Falar em público – o que fazer?

Falar em público…

Tornou-se clichê o comentário (que uso frequentemente em treinamentos e cursos) de que uma pesquisa dos anos 80 nos Estados Unidos apontou a morte como o segundo maior medo na vida dos norte americanos em geral; sendo que falar em público é o primeiro maior medo desses mesmos sujeitos. Mas clichês existem por sua força e por sua longevidade, se provando e comprovando repetidas vezes ao longo do tempo e esse citado não é exceção. Muito antes, esse clichê confirma a regra.

Trabalho com treinamentos, palestras, aulas e cursos a muito tempo e sempre vejo a dificuldade dos profissionais em se levantar em meio a um grupo e manifestar suas ideias de forma coerente e estruturada. Se pensarmos numa apresentação coerente, estruturada e também apaixonada, cativante, envolvente e empolgante aí estamos na seara do deserto das intenções, onde realmente muitos pretendem chegar, mas poucos se atrevem a tentar. Ainda é prática usual se esconder atrás das principais dificuldades para justificar a ausência da sua voz em meio a grupos e plateias maiores que a pessoa amada ou dois amigos na mesa de bar.

Isso se mostra desde muito cedo na carreira, ainda em ambientes escolares/universitários quando encontramos pessoas que se prestam a fazer os trabalhos, digitar, pagar as encadernações, servir suco para a banca, lavar os carros do estacionamento… qualquer coisa desde que possa ficar livre da apresentação. Isso no ambiente acadêmico, onde todos se encontram para aprender! E o processo do aprendizado inclui tentativa e erro, ao menos em seu nascedouro.

O mercado cobra caro por essa iniciativa de fuga, porque dificilmente vamos ter cargos muitíssimo bem remunerados para quem digita trabalhos, serve suco ou lava carros. Mas o mercado paga muito bem às pessoas que conseguem apresentar suas ideias, argumentar com os presentes, convencer as pessoas e conduzir o mundo no rumo das suas convicções. O mercado gosta de gente que sabe se expressar e isso se reflete em visibilidade, negócios, resultados e uma vida mais tranquila com o passar do tempo.

O medo existe? Naturalmente, e é bom que exista. O medo nos impede de cometer muitas asnices ao longo da vida, e nos mantém vivos e íntegros com o passar do tempo, nos permitindo uma velhice com conquistas, realizações e alguns arrependimentos. Mas deixar o medo dominar nossas ações é inverter essa velhice, tendo então montes de arrependimentos e algumas conquistas. Aceitar o medo, viver o medo e então aprender a lidar com ele são os passos mais adequados aos que buscam destaque num mercado cada vez mais agressivo, competitivo e desleal. Num mercado em que existe – SIM – sorte, momento certo, oportunidade e apadrinhamento. Mas que ainda assim é um mercado que aprecia preparo, conhecimento, competência e arrojo.

Você tem medo de falar em público? Bem vindo à maioria da raça humana. Agora saia da massa ignara e seja parte daqueles que, apesar do medo, tentam fazer algo com relação a isso. E quando você estiver magnetizando uma plateia com suas palavras e seus olhares, vai se lembrar de um dia em que no auge do desespero e da taquicardia, você teve a insensatez de se oferecer para digitar o trabalho ao invés de brilhar e colher conquistas.

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter/facebook – @eduardoinimigo

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *