra pede socorro

Em épocas onde a inFernet é atolada de hoaxes e spams falando um monte de mentiras, onde recebemos mensagens falando de crianças doentes que receberão doações de emails mandados ou córneas sendo jogadas no lixo por falta de receptores, nesses tempos em que fica difícil acreditar em mensagens que circulam na rede, eu gostaria de mostrar um grito verdadeiro e extremamente necessário. Não costumo mandar esse tipo de mensagens, mas dessa vez eu não pude me omitir como de costume, então vou divulgar para vocês que buscam – ou que podem – ajudar ao próximo. O Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental está necessitando urgente de carne, leite, frutas, sucos, margarina, chás, verduras, legumes e demais gêneros da cesta básica para os mais de 60 pacientes em tratamento na entidade. As doações podem ser encaminhadas diretamente para a instituição na Avenida Eurico Viana, Quadra 44, Setor Jardim Goiás.

Maiores informações pelo fone 3281 0655 ou no site www.batuira.org.br

http://www.batuira.org.br/?pag=sos – nesse link você pode ver a lista de itens que a entidade necessita com extrema urgência e alguns que não são tão urgentes, mas necessários. Nessa lista também – atualizada constantemente – podemos ver os itens que já foram doados. Para os céticos – como eu – o site apresenta também relatórios das despesas da entidade e toda a movimentação financeira (pagamentos, doações, contas a pagar, etc) para análise de quem se interessar.

O Batuíra existe desde 1949 e vem enfrentando dificuldades nos últimos anos, fica próximo ao Flamboyant Shopping Center, para quem quiser entregar as doações pessoalmente. Hoje trata-se de uma das poucas instituições de saúde mental a atender pessoas carentes no estado.

Qualquer ajuda é grande ajuda.

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

Feira de empreendedorismo UniAnhangüera – uma idéia excelente!

 Aconteceu na semana passada, nos dias 18 e 19 de junho, a XI FEIRA DO EMPREENDEDORISMO no Centro Universitário de Goiás – UniAnhangüera. Um evento de caráter acadêmico, mas com vistas e foco no mercado de trabalho e na inovação dos profissionais envolvidos. Profissionais estes estudantes da instituição dos cursos de tecnologia e seqüências, vários deles em seu primeiro semestre de curso e que já foram colocados para enfrentar um desafio dessa magnitude.

 

Lendo talvez você não consiga perceber essa magnitude de que falo, mas a Feira é sempre um momento para acesso a planos de negócios, planos de marketing, idéias inovadoras, produtos e serviços diferenciados e gente com muita garra e vontade de crescer. Como diz meu grande amigo Augusto DiNizio, “gente com sangue nos olhos”!

 

 

 

 

 

 

 

Além dos stands dos alunos tivemos a presença de empresas do nosso mercado apresentando suas novidades, gente como a Pinauto, Jorlan, Renauto Motos, Motofor, Fujioka, Ortobom, Micos, Gentleman Segurança, TIM, HSBC, O Popular, Proeza e muitas outras.

 

Tudo isso nasce de um trabalho acadêmico desenvolvido pelos estudantes, momento em que são estimulados a desenvolver uma idéia inovadora, um produto diferente, um serviço inédito, algo que seja criativo, original e desafiador. E muitos grupos se apresentaram com galhardia nesse quesito. Alguns aqui apresentados nas fotos, mas muitos outros mostraram suas idéias e sua ousadia durante os dois dias de feira.

 

Tivemos calcinhas descartáveis com absorventes anexos, para mulheres em suas viagens ou em tratamento médico, tivemos molhos de diversos e inúmeros sabores saborosíssimos, tivemos biscuits lindos, berçários on line (curioso, não?), vasos de plantas com sistemas anti-dengue, colchões ecologicamente corretos, chinelos personalizados, barras de cereal geladas (como se fossem picolés!), pães de queijo (sabores alho, de beterraba, cenoura e espinafre); espetinhos de qualidade diferenciada, equipes de recepção diferenciadas, roupas de ginástica, sistemas integrados de segurança, delivery de calçados femininos feitos sob medida e mais várias outras idéias criativas.

 

 

 

 

 

 

 

Pude fazer o test-drive da nova Palio Adventure, o que foi como experimentar um brinquedo novo, com a sutil diferença da potência do motor do brinquedo, sua tecnologia e seu preço. Sabores aos montes, com várias comidas, aperitivos, degustações, bebidinhas, beberagens, gente curiosa e interessada e um momento único na vida desses alunos. E na minha.

 

 

Se tivesse participado de um evento dessa natureza ainda em meu tempo de estudante, certamente teria sido um profissional diferente, muito mais preparado e criativo que sou hoje. Felizes os estudantes que aproveitaram a chance, se mataram para montar seus stands e projetos, cansaram carregando móveis, caixas e detalhes para organizar seus stands, suaram para conseguir terminar o projeto a tempo e souberam aproveitar essa oportunidade. Como professor eu pude aproveitar imensamente a alegria e a satisfação dos participantes, e isso é algo valioso demais para ser esquecido.

 

Uma pena o pouco tempo de feira, mas já sugeri à organização que no próximo ano a feira tenha no mínimo três dias de duração, quiçá uma semana inteira. Poderemos levar mais gente da comunidade a participar e proporcionar experiência aos nossos “meninos e meninas”. E que seja semestral também, porque o intervalo anual entre uma e outra é muito grande para tantas oportunidades que o mercado oferece.

 

Lamento o fato de alguns alunos não terem participado. São escolhas que têm seu preço, porque o sorriso grande e os olhares brilhantes desse povo das fotos já mostra o tanto que foi um evento feliz e de realização.

 

 

 

 

 

Parabéns e felicitações para a Professora Vânia, incansável em sua luta para erguer a feira e motivar os estudantes. Uma feira que prima pela ousadia e criatividade não poderia ter uma capitã mais adequada: ousada, criativa e quase um pouco doida, Vânia Dourado é a cara da feira. Uma cara vitoriosa!

 

Agora apreciem as fotos, gente feliz, realizada e surpresa. Sim, porque muitos não acreditaram no potencial da feira inicialmente, e quando viram clientes querendo comprar seus produtos, surgindo com oportunidades de negócio (1000 pares!!! LOKI!!), perceberam de forma inequívoca sua capacidade, seu potencial a ser explorado e seu sucesso. Tenho muito orgulho de ser professor dessa “cambada” de gente brilhante!

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

 

 

A concorrência atrapalha! Dããããã…

 

“O grupo está unido, disposto a fazer uma boa Eliminatória, mas às vezes o adversário não deixa, marca melhor, não dá espaço e dificulta nosso trabalho.”

Essa pérola acima foi cometida pelo jovem de camiseta amarela na foto, o jogador Luís Fabiano, centroavante da seleção brasileira. Futebol é um assunto que não deveria fazer parte desse blog pelo tanto de paixão e insensatez que pode despertar. Mas é um assunto pertinente pois é motivo de empolgação ou tristeza de um país inteiro, e de grande parte do mundo.

O que me chamou atenção na manifestação do jovem artilheiro – hoje no futebol espanhol – é a rematada burrice do dito que se refere à derrota histórica para o Paraguai e o empate murcho com a Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Claro que o adversário não vai deixar vocês jogarem bem, pessoa inocente, esse é um dos principais papéis desses outros jogadores com camisetas de outra cor, e por isso exatamente e por nenhum outro motivo, são chamados justamente de adversários.

Alguém poderia tecer o comentário preconceituoso e dizer que esse tipo de bobagem é típico de jogadores que não se informam, não lêem e só exercitam as pernas e os pulmões, nunca o cérebro. Mas isso seria meramente preconceito, posto que já vimos inúmeros jogadores letrados (Sócrates, o meio de campo da seleção de 82 era – e ainda é – médico!) e sabemos todos que uma escolha profissional não é uma opção de sub-cultura, seja lá o que for isso.

E antes que o risco desse pensamento tacanho preconceituoso se instale, cabe comentar que uma vez ouvi de um gerente comercial uma sandice semelhante à apresentada acima. Perguntado por seu diretor sobre os motivos dos baixos resultados de vendas no período, o profissional esforçado-mas-não-tanto saiu-se com essa: “Estamos fazendo o possível, mas a concorrência está nos atrapalhando!”.

Confesso que fiz um esforço enorme para não destampar numa gargalhada gigantesca nesse momento, mas me peguei pensando que se não atrapalhasse e – pelo contrário – se esforçasse em ajudar, não seriam concorrentes, e sim SÓCIOS!

Desculpas esfarrapadas são somente isso, esfarrapadas desculpas. E dizem que o mundo corporativo é lugar de loucos. Alguém não anda acompanhando o noticiário esportivo com atenção.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

Tem de tudo nas trilhas! Outdoor Training é suor e folia.

Já falei uma vez aqui no blog da IDEA sobre a minha satisfação com alguns aspectos do meu trabalho. Sou realmente um apaixonado pelo que faço, e a cada nova atividade desenvolvida, a cada novo cliente atendido, a cada grupo vivenciado, fico ainda mais envolvido e fascinado. Sempre fui um psicólogo organizacional voltado preferencialmente para a área de Desenvolvimento & Treinamento, por afinidades com a atividade, pois ultimamente além dessas afinidades, uma série de outras situações vem estreitando ainda mais o vínculo do meu prazer com meu trabalho.

Digo isso porque desde o final do ano passado venho exercitando as habilidades de desenvolvimento profissional com algumas ferramentas fascinantes: o teatro e atividades outdoor. Sim, é isso mesmo! Na parceria vitoriosa da AGREGAR – http://www.agregarrh.com.br/ – com a IDEA, estamos praticando uma forma de treinamento vivencial que traz resultados visíveis para as equipes, sempre com muito bom humor, aventura e novidades.

Como ótimo exemplo disso tivemos o treinamento para os profissionais da TEND TUDO realizado na Reserva Ecológica Santa Branca (momento em que fizemos as fotos que ilustram esse post). Como tema da atividade usamos o mote do filme “Tropa de Elite”, obra cinematográfica mega-sucesso que conta com o ator Wagner Moura no papel do inesquecível Capitão Nascimento. Pois nesse encontro de desenvolvimento profissional eu incorporei o CAPITÃO MESQUITA (“Capitão Nascimento é uma moça!”) para orientar todo o dia inteiro de atividades.

É interessante perceber como a ludicidade do teatro gera comprometimento e envolvimento dos profissionais na atividade, todos mostraram extremo respeito pelo temível Capitão Mesquita, e todas as instruções foram seguidas à risca, sempre com reverência e cuidado com a hierarquia estabelecida. O que me proporcionou condições de lidar com um grupo de tamanho considerável (aproximadamente 80 profissionais de altíssimo nível: acelerados, rápidos de raciocínio, competitivos e inteligentes. Um desafio!) e também de me divertir enormemente.

Ainda seguindo com as técnicas teatrais (sou ator e diretor teatral desde muito tempo atrás) tínhamos a Zero-Um e a Zero-Dois, as competentíssimas psicólogas Walquíria Ferreira e Ludmila Couto, que além de exercerem os papéis de auxiliares do Capitão, eram as responsáveis por conduzir e orientar alguns dos grupos da atividade. Sem esquecer de poderosos insights oferecidos pelas duas durante a atividade.

E então vinha a atividade outdoor. Acompanhados por monitores treinados (em trekking, primeiros socorros e atendimentos de emergência) e conhecedores da mata (Marcelo e sua equipe de jovens talentos), em meio a uma mata exuberante, linda e gigantesca, estabelecemos uma série de desafios para a equipe profissional, nos valendo sempre dos conceitos do encontro para aprimoramento e crescimento dos participantes. Sempre que vamos decidir por alguma atividade num evento como esse, costumamos nos perguntar “Para quê?”, para evitar a situação patética de brincadeiras sem sentido; coisa que infelizmente é muito comum em eventos de treinamento que não são orientados por um conceito forte e decidido junto ao cliente.

E com base no conceito de uma verdadeira tropa de elite, dedicada à conquistar suas metas, essa turma de profissionais se lançou ao desafio. Valioso comentar que mesmo antes de sairmos para a trilha, mesmo antes de nos encontrarmos no dia anterior à atividade, a TEND TUDO já vivia momentos de intensa competição e vibração. Equipes alucinadas para mostrar o melhor de si faziam as paredes da empresa tremer com gritos de guerra e conspirações amalucadas, gerando muita diversão no ambiente de trabalho e aumentando ainda mais a expectativa pelo que viveriam no final de semana.

Claro que esse trabalho prévio realizado pela equipe de Recursos Humanos da organização foi um tempero fundamental para o sucesso de toda a atividade. Em meio à natureza, com desafios e novidades, com esforço físico e mental, vencendo obstáculos pessoais e dos grupos, essa turma mostrou ser extremamente integrada e bem humorada. Foi um dia de muito trabalho, mas também de muitas risadas e novas amizades. Senhora Lama, Baixinha Faminta, Sr. Peruca Azul, Senhora EU e mais um monte de personagens que se eternizaram naquele dia fazem parte agora de nosso acervo de boas memórias.

Unindo tanta coisa que amamos, juntando teatro, técnica e muito suor, combinando diversão com trabalho duro, superando antigos medos e terminando o dia com um sorriso grande no rosto. Assim foi o encontro da IDEA com a TEND TUDO. Uma equipe que se mostrou à altura do conceito e se revelou uma verdadeira tropa de elite.

Agradecimentos à Kellen, Poliana e toda a equipe de Recursos Humanos, aos diretores que participaram ativamente o dia inteiro (um dos diretores chegou ao extremo de mergulhar no rio para buscar um frasco de substância não natural – um refrescante corporal – que não deveria ser deixado ali. Grande exemplo do Abel!) e a todos os profissionais TEND TUDO que se lançaram na atividade com confiança na nossa equipe e fez assim um dia marcante para todos.

Inovação, provocação, integração, desenvolvimento, tudo feito com recursos ousados e com muita segurança. Isso é o outdoor training desenvolvido pela equipe IDEA / AGREGAR.

TEND TUDO pega um, pega geral!! E essa IDEA ainda vai pegar você!!

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Vida Besta – by Galvão

Galvão é um artista que tenho o prazer de dizer que conheço. Hoje vivendo no sul e sendo publicado em dezenas de jornais pelo país, Galvão tem uma visão cínica, cáustica, mas muito objetiva do cotidiano. Quer conhecer mais um pouco desse furiozzo? Vai até www.vidabesta.com e se deleite. Merece a visita.

Dirijam com cuidado, crianças.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

Plástico, agora uma bactéria é sua inimiga!

 

O ser humano é pernicioso ao meio ambiente em diferentes graus. Isso todos nós sabemos. O problema é que nossa sociedade moderna é extremamente dependente do plástico e este tornou-se uma das maiores desgraças ambientais no nosso planeta.

No mundo dos dejetos plásticos um dos grandes problemas ainda sem solução são as sacolas plásticas. Essas sacolas de mercado e usadas também como sacos de lixo. Fabricadas com uma fina (tão fina que quem faz compras precisa colocar duas ou mais se for levar um refrigerante de 2l, senão arrebenta) folha de filme plástico. O problema é que as sacolas são cada vez mais usadas e assim sendo, elas vão parar em maior quantidade nos lixões, nos mares e rios. Elas praticamente não se degradam e entopem, poluem, matam sufocados os pobres animais, como as tartarugas marinhas, que confundem sacos plásticos com águas vivas, seu alimento. Uma baleia foi encontrada morta com mais de 100Kg de sacolas plásticas no estômago.

As aparentemente inocentes sacolas de mercado podem levar entre 100 a 200 anos para se decompor nos aterros sanitários. E as moléculas podem demorar até 1000 anos para se degradarem completamente. Agora imagine isso multiplicado pelas cerca de 500 bilhões destas sacolas por ano.

Foi com isto em mente que um guri chamado Daniel Burd, de apenas 16 anos, resolveu tomar uma atitude. A idéia de Burd era apenas fazer um belo projeto para a feira de ciências nacional, que seria apresentada em Ottawa, Canadá.

Com bastante sacos plásticos em casa, Burd começou moendo as sacolas até virarem um pó. Depois juntou água da torneira e fermento de pão. Ele misturou tudo isso com a terra do quintal para formar um substrato rico em nutrientes para o crescimento de bactérias diversas. Misturou bem e largou a gosma à própria sorte dentro de um recipiente a 30 graus. A cada 4 semanas o estudante removia uma amostra da mistura e colocava em uma nova mistura preparada da mesma forma, com isso aumentando a concentração de bactérias.

Passados cerca de 3 meses, Daniel Burd filtrou a cultura bacteriana e colocou em 3 frascos contendo tiras com as mesmas dimensões feitas de sacolas plásticas de mercado. Como controle ele fez um quarto frasco com a cultura fervida (bactérias mortas). Em 6 semanas, as amostras de plástico nos frascos de cultura tinham perdido 17% de sua massa enquanto a amostra de controle continuava igual.

Daniel refinou o processo com o uso de cultura em Placas de Petri. Assim, ele acabou descobrindo 4 tipos diferentes de bactérias no solo e que duas delas funcionavam para degradar o plástico. Então ele juntou apenas as duas efetivas e a eficiência do processo subiu para 32% em 6 semanas. Um aficcionado pela aula de ciências, o garoto resolveu adicionar um pouco de acetato de sódio para alimentar as bactérias. Como resultado, a 37 graus o consumo do plástico pelos micróbios subiu em eficiência para 43% em 6 semanas. Com esta taxa foi possível estimar que em pouco mais de três meses ele conseguiria que todo o plástico fosse degradado.

O objetivo de Daniel não era apenas que suas bactérias desmontassem a sacola em pequenos pedaços ou moléculas de plástico, mas sim que destruíssem o plástico completamente, do mesmo jeito que aquele processo que até agora demoraria até 1000 anos. Daniel encurtou para 3 meses.

Não satisfeito, Daniel ainda testou o método em uma escala maior, com um balde cheio de sacolas e o resultado prático foi o mesmo. Ele imagina que seguindo seu método deve ser simples reproduzir o sistema em escala industrial e com baixíssimo custo.

Foi assim que um guri de apenas 16 anos abocanhou os 30 mil dólares de prêmio mais um troféu, além do mais importante, bolsas e convites para estudos e o reconhecimento mundial por seu trabalho. Pessoalmente eu acho que 30 mil dólares para um garoto que faz isso é pouco. Acho que os milionários do mundo deviam se unir e doar dez milhões de dólares para o garoto por sua contribuição para o planeta.

A deprê é imaginar que enquanto no Canadá um guri de escola faz isso para o projeto de ciências, no Brasil um garoto da mesma idade tem só três pensamentos: Sexo, carros e futebol – não necessariamente nesta mesma ordem.

“Tudo uma questão de treinamento”

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Esse domingo aconteceu mais uma prova do campeonato mundial de Fórmula 1, o GP do Canadá. E uma cena na transmissão da Rede Globo me chamou a atenção sobremaneira.

E tudo por causa de um fato insólito acontecido em uma parada nos boxes. Um acidente estúpido envolvendo Lewins Hamilton na saída dos boxes motivou uma reviravolta incrível na corrida, gerando uma situação privilegiada para Felipe Massa, da Ferrari, que vinha de uma situação incômoda nos boxes.

Aparentemente quando tudo ia dar errado para o piloto brasileiro, um acidente bobo reverteu tudo e lhe deu a corrida de presente. Mas quando todos imaginavam que Massa ia sair em uma situação favorita para a vitória ele teve que retornar aos boxes para abastecer, o que lhe colocou em último lugar na prova.

Depois a reportagem da Globo informou que o que havia acontecido havia sido um erro no abastecimento de Felipe Massa, e erro gerado por equívocos da equipe mítica italiana. Cabe comentar que outros erros já aconteceram nesse mesmo campeonato e com a equipe que sempre foi uma referência em competência e sucesso; a Ferrari.

Mas o que me chamou a atenção foi dito pelo comentarista Luciano Burti, ao comentar o motivo do erro da Ferrari no abastecimento: “Galvão, isso tudo é uma questão de treinamento!”. Realmente, até mesmo a equipe de Fórmula 1 da Ferrari sente falta de investimento em treinamento e desenvolvimento profissional. Impressionante como existem ainda empresas que relevam a importância dessa iniciativa acreditando que apenas decisões periféricas menos importantes possam gerar resultados que somente o investimento nas pessoas pode criar.

Tudo uma questão de treinamento! A Ferrari já sabe disso, e você?

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

Falar em público – uma turma especial

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“A arte de falar em público – uma introdução”. Esse é o nome do curso que venho realizando desde muito tempo atrás, a ponto de hoje poder falar em milhares de participantes em todos os cursos realizados, sempre com resultados empolgantes e muitos depoimentos satisfeitos.

Pois agora no mês de maio realizamos mais uma turma desse curso na UniAnhagüera, faculdade que dou aulas nos cursos de Gestão Comercial e Gestão de Pequenas e Médias Empresas, e com muita felicidade posso falar em mais uma experiência de satisfação e de resultados.

A maior parte da turma era composta por alunas e alunos das minhas turmas, mas tínhamos também alguns participantes do curso de Direito (sempre um público ávido por esse assunto) e o resultado foi uma turma heterogênea e rica. Em dois sábados pudemos exercitar técnicas de oratória, detectar comportamentos e maneirismos interessantes (e outros nem tanto), mas o mais importante é que pudemos comprovar a mudança de atitude dos participantes.

Costumo dizer que a maior tarefa de um curso dessa natureza é fazer o participante perder a ingenuidade, desenvolver um olhar crítico para pessoas quando estão se comunicando em público, e isso foi atingido totalmente. Além de novos comportamentos, posturas e atitudes na turma toda.

Hoje passado quase um mês da realização do curso vejo, satisfeito, participantes se expressando muito melhor em sala de aula, participando de entrevistas de processo seletivo com muito mais segurança, conquistando mais espaço no mercado de trabalho e impulsionando suas carreiras com mais vigor que antes. Isso tudo já seria imensamente satisfatório para um trabalho realizado, mas além disso tudo ainda posso dizer que me diverti imensamente com esse pessoal alegre, espontâneo, medroso no início e atrevido ao final. Uma turma verdadeiramente especial, como essa foto cheia de sorrisos e olhares brilhantes pode comprovar.

 

Vejam o comentário de uma das participantes, que me foi enviado por email dias depois do final do curso:

 

“De início quando o professor nos fez falar em público por 1 minuto, eu me projetei a uma posição de derrota. Para mim parecia mais um filme de TERROR. Não  acreditava no meu potencial. Mas o professor Eduardo nos incentivava a cada minuto a arriscar e acreditar que poderíamos fazer.  Mas novos temores surgiram: a hora da crítica. Mas crítica construtiva.  Aprendemos  isso também com o professor. Sermos humildes para escutar, admitir, aprender e mudar. Mas depois das críticas, houve mais apresentações e dessa vez estávamos todos fascinados pelo ousar, pensar diferente. Queríamos brilhar. E para quem não tinha coragem e se diziam até tímidos, surpreenderam  a todos e não queriam mais sair do palco.

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Professor Eduardo Mesquita superou todas as nossas expectativas. Ele é eloqüente fora do normal. E soube cuidar de cada um em base individual, destacando os  pontos fortes e levando em consideração as limitações e personalidades de cada um. Pois ninguém é igual a ninguém.  Não acreditei quando me vi no palco falando em público e olhando para a platéia. Parecia um sonho para mim. Esse curso me fez a ter garra para enfrentar os desafios e olhar para o horizonte com perseverança e otimismo.
Parabéns Eduardo Mesquita!

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Abraços!”

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Cláudia S. G. Fabiano – Operadora de Telemarketing (por enquanto) BrTurbo e Sites

 

 

 

Falar em público é uma ferramenta muito importante para a carreira profissional de qualquer um, mas muito mais que isso é uma ferramenta para a auto-estima de qualquer pessoa. Experimente!

Há braços!

Eduardo Mesquita

Artista plástica de 88 anos compra briga com o prefeito de SP

Nazareth Thiollier, Artista Plástica de 88 anos, compra briga com prefeito Gilberto Kassab

A artista plástica Nazareth Thiollier, 88 anos, é uma dessas senhoras cheia de fibra que ainda tem grandes objetivos. Filha de René Thiollier, um dos mais importantes mecenas da história cultural do país, um dos financiadores e responsáveis pela Semana da Arte Moderna de 1922, Nazareth ainda acorda todos os dias, pontualmente às 6hs para trabalhar. Como convive com artistas desde a infância e por sua atividade, seu apartamento (localizado Alto de Pinheiros) é um verdadeiro museu: possui  obras originais de Tarsila do Amaral, móveis de Paris construídos no século XX e mais de 30 esculturas próprias.

Nazareth está engajada em uma das mais importantes obras da sua vida: transformar o novo parque municipal da cidade, localizado na Av. Paulista, em um marco histórico, homenageando com o nome do pai René Thiollier. O local, que era chamado de Villa Fortunata, foi onde Nazareth nasceu e presenciou o encontro dos principais artistas do país. Através de um decreto do prefeito Gilberto Kassab, o Parque recebeu o nome do ex-governador Mário Covas, ignorando a importância de René Thiollier para a capital paulista.

Desde então, a artista plástica criou um manifesto para recuperar a memória do pai pela importância dele para a  cultura paulista e brasileira.

Quer saber quem é Maria Nazareth de Carvalho Thiollier? Então veja bem, em fevereiro de 2008 completou 88 anos bem vividos. Um exemplo a ser seguido. Fala da sua idade com maior orgulho. Dedica-se à escultura figurativa desde os anos 80. E gosta muito do que faz. Sua penúltima exposição individual em 2003 abordou a releitura das mulheres pintadas por ToulouseLautrec. Esculturas fundidas em bronze que refletem a sensibilidade dessa força de mulher que tem como frase diária: “Não me entrego”.

Antes da escultura, Nazareth Thiollier, é assim que assina suas obras, pintou óleo sobre tela durante muitos anos. Basicamente décadas de 50, 60 e 70. Seu amor às artes vem desde criança. No colégio já ensaiava seus primeiros traços. Sempre desenhou muito. O segredo para chegar a essa idade de forma tão ativa e brilhante, está na receita de nunca deixar a mente ociosa. Até hoje Nazareth administra todos seus negócios junto com a eficiente secretária Kazuco Sato, com a prestativa advogada Vera Barreto Fleury e com o amigo e contador Aristeu Santos. Todos fazem parte da rotina semanal de Nazareth a mais de 30 anos.

 

Nazareth há dois anos trabalha num livro documentário sobre São Paulo. Documentação deixada por seu pai René Thiollier, falecido em 1968 com 86 anos, nascido, portanto no século 19, mais precisamente em 1882 e faz parte de uma saudosa aristocracia.

E para entender melhor, olha quem foi o pai da D. Nazareth, homem que se busca homenagear com o nome no parque citado na matéria.

Filho de Francês legítimo, René Thiollier, paulista, deu uma contribuição enorme a essa terra em que nasceu e que amou tanto. São Paulo. Como Escritor fez parte da Academia Paulista de Letras e foi secretário perpétuo. Fundador do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia e combatente na revolução de 1932. René Thiollier teve um papel fundamental para que a Semana de Arte moderna em 1922 acontecesse. Como empresário da “Semana” foi ele que alugou o teatro Municipal. Até publicou um livro na década de 50 falando sobre a “Semana de 22”.

 

Nazareth Thiollier pretende lançar esse livro ainda esse ano. Nos diversos capítulos abordara a também a Av. Paulista que foi berço de seu nascimento. A Villa Fortunata foi à morada de seu pai por 55 anos. Um casarão da São Paulo antiga que foi o palco de muitas reuniões importantes, muitos saraus e muitos encontros literários, com personagens da historia brasileira que vale relembrar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Você pode até estar pensando: e o que eu tenho a ver com uma senhora da aristocracia paulista ou mesmo com seu pai? Talvez por considerar a aristocracia um problema (como o poeta, talvez você pense que “a burguesia fede”), talvez por achar que o problema não te atinge afinal de contas é só mais um nome em uma cidade dado ou tirado por um político qualquer. Talvez ainda você nem soubesse qual o nome do parque na verdade, isso é bem verdade, ou talvez ainda nem saiba que parque é esse.

Mas aqui temos duas situações que merecem reflexão profunda e cuidadosa. Primeiramente uma senhora de 88 anos que compra brigas em que acredita, não somente se mantendo viva, mas se mantendo ativa e altiva. D. Nazareth é daqueles exemplos que vez por outra aparecem em telejornais e muitos consideram reportagens piegas com suas músicas melosas e seus textos pingando sentimentalismo. Mas isso acontece porque realmente não pensamos muito na nossa temporalidade e no pouco tempo que temos por aqui. Pensamos menos ainda no preço que pagamos por envelhecer (e muita gente envelhece aos vinte anos de idade. Coisa de cabeça!) e nas opções que fazemos ao longo da vida. Se de nada me servir ler essa matéria, servirá para tentar planejar o velhinho que quero ser com 129 anos de idade (fazendo planos para o meu aniversário de 150 anos!)

Mas existe outra coisa nessa matéria que chamou minha atenção: a falta de respeito dos políticos nacionais com a história e com os valores de uma comunidade. A festa que se faz com nominações em logradouros públicos em nossas cidades infelizmente nunca se vale para homenagear a história ou personagens que mesmo merecem. Não desmerecendo ou diminuindo Mário Covas, mas um povo sem história é um povo com poucos valores, ou nenhum valor. Então vem o bonitão, que até alguns atrás era um ilustre nada, e quer deixar sua marca na história alterando fatos e dados que já existiam muito antes dele emporcalhar a rua com seus outdoors e santinhos. Sabe por quê isso acontece? Porque somos inertes, moles, preguiçosos. Elegemos essa súcia e nunca mais nos preocupamos com nenhuma das inúmeras bandalheiras que eles cometem nesse país dia após dia, mês após mês, rindo de nossas caras e posando de importantes e beneméritos.

E aí vemos dossiês que não existem, funcionários que são afastados por criar os dossiês que não existem (?), sogras passeando em aviões bancados com dinheiro público, rodovias que são refeitas para atender interesses particulares e espúrios e à tudo isso permanecemos calados.

D. Nazareth, que não tenho a honra de conhecer pessoalmente, serve de bandeira e de inspiração para não ficarmos calados, não aceitarmos quietos e não deixarmos nossa história, nossos valores e nossos mais preciosos momentos serem vilipendiados e roubados em plena luz do dia.

D. Nazareth tem o meu mais tímido, humilde e sincero apoio, e se cada um que passar por aqui concordar com isso, poste um comentário, solte sua ira, expresse sua insatisfação. Podemos ser poucos, mas ainda somos.

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita