Fórum Mundial de Educação – lá vou eu!

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Amanhã, dia 24 de novembro de 2009, estarei em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, participando do Fórum Mundial de Educação. Às 14 horas vou palestrar sobre “Solução de problemas em projetos objetivos e práticos” para apresentar o conceito de PBL – Problem-based learning (Aprendizagem Baseada em Problemas). Um conceito com mais de 40 anos de idade obviamente não vai ser lançada por mim, mas apenas provocada, já que na grande maioria das nossas entidades educacionais ainda persiste o método de ensino em que o professor sabe tudo e derrama generosamente seu conhecimento nas mentes puras dos alunos. No PBL isso não acontece, a ideia é apresentar um problema antes de apresentar a teoria, e com base nisso trabalhando em grupos os alunos vão agregando conhecimento próprio com conhecimento orientado pelo professor – que nesses casos atua como tutor – para buscar as melhores soluções para os problemas.

 

AEAD com o Eduardo

Travei contato com essa metodologia com um sujeito do Rio Grande do Sul, o generoso e dedicado Bruno Marques da Rocha Perin. Fui até Santa Maria fazer uma palestra para o pessoal do AEAD (na foto ao meu redor, esse monte de gente bonita e trabalhante) e ele viu que tínhamos ideias comuns entre nós e incomuns frente ao mundo, com base nisso me apresentou um trabalho que vinha desenvolvendo com os professores Guerino Torin e Dra. Lucia Madruga, o “Projeto Além do Limite”. E nessas prosas internéticas, facilitadas pela conectividade da web, ele me apresentou e me educou sobre o conceito do PBL. E eu fiquei empolgado!

Na minha turma de Planejamento Estratégico, na UniAnhanguera, eu venho aplicando o conceito do PBL de forma mista, tentando lentamente fazer com que o currículo tradicional da matéria se dobre a atualidade e agressividade do PBL e do mercado. Para tanto venho contando com o apoio da coordenadora Professora Vânia Dourado e da diretora Professora Flávia Maciel, que também são um tanto rebeldes e revolucionárias, e que sabem da urgência que temos de preparar melhores profissionais para o mercado. Esse é nosso desafio cotidiano e nosso barato de sempre.

Pois então, com esse tanto de gente boa participando da história e povoando meus pensamentos, amanhã estarei contando minhas experiências e também discutindo o conceito com um monte de gente boa do mundo inteiro. Mais uma oportunidade para crescer, aprender e evoluir.

Nos falamos depois!

 

Há braços!

 

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

@eduardoinimigo – twitter

 

O Fórum Mundial de Educação (FME) é um movimento pela cidadania e pelo direito universal à educação. Em novembro de 2009, o FME terá pela primeira vez uma versão dedicada à educação profissional e tecnológica. O Brasil será sede do evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, capital federal do Brasil.

Estudantes, professores, pesquisadores, trabalhadores, governos, sindicatos, associações e pessoas da sociedade civil organizada de todo o mundo integram o público do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT). A expectativa é que 15 mil pessoas circulem pelo evento. A programação será dividida em três eixos temáticos. O primeiro trata de educação, trabalho e desenvolvimento sustentável; o segundo é sobre educação, culturas e integração e o terceiro discutirá educação, ética, inclusão e diversidade.

 

Programação completa

http://sitefmept.mec.gov.br/images/stories/pdf/jornal_portugues.pdf

 

Apresentação

http://sitefmept.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=145&Itemid=97&lang=br

 

Atividades autogestionadas

http://sitefmept.mec.gov.br/images/stories/pdf/deflistaautogestionadas1.pdf

A importância de se conhecer o cliente

Um desapontado vendedor da Coca-Cola retorna de sua tarefa em Israel .

Um amigo pergunta:

– Porque você fracassou assim totalmente com os israelenses ?

O vendedor explicou:

– Quando fui indicado para o Oriente Médio, eu estava muito confiante de que faria ótimas vendas me dedicando à área rural. Mas eu tinha um problema, eu não sabia falar Hebraico. Então eu planejei transmitir minha mensagem de venda através de três posters….





Primeiro poster:
um homem caído na quente areia do deserto… totalmente exausto e quase desmaiando….

Segundo poster:   o  homem bebendo a nossa Coca-Cola….

Terceiro poster:

nosso homem agora está totalmente revigorado….

– Então esses posters foram colados em toda a área rural de Israel.

 

 

– Isso deveria ter funcionado, disse o amigo.  

O vendedor explica:


– Eu não tinha idéia que os israelenses leem da direita para a esquerda……



 

IBM estaria negociando compra da Sun

 A IBM estaria negociando a compra da Sun Microsystems, segundo fontes próximas ao assunto, informou nesta quarta-feira o site do jornal The Wall Street Journal. A aquisição poderia reforçar a presença da IBM na internet e no mercado de telecomunicações e software.

A IBM pagaria até US$ 6,5 bilhões pela Sun (US$ 8,75 por ação), de acordo com o site Computer World, quase o dobro do valor de mercado da companhia, que fechou a terça-feira em US$ 4,97 por ação. Esta seria a maior aquisição da história da IBM.

Segundo o Wall Street Journal, há alguns meses a Sun vem procurando grandes empresas de tecnologia para uma possível aquisição. HP e Dell não teriam demonstrado interesse.

O jornal afirma que as negociações seriam baseadas no interesse das duas companhias em criar sistemas de computação para clientes corporativos que não dependam de software da Microsoft, e que ambas apóiam o uso de software livre Linux e Java e procuram crescer no mercado de computação em nuvem.

A Sun é uma das maiores concorrentes da IBM, e a aquisição aumentaria a participação da IBM no mercado de 9,6 pontos percentuais a 43%, afirma a Bloomberg. Assim, a companhia tomaria a liderança da HP, que tem participação de 30%.

Sun e IBM não quiseram comentar os rumores sobre as negociações, segundo o Guardian.

Investidores pressionam por venda da Sun

A Sun Microsystems está nessa situação, sendo forçada a organizar sua venda, ou parte de seus ativos, diante de uma crise financeira mundial que aumenta os problemas que atingem a fabricante de computadores de alto desempenho. A empresa vem enfrentando problemas desde o estouro da bolha da Internet no início dos anos 2000.

No último mês, a empresa de investimentos Southeastern Asset Management anunciou que se tornou a principal investidora na Sun, detendo um quinto de suas ações, e informou que pode abordar o conselho de administração da empresa sobre negociações com “terceiros” sobre alternativas.

Outros investidores, como a empresa de private equity Kohlberg Kravis Roberts (KKR) , também poderão apoiar uma possível venda para recuperar dinheiro. A KKR tem um assento no conselho da Sun e teve de registrar perda contábil de 700 milhões de dólares relacionada a investimento na companhia.

“Eu não vejo uma estratégia convincente apresentada pela administração”, disse Shebly Seyrafi, analista da Calyon Securities, acrescentando que a Sun pode estar pressionada para ser dividida em duas se a direção falhar em reanimar a companhia.

As ações da Sun despencaram 77 por cento este ano, mais que o dobro do recuo do índice Nasdaq. Na terça-feira, os papéis da empresa encerraram cotados em cerca de 4 dólares, o menor valor em 13 anos. A ação se desvalorizou 98 por cento desde 2000, época do boom das empresas de tecnologia.

Em outubro, a Sun sofreu prejuízo trimestral de 1,7 bilhão de dólares e o presidente-executivo, Jonathan Schwartz, disse que medidas de corte de custos estavam sendo trabalhadas.

Juntamente com IBM, a HP e a Dell, três especialistas do setor de tecnologia citaram Cisco e Fujitsu como interessados naturais na Sun. Eles falaram sob condição de anonimato, já que disputarão o negócio se a Sun se colocar à venda.

Mas essas companhias podem não querer enfrentar o desafio de integrar a Sun, que tem um valor de mercado de cerca de 3 bilhões de dólares, diante das turbulências da economia.

A Sun pode ser mais bem-sucedida se dividir as suas áreas de software e hardware e vendê-las separadamente, apesar que a avaliação do valor das unidades pode representar um desafio diante do grau de integração delas.

Bolha

Sun tornou-se conhecida na década de 1990, quando pequenas empresas iniciantes de tecnologia corriam para comprar os computadores sofisticados da companhia, que executam o sistema operacional da empresa, o Solaris, há tempos usado pela indústria de serviços financeiros.

Quando a bolsa da Internet estourou entre 2000 e 2001, o financiamento de tais empresas iniciantes secou e grande parte da demanda pelos computadores da Sun sumiu. As companhias de Internet passaram a comprar servidores mais baratos equipados com o sistema operacional livre Linux.

O porta-voz da Sun, Shawn Dainas, afirmou que a companhia teve discussões produtivas com acionistas mas não quis dar mais detalhes. A KKR não comentou o assunto e a Southeastern não retornou ligações.

Um dos negócios que a Sun pode vender com relativa facilidade é a StorageTek, uma companhia de armazenamento de dados comprada pela empresa em 2005 por 4,1 bilhões de dólares. Atualmente, membros do setor bancário estimam que a StorageTek valha entre 750 milhões e 1 bilhão de dólares.

A Oracle também poderia ser uma compradora provável da área de software da Sun, afirmaram os especialistas.

Uma das áreas que deve continuar na Sun é a divisão MySQL, a produtora de software de banco de dados de código aberto, comprada pela Sun por 1 bilhão de dólares este ano. A performance da MySQL ainda não justificou o preço pago, mas a empresa é vista como importante para os planos de crescimento da Sun, informou uma pessoa próxima da compra da companhia pela Sun.

Apesar da pressão sobre os preços dos ativos da Sun, o analista Trip Chowdhry, da Global Equities Research, alertou que os interessados em adquirir a companhia devem pensar duas vezes.

“Se você comprar essa companhia, vai estar comprando problema”, afirmou. “A estrutura de custo bateu no teto. A linha de produtos futuros não existe e clientes estão saindo. Quando você considera essas coisas, somente uma companhia estúpida pensaria em comprar a Sun.”

Fonte: Reuters

 

Quem diria que a IBM estaria então cogitando se tornar uma companhia estúpida? Será estupidez ou uma grande oportunidade que se avizinha? Acompanhem os próximos capítulos.

O mercado é dinâmico, surpreendente e para quem tem competência e arrojo.

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Aprenda truques simples para resolver problemas tecnológicos

Aprenda truques simples para resolver problemas tecnológicos

 

Problema ao passar o cartão de crédito pode ser resolvido com um saquinho plástico.

Por trás da caixa registradora da tabacaria no 2 no centro de São Francisco, Sam Azar passa o cartão de crédito de um cliente que compra cigarros turcos. A máquina de cartões da loja não consegue ler a faixa magnética. Azar passa de novo, e de novo, sem sucesso. Quando uma fila começa a se formar, ele pega um saco plástico embaixo do balcão. Embrulha o cartão com o plástico e passa de novo. Sucesso. A venda está realizada.

“Não sei como funciona, só sei que funciona,” diz Azar, que aprendeu o truque anos atrás com outro atendente. A Verifone, empresa que fabrica as máquinas leitoras, não confirma ou nega que o saco plástico funcione. Mas essa é uma entre muitas soluções de baixa tecnologia para falhas tecnológicas, que pessoas sem diplomas de engenharia descobrem, muitas vezes por desespero, e compartilham.

A instável economia atual faz com que a criação desses truques seja muito mais provável. “No Japão do pós-guerra, a economia não ia muito bem, e você não conseguia itens de uso diário como panos de limpeza,” diz Lisa Katayama, autora de “Urawaza,” um livro com nome emprestado de um termo em japonês que designa truques e dicas para um modo de vida inteligente. “Então as pessoas buscavam maneiras de se virar com o que tinham.”

O urawaza popular inclui recolher cacos de vidro do chão usando uma fatia de pão, ou colocar plantas numa fralda ensopada de água para mantê-las hidratadas durante uma viagem de férias.

Alguns truques, como o saco plástico de Azar, são abertos a discussões sobre seu funcionamento, ou se eles realmente funcionam. Mas muitas soluções tecnológicas caseiras podem ser explicadas por um pouco de ciência. 

 

 

Carga de celular

Bolso pode esquentar o celular, fazendo com que a bateria dure menos.

Se o seu aparelho celular descarrega a bateria rápido demais enquanto permanece sem uso no seu bolso, parte do problema pode ser que seu bolso é quente demais.

“Baterias de telefone celular realmente duram mais se mantidas frias,” diz Isidor Buchanan, editor do site Battery University. O calor de 37 graus Celsius do corpo humano, transmitido através de um bolso de tecido para um celular dentro dele, é suficiente para acelerar os processos químicos dentro da bateria do telefone. Isso faz com que ela se esgote mais rapidamente. Para manter o telefone mais frio, carregue-o em sua bolsa ou no cinto.

Esse mesmo método pode ser usado para preservar sua bateria caso você se veja longe de casa sem o carregador. Desligue o telefone e deixe-o na geladeira durante a noite para desacelerar a tendência natural da bateria de perder sua carga. 

 

 

Alarme do carro

Suponha que o alarme para abertura de seu carro não tenha o alcance para chegar ao veículo, do outro lado do estacionamento. Encoste a parte de metal de seu chaveiro no queixo e aperte o botão para destravar. O truque transforma sua cabeça numa antena, diz Tim Pozar, um engenheiro de rádio do Vale do Silício.

Pozar explica: “você está unindo o chaveiro à sua cabeça. Com todos os fluidos em sua cabeça, ela acaba sendo um bom condutor. Não é dos melhores, mas funciona.” 

 

 

Cartucho de tinta seco

Secador de cabelo amolece tinta, fazendo com que o cartucho da impressora renda mais.

Se o cartucho de sua impressora acabar perto do fim de uma impressão importante, remova o cartucho e passe um secador de cabelo sobre ele por dois ou três minutos. Então coloque o cartucho de volta e tente imprimir de novo, enquanto ele ainda está morno.

“O calor do secador aquece a tinta endurecida e faz com que ela flua através dos pequenos bocais dentro do cartucho,” diz Alex Cox, engenheiro de softwares de Seattle. “Quando o cartucho está quase acabado, aqueles bocais muitas vezes ficam praticamente entupidos com tinta seca, então ajudar a tinta a fluir fará com que ela saia.” O truque do secador de cabelo pode conseguir algumas páginas a mais de um cartucho, depois que a impressora informou que ele está vazio. 

 

 

Celular na privada

Poderia acontecer com qualquer um derrubar o celular na privada. Remova a bateria imediatamente, para evitar que curtos-circuitos elétricos fritem os frágeis componentes internos de seu aparelho. Então, limpe o telefone gentilmente com uma toalha e enterre-o num pote cheio de arroz cru. 

Isso funciona da mesma maneira pela qual você coloca alguns grãos de arroz em seu saleiro para manter o sal seco. O arroz tem uma grande afinidade química com a água – isso significa que as moléculas do arroz possuem uma atração quase magnética por moléculas de água, que serão sugadas pelo arroz ao invés de continuar dentro de seu telefone.

Trata-se de uma versão de baixa tecnologia dos pacotes dissecantes que algumas vezes vêm dentro da caixa do próprio telefone, para manter a umidade longe dos circuitos durante envio e armazenagem. 

 

 

Discos sujos

Você precisa limpar um CD ou DVD imundo, mas como é solteiro, não tem aqueles fluidos de limpeza da mamãe? Ensope um pano com vodka ou anti-séptico bucal.

 

 

Vodka ou anti-séptico bucal podem limpar CDs e DVDs.

O álcool é um poderoso solvente, perfeitamente capaz de dissolver impressões digitais e manchas da superfície de um disco. Uma garrafa de Listerine de R$ 10 no seu armarinho do banheiro pode fazer o serviço tão bem quanto uma garrafa de R$ 75 de fluido de limpeza de DVD. Além disso, esfregar sua cópia de “Rambo” com vodka, em vez de limpá-la com um fluidozinho, é muito mais másculo. 

 

Falha no disco rígido

Se – ou quando, melhor dizendo – o disco rígido de seu PC quebrar e não puder ser lido, não seja tão rápido em jogá-lo fora. Deixe-o no freezer durante a noite.

“O truque é uma técnica de recuperação real e comprovada, mesmo sendo um último recurso, para alguns tipos de problemas de disco rígido que, de outra forma, seriam fatais,” escreve Fred Langa em seu site Windows Secrets.

Muitas falhas de disco rígido são causadas por peças gastas que não se alinham mais corretamente, fazendo com que o disco não consiga ler os dados. Baixar a temperatura do disco faz com que seus componentes internos de metal e plástico se contraiam levemente. Retirar o disco do freezer e retorná-lo à temperatura normal pode fazer com que essas peças se expandam novamente.

Isso pode ajudar a libertar peças grudadas, explica Langa, ou pelo menos deixar um componente elétrico com falha dentro das especificações tempo o suficiente para que você recupere seus dados essenciais.

 

 

Esse é o espírito das soluções folclóricas: eles podem ou não funcionar, mas o que temos a perder?

Crise? Crie $! – texto do primeiro número do “AGREGUE UMA NOVA IDEIA”

Crise?   Crie $!!

 Costumo perguntar para as pessoas que assistem aos meus treinamentos e palestras: qual a crise mais antiga que conseguem se lembrar? Alguns falam do confisco da poupança de Collor, outros falam da seleção de 82, alguns ainda lembram-se de 1929, outros ainda falam das guerras mundiais. Mas a crise mais antiga que sempre me recordo diz respeito a uma dupla que foi morar em um domicílio cheio de regras. Infelizmente um dos “sócios” quebrou uma das regras e levou o parceiro a quebrar também, pois foram expulsos do imóvel debaixo de broncas eternas e uma espada flamejante. Já identificou? Adão e Eva é a crise mais antiga que consigo imaginar, muito antes de dinos pela terra ou dinheiro circulante, e mesmo sendo uma crise tão antiga, ainda assim sobrevivemos. Ainda assim perseveramos. Não sumimos como os dodôs (Raphus Cucullatos) e os T-rex (Tyrannosaurus rex).
 O que se tira disso é que crise não quebra nem nunca quebrou ninguém. O que quebra empresas não é a crise, é a resistência à mudança. O que a crise faz é mudar as regras do jogo, jogo esse que muitas vezes já está acomodado, morno, sem graça, e a crise vem sacudir essas certezas.
 Nizan Guanaes, o publicitário baiano, disse que “enquanto alguns choram, outros vendem lenços”, o que acho uma imagem perfeita para definir essas tais crises. Num jogo como o mercado, é impossível todo mundo perder, consequentemente alguém tem que ganhar.
 Sim, estamos vivendo tempos atribulados, de crise, demissões, quebras e falências; e agora é a hora de ousar. Agora é a hora de inovar nas lideranças das equipes, hora de criar novas estratégias comerciais para atrair os clientes, produzir novas formas de motivação e relacionamento com as equipes para reter os talentos e preparar as velas para quando o vento soprar novamente.
 Chorar e esperar a crise passar é uma ótima receita para a extinção. Então se todo mundo tem certeza que em tempos de crise precisamos cortar algo, corte o S de crise, de cima abaixo, e CRIE $!!

 

 

Há braços!

Eduardo Mesquita
IDEA

Sob risos, indústria depõe no julgamento do PirateBay

 

Gravadoras afirmaram que pessoas comprariam música se não fosse a pirataria

Rodrigo Martins

Na segunda semana do julgamento dos responsáveis pelo site Pirate Bay, na Suécia, o público voltou às gargalhadas. Só que desta vez não por conta dos depoimentos sarcásticos dos acusados – quatro dos criadores do famoso site de compartilhamento de arquivos torrent. Mas da indústria de entretenimento que, embora seja a responsável pela ação, teve de explicar porque luta contra o site.

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Perguntado se os internautas comprariam todas as músicas que já baixaram se não as tivessem de graça, John Kennedy, o responsável pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), soltou um contundente “sim”. A plateia caiu numa gargalhada ouvida até de fora da sala de julgamento. “É senso comum que as pessoas comprariam se não tivessem de graça. É isso o que os consumidores nos dizem quando perguntamos a eles”, disse na quarta.

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No dia seguinte, porém, por parte da defesa, Roger Willis, professor universitário e presidente da Associação Sueca dos Compositores Populares, desmentiu a indústria e disse que não há estudos que evidenciem isso. “Aliás, quem baixa costuma comprar mais, não menos”, declarou. Pelo depoimento, Willis foi agraciado pelos apoiadores dos piratas, espontaneamente, com centenas de buquês de flores em comemoração ao seu aniversário de 33 anos de casamento, completados na data.

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A tese da defesa é que o site não hospeda arquivos, mas é como um Google, só que faz buscas em músicas e vídeos hospedados nos PCs dos internautas. Para a defesa, a indústria deveria ir atrás desses internautas. E as gravadoras foram questionadas porque não faziam isso. “Se tivéssemos mais recursos, iríamos”, disse, em juízo, Per Sundin, da Universal. “Mas estamos indo atrás do maior e pior vilão, o PirateBay.”

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As gravadoras também tiveram de reafirmar o seu papel num mundo em que os downloads são corriqueiros. Perguntado se não seria melhor um modelo de negócios onde os shows virassem a forma de os artistas ganharem dinheiro, Kennedy afirmou que “todo artista precisa de gravações de sucesso para ter uma carreira de sucesso”.

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O julgamento do PirateBay continua nesta semana. Se condenados, os quatro criadores do site podem, além de dois anos na prisão, ter de pagar multa de US$ 13 milhões para “compensar as perdas da indústria”. E se não forem, como fica? COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

No site, PirateBay ironiza majors. Um provocativo, cartum mostrava indústria defendendo que “nossos direitos autorais valem mais que direitos humanos”.

 

 

 

 

 

Comentar? Pra quê? tsc, tsc, tsc…

Pica-Pau versus Megatron – by Luiz Caversan

Dia desses estava trocando fraldas dos meus tubarõezinhos e resolvi ligar a Tv para entreter um enquanto me dedicava às produções intestinais do outro. Estava passando um desenho antigo do Pica-Pau e eu achei ótimo naquela hora, porque era um episódio clássico, em que o passarinho atrevido é lixeiro e rouba a roupa de um policial. Como se isso fosse pouco o Pica-Pau aproveita da roupa de policial para comer frutas de graça em uma frutaria, e a cena dele escondendo um cacho de bananas dentro do chapéu de polícia é uma das lembranças vivas que tenho da minha infância, com o Leôncio esmagando o chapéu e fazendo descer uma cascata de banana amassada na cabeça do pássaro doido.

Mas aí eu me toquei do tanto de coisa errada que o Pica-Pau fazia, ele é violento, sarcástico, cruel, cínico, desleal e mais um monte de coisas que me arrepiaram os poucos pêlos. Coincidentemente na mesma semana eu encontrei esse texto do Caversan na Folha de São Paulo. Ele também sentiu o mesmo que eu, mas soube se expressar muito melhor.

Divirtam-se! 

 

 

Pica-Pau versus Megatron

Luiz Caversan



Todo final de ano é a mesma dúvida: o que dar de presente para o Antonio?

Sou padrinho do Antonio, ou seja, sou co-responsável pela felicidade dele, sobretudo em datas assim: Natal, aniversário, dia das crianças etc.

Daí a necessidade e a dúvida: o que eu compro de presente neste Natal?

Sempre passo diante de uma lojinha fofa, aliás, são duas, uma na Praça Vilaboim, outra na Cardoso de Almeida, ambas em São Paulo, que me encantam com seus brinquedos ditos educativos. A maioria na verdade remete à minha infância -peões, pipas, carrinhos de madeira, blocos de armar… -, mas sempre fico tentado a dar algum deles para o Antonio.

E fiz isso várias vezes, desde que ele nasceu, tem lá no quarto dele ainda alguma coisa dessas que mais aliviam a consciência de quem dá do que garantem a alegria de quem recebe.

Isso eu já pensava antes, agora tenho certeza.

Sim, porque, para dirimir a dúvida deste ano, resolvi ligar para o compadre: “O Antonio está numa fase monstros que se transformam”, me informou o pai. Bem, eu até que gostei dos Transformers, vi o filme outro dia e o robô bonzinho que virava um Camaro era o máximo. “É, mas ele gosta mesmo é do robô mau”, completou a comadre…

Do mau, aquele mauzão, o pior?

Sim, dele mesmo, o Megatron…

Pô, na verdade o filme dos Transformers é uma daquelas bobagens tecnológicas que encantam, a eterna luta do bem contra o mal, com o primeiro triunfando, mas o meu afilhado vai gostar logo logo do bandido, do tenebroso, do ruizão!

 

 

E põe bandido nisso, porque o tal do Megatron é pa-vo-ro-so…

Por que o Antonio não quer o Optimus Prime, que é o líder dos bonzinhos?

Porque, lá na sua cacholinha de cinco anos de idade, ele vai ficar do lado do mal. Será para sempre, será que vai influenciar a vida dele?

Bem, enquanto pensava nisso, procurei lembrar da minha própria infância, de como era viciado na televisão, ainda em preto e branco, e de como ficava horas na frente da telinha, a ponto de minha mãe achar que eu estava “viciado”…

Ah, mas naquele tempo era diferente, tudo mais ingênuo e inofensivo, pensei.

Leão da Montanha, Manda Chuva, Pica-Pau…

E por conta de uma grandessíssima coincidência, naquele mesmo dia estava eu diante da TV e, para evitar a novela que antecede o Jornal Nacional, enquanto esperava dar a hora do noticioso, botei a TV na Record. Que naquele horário exibe justamente o meu querido Pica-Pau, o herói das minhas tardes…

Bastaram algumas cenas do desenho animado para que ficar chocado.

A quantidade de sacanagem que o bendito passarinho comete contra todos os demais participantes do seu desenho é de arrepiar a lataria de qualquer Megatron.

Ele é um tremendo mau-caráter, enganador, violentíssimo. Usa todo tipo de armadilha para esmagar, explodir ou fazer picadinho de seus oponentes.

Um horror. Fiquei chocado.

Peraí, mas eu gostava tanto disso quando era criança! Gostava dessa pancadaria toda? Adorava essa risadinha irritante (He-he-he-hé!) que ele emite a cada maldade cometida? Como eu era capaz de não ficar apavorado com tanta violência?

Gente, diante do Pica-Pau o Megatron é um banana…

Bem, para encurtar essa história de Natal, acabei comprando o boneco do robô que se transforma, o tal Megatron, mas escolhi uma caixa em que também vem junto, para compensar, o bonzinho que acaba vencendo a guerra dos robôs no filme.

Espero que o Antonio se divirta. E que, por favor, fique longe dos desenhos desse tarado do Pica-Pau.

 

 

 

Se você quiser ver esse texto em seu local de origem, eis o link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/luizcaversan/ult513u481803.shtml

 

Agora se você quiser ver uma curiosidade muito interessante, visite esse link: http://br.video.clipta.com/Merrie_Melodies_-_Elmers_Candid_Camera_(1940)__vd7c50971ee4020519c6f. É um desenho de 1940 do “Happy Rabbit”, personagem que depois evoluiria para ser o Coelho Pernalonga. No final do desenho, repare na risada que ele solta.

Sim, é isso mesmo, a risada irritante que ficou famosa com o Pica-Pau foi inicialmente criada para o Pernalonga, mas Mel Blanc (criador e dublador do desenho) experimentou depois no Pica-Pau e viu que ela casava perfeitamente com o passarinho. Com o tempo ela sofreu sutis alterações, mas é perfeitamente identificável nesse desenho sendo cometida pelo coelho cinza.

 

 

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Enquanto uns choram…

 

 

 

 

 

 

 

Nizan Guanaes disse uma vez que “enquanto alguns choram, outros vendem lenços”. O baiano não poderia ter sido mais feliz com esse comentário, mostrando que o que é crise para alguns é oportunidade para outros. Vejam a notícia que saiu hoje – 18/11/08 – no site Invertia, do Terra.

Coréia do Sul: economia piora e venda de camisinhas dispara

A desaceleração da economia sul-coreana levou a um aumento das vendas de preservativos, já que mais adultos estão esperando a situação financeira melhorar para ter filhos, disseram varejistas na terça-feira.

A grande rede de lojas de conveniência sul-coreana GS 25 disse que as vendas de camisinhas aumentaram em 19% desde agosto em relação ao mesmo período do ano passado – as vendas aumentaram assim que a moeda e as ações sul-coreanas começaram a se desvalorizar.

“Mais casais planejam adiar a concepção devido à desaceleração econômica”, disse a GS Retail, operadora da GS 25, em um comunicado.

As vendas aumentaram mais ainda em novembro, quando o mercado de ações teve sua pior fase em anos, segundo a operadora.

A Coréia do Sul tem a menor taxa de fertilidade do mundo desenvolvido. Especialistas dizem que uma das principais razões para isso é o alto custo da educação no país, que é altamente competitivo.

“As vendas de preservativos geralmente são à prova de recessão e tem pico de venda no Natal e nas festas de fim de ano”, disse um representante da loja Condomania.

 

No http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200811181039_RTR_1227004750nN18542184

 

 

E para você? Quais são as crises que você transformou em oportunidades?

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com