Guga, Arnaldo e Bolshoi – vocações descobertas, novas possibilidades.

Falo sempre nas minhas palestras, principalmente para jovens profissionais em começo de carreira, que se você tiver a graça e honra de fazer o que você gosta, a vida fica muito mais fácil. E se você ainda tiver algumas possibilidades de fazer o que gosta, então fica muito muito muito mais fácil e saborosa. Ninguém precisa ser exclusivamente o que acha que deve ser, e a imagem ao lado é prova disso. Eu ainda acho que viver vale a pena, se for com diversão e prazer então, vale muito a pena.

Digo isso porque não são somente profissionais em início de carreira e empresas iniciantes que possuem o direito de experimentar prazeres e quereres; também profissionais com carreira sólida e empresas reconhecidas e poderosas podem experimentar isso. Estou falando do Arnaldo Antunes, do Bolshoi Pub e do Guga Valente. Apresentando cada um dos mencionados, Arnaldo Antunes era um dos vocalistas do Titãs em seus primórdios e que depois seguiu prolífica e poderosa carreira solo, falo mais dele daqui a pouco. O Bolshoi Pub – http://www.bolshoipub.com.br/ – é uma casa noturna de Goiânia que já existe no imaginário popular como uma casa confortável, de atendimento acima da média e excelentes shows. E o Guga Valente é meu compadre, amigo, camarada, guitarrista do SANGUE SECO (banda de punk rock que sou vocalista), professor reconhecido e poeta. E essas três figuras de carreiras bem construídas se encontram na minha vida de forma bastante positiva.

Quinta passada, dia 30 de junho, houve um show do Arnaldo Antunes no Bolshoi Pub. Gentilmente a casa me abriu portas para fazer a cobertura do show, mas eu estaria fora de Goiânia e estaria impossibilitado de realizar tão saborosa missão. Bem sabia que meu compadre Guga é um fã confesso do Arnaldo poeta e do Arnaldo músico, então sugeri que ele fizesse a cobertura do show. Aí se encontraram.

Bolshoi é uma casa que já atravessou algumas pedradas significativas. Histórias de racismo na portaria, histórias de preços abusivos, histórias de tantas coisas que só isso já poderia ser suficiente para provar que a casa é digna de atenção. Isso porque podemos sempre nos basear na velha máxima popular que diz que “ninguém joga pedra em árvore que não dá frutos”. Se surgiram confusões e temas com o nome da casa e se a tudo isso ela permanece firme e sólida na história das diversões noturnas da cidade, isso significa algo, certamente. A casa é excelente, músicos amigos meus que já tocaram lá – caso dos paraenses do Madame Saatan, por exemplo – sempre dizem da altíssima qualidade do profissionalismo da casa e dos equipamentos, tendo ouvido várias vezes o comentário de ser “o melhor palco para shows da cidade”.

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Não somente por quem trabalha, mas também pelo público. Meus diletos clientes João Vieira e João Ferreira, da SIA Consultoria, são alguns que já elogiaram para mim tantas vezes sobre a qualidade superior da noite usufruída na casa. Os shows valiosos, o chopp delicioso, os acepipes diferentes e a estética/clima da casa compõem uma receita inusitada e comprovadamente distinta. A casa não satisfeita em ser uma casa de shows praticamente única na cidade (abrigando shows de jazz, blues, metal e Matanzas), ainda se mete a organizar eventos de discussões filosóficas – o Café Filosófico – que já guardaram seu lugar em mentes nobres goianas. Depois de se firmar como uma grande boate, montou uma imagem de grande pub e busca ainda ser grande em outras frentes. Valioso!

Sobre Arnaldo eu não comentarei, mas vou colocar no final do post o texto de divulgação feito pelo chapa Adalto Alves, diligente e inquieto assessor de imprensa da Bolshoi. Eu não conseguiria mesmo falar melhor do que o Adalto já falou, portanto confiram lá embaixo a história desse sujeito esquisito.

E o Guga (na foto – de Marina Marques – em um show – eu no vocal, ele na guitarra) sempre foi poeta. Dos bons. Junto a isso sempre foi músico multi-instrumentista, também dos bons. Construiu sua carreira de professor de forma cuidadosa e profissional, sempre valorizando seus contratos, mas principalmente valorizando seus alunos, parte tão importante da vida desse sujeito. E agora quando a missão se apresentou, Guga se mostra um jornalista de alta octonagem, fazendo um trabalho tão saboroso de se ler quanto construtivo para se informar. Misturando a violência de suas raízes punks, a sensibilidade de sua veia poética, suas artes com as palavras e sua paixão como fã ele construiu esse texto que é o coração desse post. Vejam abaixo que mesmo tendo uma carreira voltada para um lado, o profissional com talento e tesão consegue criar novas oportunidades, mesmo que isso não seja foco de seus interesses financeiros. Ele não vai deixar de dar aulas para fazer resenhas de shows, principalmente para sites que pagam tão mal como www.ideiadiferente.com e www.ogritodoinimigo.com, mas mostra que para quem faz com satisfação, novas portas sempre estarão se abrindo.

Divirtam-se com a bela resenha do Guga Valente sobre o show de Arnaldo Antunes na Bolshoi Pub. Para os sites que o recebem, é uma honra!

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A casa foi nossa

Fazia anos que eu não via Arnaldo Antunes ao vivo. Da última vez ele viu minha tatuagem (um desenho da Rosa, filha dele, que ilustrou o belíssimo livro de poemas as coisas) e trocamos muitas ideias. Ele é um cara simpatissíssimo. Estava ansioso para o que viria naquele show, afinal, ele está em turnê com seu último disco Iê iê iê, um ótimo disco de rock n roll. Mas esse seria diferente, pois ele não estava com a banda. Eram apenas dois violões (Betão e Chico Salém) e o cara. Achei que o show ia ser uma xoxura só, até porque com banda todo show é melhor. Violões? Aquilo ia ser um acústico.

Quando o show começou, com Fim do dia, música do excelente Um som, vi que eu estava enganado. Os dois violões estavam encorpados. Um fazia a base acústica e o outro tinha duzentos e oitenta e sete pedais dos mais variados efeitos. Ou seja, era uma guitarra. E como violão é meio percursão também, aquilo lá era uma banda perfeita.

O show teve música de quase todos os discos de Arnaldo solo e com os Titãs. É incrível notar como ele mudou nesses últimos dezoito anos de carreira solo. Não parece, mas esse tempo fez o hiperartista acalmar sua nevrálgica poesia de cunho altamente apelativo à última etapa do modernismo brasileiro. Arnaldo ficou mais palatável para o grande público. Suas participações nos trabalhos de Marisa Monte se intensificaram no disco dela em que ele narra um trecho do Primo Basílio em Amor, I love you. Depois vieram os Tribalistas e ele ficou conhecido como um artista singelo e sensível – e estranho. Seus trabalhos posteriores a essa banda de um disco só (a partir de Paradeiro) ficaram mais radiofônicos. Quem ouve seus dois primeiros discos não vê tanta coisa em comum com o que ele faz hoje.

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No entanto, isso está longe de ser ruim. Arnaldo Antunes aparece no palco metido num improvável terno chinês e as músicas fluem naturalmente. Foram 21 sons muito legais, num lotado Bolshoi Pub que cantou junto com o artista os clássicos Não vou me adaptar e O pulso (ambas da sua época no Titãs) e Socorro, seu primeiro clássico solo, também gravado por Cássia Eller. Um dos pontos altos do show foi quando, no meio de Ta consumado, do disco Saiba, Arnaldo fez uma coisa que ele geralmente faz em shows mais intimistas: foi pro meio da galera cantar junto com ela. Todos tirando foto, tirando cascas, perdendo (ou achando) o prumo do show enlouquecido.

Teve que voltar ao palco duas vezes, pois o povo não ia embora e pedia que ele continuasse. A última música antes dos bis, foi O silêncio. No meio da música, ele recita o corpo, do livro as coisas. Foi lindo ver as pessoas recitando o poema junto com ele. Está certo que eram poucos, mas isso já dá o tom do tipo de fã que o Arnaldo tem. Não são volúveis, esporádicos, o que prova que a música dele não é perecível. Ao contrário, quem gosta de Arnaldo Antunes só passa a gostar mais e mais com o tempo. No segundo bis ele tocou Judiaria, O pulso, Engrenagem e A casa é sua, esta do último disco. Judiaria é uma música do excelente disco Ninguém, cover do sambista-dor-de-cotovelo Lupicínio Rodrigues. Originalmente, é um sambinha triste, sobretudo com a vozinha de Lupicínio. Com Arnaldo, ela ganha um tom bem mais grave, um rock foda, com a excelente e pouco explorada voz rasgada do cantor. Aliás, desconstruir as músicas dos outros e a sua própria é uma coisa que Arnaldo faz bem. Em Saiba ele cantou Exagerado, de Cazuza, numa bossa nova que em nada lembra o rock oitentista do porralouca.

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Fugir do lugar comum é o que Arnaldo Antunes tem feito nesses últimos anos. Libertou-se do rótulo de ex-titã (com o qual ele diz não se incomodar) e tornou-se, ele mesmo, um titã da MPB. Artista plástico, poeta, cantor, escritor de literatura e música infantil, se ele também fizer soneto sem concretismo (porque com concretismo ele já fez), iguala-se aos grandes e poucos que de tudo fizeram, como Machado de Assis na literatura. A casa é sua, é o recado dele no final. Ele é nosso, afinal.

Set list do show:

  1. Fim do dia
  2. Sem você
  3. Saiba
  4. Como 2 e 2
  5. O sol
  6. Longe
  7. Invejoso
  8. Consumado
  9. Se tudo pode acontecer
  10. Não vou me adaptar (Titãs)
  11. Socorro
  12. Debaixo d’água
  13. Alegria
  14. Num dia
  15. Inédita (de Betão e Davi Moraes)
  16. O silêncio/o corpo
  17. Envelhecer
  18. Judiaria (Lupicínio Rodrigues)
  19. O Pulso (Titãs)
  20. Engrenagem
  21. A casa é sua

By Guga Valente

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MATERIAL DE DIVULGAÇÃO

Pop de vanguarda em formato acústico

Arnaldo Antunes já se destacava na capa do primeiro disco dos Titãs, de 1984 (com Sonífera Ilha). Repare, no site do cantor, da banda ou em qualquer lugar, que Arnaldo é o único, entre os oito integrantes, de calça branca. Pode ser nada, pode ser uma coincidência, mas é um diferencial. Aos poucos, quando os Titãs começaram a aparecer na TV, ficou mais fácil identificar o Arnaldo.

Primeiro, porque ele era o cara que dançava da maneira mais estranha. Eram passos de funk celebrados por quem tinha enfiado o dedo numa tomada de 220 volts. Arnaldo era frenético e espasmódico. Segundo, porque ele começou a cortar o cabelo de um jeito esquisito. Ao fazer a barba, raspava a cabeça uns dedos acima da orelha. O tufo arrepiado no cocuruto dava o ar de alienígena.

O importante é que Arnaldo escrevia as canções mais interessantes dos Titãs. Basta citar aquela que se transformou numa espécie de carimbo dos caras: Comida, do incrível Jesus Não tem Dentes no País dos Banguelas. Sim, em parceria com Marcelo Fromer e Sérgio Britto, mas quem pode negar que, ao cantar Comida, Arnaldo fez com que ela se tornasse uma obra toda sua?

Ao sair dos Titãs, depois de Tudo ao Mesmo Tempo Agora, Arnaldo provocou uma confusão no pop nacional. Ele teve coragem. Quem diria? Mas Arnaldo, com sua voz cavernosa, sempre teve pretensões maiores. Queria fazer poesia e expandir seu talento, sem depender da aprovação de um grupo. Então, em 1993, os Titãs lançaram Titanomaquia e Arnaldo, o disco e o livro Nome.

Entre inúmeras parcerias e colaborações, em 2003, surgiram aquelas que resultaram em mais um projeto de enorme repercussão, os Tribalistas, com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Em apenas um disco, o trio se colocou entre os maiores vendedores do Brasil. Em vez de manter o que seria esperado, os Tribalistas repatriaram suas carreiras individuais. Arnaldo prefere surpreender.

Ele chega ao Bolshoi em formato acústico, com os violões de Betão Aguiar e Chico Salém, numa sequência bem sucedida, os CDs Iê Iê Iê e Pequeno Cidadão (voltado para o segmento infanto-juvenil) e o DVD Ao Vivo Lá em Casa, um apanhado de carreira cheio de convidados ilustres. Tudo indica que Iê Iê Iê oferece a trilha do show, mas, sabe como é, tudo pode acontecer.

Arnaldo Antunes

Onde: Bolshoi Pub (Av. T-2, esq. c/ R. T-53, Setor Bueno, tel. 3285-6185)

Quando: Quinta-Feira, 30 de Junho

Horário: 22 horas

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Adalto Alves

Bolshoi Pub

Assessor de Imprensa

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Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Novidades no (meu) mundo corporativo!

Já ouviu falar do EGEO – Encontros Gaúchos de Estudos Organizacionais (da logomarca acima)?

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Melhor que eu falar e tentar dar detalhes é você poder coletar tudo na fonte. O site do EGEO é o http://egeounifra.webnode.com.br/ e apresenta um evento sensacional que terei a honra e orgulho de participar. Será minha segunda vez no Rio Grande do Sul realizando palestras e cursos. Da primeira vez pude fazer uma palestra para uma plateia sensacional, em uma noite fria demais (especialmente para um goiano acostumado com nossa temperatura senegalesa) levado por uma turma de empreendedores de altíssimo nível. Lá vou eu novamente, depois de meses de contato esticado pelas vias virtuais, dessa vez para realizar uma palestra e um curso. Mas de tudo isso há um detalhe que eu quero chamar a atenção.

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Confere no site do EGEO, especialmente, a programação do dia 16. É a primeira vez que um evento escolhe uma foto de algum show meu com a banda – SANGUE SECO, e se quiser conhecer mais visite o http://www.myspace.com/sangueseco –  para divulgar uma palestra e um curso. Então ao invés de clássica foto do “homem sério” eles puseram uma foto do “homem sério cantando punk rock”. Como essa que vai nesse post (essa realizada no show desse ano em Brasília e contada no http://ogritodoinimigo.com/?p=958 para os mais curiosos).

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Gostei muito!!

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Mas gostei mais ainda quando mandei a mensagem do site do EGEO para o grupo IDEIADIFERENTE e tive várias respostas bem legais. Para quem não conhece o grupo IDEIADIFERENTE é um grupo newsletter que tenho no www.grupos.com.br e que serve principalmente para divulgação de vagas de outras consultorias. Também serve para divulgar novos textos, oportunidades, cursos, artigos e coisas que acredito interessantes para profissionais. A maioria do grupo é composta por alunos(as) e ex-alunos(as) das faculdades por onde passei e aonde estou, mas temos gente de todo jeito. É um grupo de entrada livre, mas de entrada voluntária, ou seja, ninguém é forçado a entrar. Quer entrar? Manda email para ideiadiferente@grupos.com.br e providencie sua entrada, ou entre em contato comigo e me avise.

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Das várias mensagens que recebi várias diziam respeito às várias faces que o profissional pode ter, e que eu tenho. O psicólogo, o consultor, o vocalista de punk rock, o cardiopata, o pai, o marido, o filho, o irmão, o ator, o diretor teatral, o autor de contos, o cozinheiro de moquecas, o vilanovense, o tantas coisas que se resumem em um só  sujeito com várias experiências e que tem o orgulho de mostrar tudo de forma sincera e tranquila.

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Aos organizadores do EGEO, meus parabéns pela ideia sensacional de usar a foto do show. Foi no Grito Rock de Goiânia esse ano, e foi o primeiro show da banda depois da minha morte – entenda melhor lendo http://ogritodoinimigo.com/?p=931 ou no http://www.ideiadiferente.com/?p=380 – e foi uma prova sensacional de que viver é muito mais que contas e correria.

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E você? Quais as identidades secretas que alimentam seu ser? Se ainda não tem, fica a dica. Escolhe algo que te dê prazer, não se envergonhe de nada que te dê verdadeiro prazer e logo as pessoas irão reconhecer isso de uma forma positiva e carinhosa. Como fizeram comigo.

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Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

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Houve uma vez numa tarde de sábado…

Sei que enciclopédias open-source são suspeitas em suas informações, mas para o que preciso a Wikipédia vai servir nesse momento. Eis as primeiras linhas da definição de Escotismo, segundo a Wikipédia:

Escotismo ou escutismo fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

E apresento essa definição porque comecei a me aproximar do escotismo e essa aproximação – que antes tinha apenas o intuito de ver se seria legal para meus Tubarões – começou a gerar frutos interessantes. Sim, porque nas últimas semanas comecei a me envolver com o movimento, já ganhei camisetas, honrarias e gente gritando na minha cabeça (o que parece ser um sinal de aceitação entre eles. hehe). E meu envolvimento se inicia da forma menos esperada, ao menos para mim: através do teatro.

Não, não estamos fazendo teatro com os escoteiros, mas um filme. A Fóton Filmes, que já fez as animações “Bartô”, “Mocó Jack” (que tem música do Sangue Seco na trilha sonora) e “Dontinho, a missão”, além do documentário “Ponte Affonso Penna”, está realizando o projeto cinematográfico de um média duração chamado “A lenda do Mão verde”, baseado na lenda do Mão Verde, muito divulgada no movimento em suas fogueiras e acampamentos.

Não, eu não me tornei escoteiro (pelo menos acho que não), mas me tornei um entusiasta da ideia. Além da valorização da vida ao ar livre, do contato com a natureza, todas coisas que prezo muito e vivencio em meus treinamentos outdoor, o escotismo hoje se apresenta para mim – feliz papai de dois guris – como uma alternativa sensacional e divertida para auxiliar na construção de valores e comportamento para meus dois heróis. E aí veio o convite.

O diretor, produtor, autor, enfim o dono do filme, Luiz Botosso Júnior (na foto é o que está com boné, o do meio sou eu e o terceiro mosqueteiro é Thiago, o Thigas), é um sujeito que conheço de longas datas, temos vínculos tortos de parentesco e é alguém que sei de seus valores. Também sei que é um sujeito duro de lidar, complicado de viver, bruto e grosso feito parede igreja, mas que consta do rol de meus amigos. Temos muito em comum, por incrível que pareça, e ele além de ter sido militar, também foi/é escoteiro. Ele depois de uma breve história de sucesso com seus curtas, sendo premiado e reconhecido pelos cantos do mundo resolveu fazer esse média duração (maior que um curta duração, entendeu?) e lembrou-se do vivente aqui com relação à minha experiência teatral.

Afinal de contas, a Fóton (empresa dele e do sócio Thiago “Thigas” Veiga, também autor do média) tem experiência em animação, mas uma coisa é lidar com pixels e linhas e vetores, outra é lidar com atores e atrizes. Nesse campo eu poderia ajudar, e foi muito feliz que aceitei a proposta. Todos temos problemas enormes de agenda, e isso atrasou um pouco o início do meu envolvimento, mas finalmente num belo sábado à tarde lá fui eu realizar uma mezzo oficina/ mezzo palestra com algumas tropas.

Cheguei e já fiquei entusiasmado, eles se reúnem no Parque Areião, em Goiânia. E lá tem um auditório no meio de um bambuzal que é o “trem mais lindo do mundo, sêo”! O local é silencioso como eu poucas vezes vi na vida, e só isso já compensava estar lá, mas a beleza das moitas de bambu ao redor dos assentos, todos feitos de madeira bruta, o palco praticamente cravado em toras e tábuas, eu fiquei impressionado.

E aí chegaram aqueles montes de mentes inquietas, participantes das tropas de lobinhos e sêniores. Os lobinhos com aquela carinha ansiosa e curiosa que só crianças daquela idade (entre sete e dez anos) conseguem possuir. Normalmente inquietos, eles se mostraram extremamente disciplinados e educados com a visita, no caso eu. Os seniores todos adolescentes, brotando em hormônios e disposição, cheios de uma energia que nos faz sentir invencíveis e imortais (eu sei, já passei por isso), e ainda assim também extremamente cuidadosos na atenção e no cuidado com o que seria feito ali.

E foi muito legal. Confesso que eu tive que mudar muita coisa que eu havia planejado, porque o local não me oferecia algumas condições e oferecia outras tantas possibilidades, mas isso foi tranquilo. Uma breve apresentação, palestra rápida e logo tínhamos todos no palco, em exercícios de espontaneidade e domínio de texto, expressando e brigando pela oportunidade de atuar no filme. Sim, porque além da Preparação do elenco, também fui responsabilizado por grande parte da seleção desse mesmo elenco, então ao mesmo tempo que íamos fornecendo informações e preparando os jovens para o que viria pela frente, também já estávamos escolhendo alguns e algumas para o cast do filme.

E isso foi tranquilo, porque alguns já mostravam no primeiro exercício a vibração, a energia e o domínio da cena que procurávamos. Eu me diverti baldes e baldes, e eles também estavam curtindo muito o momento. Infelizmente tínhamos pouco tempo e logo precisamos encerrar o trabalho, mas já com excelentes alternativas e ótimas boas ideias, até porque acompanhando tudo tínhamos vários chefes (muitos também desejosos de atuar no filme), a presença técnica e sempre bem humorada do Thigas Veiga e a Carol, fotografando cada gesto e movimento de todos. E para culminar esse momento fui agraciado com um “Aplauso Escoteiro” (abacaxi, xi, xi, ….. eu lembro até agora, povo bom!)

Depois de tudo isso pude participar, entre honrado e emocionado, da solenidade que fazem ao final dos encontros, com a bandeira nacional, os recados, o posicionamento adequado, e os gritos das tropas (me puseram no meio da tropa para gritar pra mim, e eu segurei muito pra não chorar na frente do povo todo), sem falar de uma tropa que me presenteou com o enorme e altíssimo grito próprio deles.

Agora ainda teremos uma próxima reunião com mais outra tropa, quando faremos nova oficina/palestra e vamos caminhando para a produção de uma obra de arte que vai levar informações e o estilo de vida escoteiro para muito além dos montes de locais que hoje já alcança.

Se a ideia já fosse suficiente, ainda íamos procurar mais encrenca, pois eu e Botosso já estamos organizando uma excursão para acampamento e exploração em alguma área distante, para exercitar tudo que podemos saber e aprender o que precisamos saber sobre a experiência ao ar livre.

Viver assim é bem melhor, saber que existem tantos assim que acreditam em valores, comportamento, cuidado com a natureza e com o outro faz a experiência de ser algo muito mais prazerosa. Sobre o filme devagarzinho vamos divulgando e contando mais detalhes, pelo roteiro promete ser um filme que leva informação, mas que diverte muito, com um toque de suspense e a agilidade que envolvem e fazem o tempo passar rápido. Aguardem, muito ainda mais está por vir.

Muito, mas muito obrigado mesmo ao Grupo Escoteiro Arara Azul, por me receber com tanto carinho, com tanto cuidado e por me ensinar tantas coisas em uma tarde tão pequena. Agora toda vez que nos encontrarmos já vou saber como cumprimentar de forma certa, contem com isso. E muito agradecido à Fóton, dos meus amigos Botosso e Thigas, vou honrar o convite, serei o melhor possível. E já estou sempre alerta!!

Há braços!

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

twitter – @eduardoinimigo

Para pensar…

Somos todos patos

por Adriano Silva

 

 

Nós vivemos num lugar do planeta que se especializou em ter governantes, em todos os níveis, que são a um só tempo extremamente espertos e muitíssimo pouco inteligentes

 

Meu amigo ingênuo, trago a você uma notícia fresquinha de Nova York: você é um pato. Um marreco no vasto banhado das iniquidades de mercado. E, minha amiga ingênua, lamento dizer, mas você é uma pata. Uma inacreditável gansa no imenso lago das safadezas econômicas. Eu sou pato também. Como toda a minha família e a sua, e nossos amigos e vizinhos. Somos todos patos. Patos absolutos. Quac, quac. Cuém, Cuém.

 

Eis o ponto: nós pagamos mais caro por tudo nesse país. Por rigorosamente tudo. A começar pelo dinheiro antes de ele chegar na sua carteira. Nominalmente, seu salário é 10. Você coloca no bolso, efetivamente, por volta de 7. Mas seu empregador, se fizer tudo certinho, tira do bolso dele, no mínimo, 18. Ou seja: dos 18 que o empresário dedica ao seu funcionário no Brasil, 11 vão parar nos cofres do governo. Que, como você sabe e a história desse país nos mostra, ou desvia esses recursos ou os gasta muito mal, com uma taxa pífia de eficiência. Nós vivemos num lugar do planeta que se especializou em ter governantes, em todos os níveis, que são a um só tempo extremamente espertos e muitíssimo pouco inteligentes.

 

Confira comigo. O dólar está valendo quase o dobro do real. Então, de cara, só pela diferença cambial, um produto que custa 20 dinheiros locais de lá custaria efetivamente o dobro do que o mesmo produto que custa 20 dinheiros locais daqui. Só que, em tudo, conseguimos custar o dobro (na melhor das hipóteses!), mesmo com uma moeda que vale a metade. Pense em eletrônicos. Você compra por 500 dólares lá um notebook que custa 2 500 reais aqui. Pense em comida. Ninguém paga mais do que 15 dólares por uma pizza (gigante) nos Estados Unidos. Nós pagamos 50 reais por uma pizza (apenas grande) em São Paulo. Pense em roupas. Uma boa calça custa 100 dólares em Nova York. Num bom shopping aqui no Brasil, você não gastará menos de 300 reais na mesma pantalona. Pense em carros. Você compra um Audi ou uma BMW por lá em prestações fixas de 399 dólares? por volta de 600 reais ao mês. Aqui, você tem que desembolsar? à vista!? 150 000 reais se quiser merecer um cafezinho aguado na concessionária. E a lista não pára. Bens de consumo, bens duráveis, bens in natura, bens industrializados, bens nacionais, bens importados. Tudo por aqui é mais caro. E não vou nem levar essa comparação para a Argentina, porque aí o cenário é de causar uma revolta popular imediata aqui no Brasil. Em Buenos Aires, uma cidade com povo muito mais bem instruído e melhor alimentado do que a média dos brasileiros, tudo está custando assombrosamente quatro vezes menos do que aqui.

 

Como resultado, os salários americanos são muitas vezes menores do que os nossos, comparativamente. E o sujeito vive absolutamente melhor por lá do que o seu par por aqui. O salário de entrada no mundo corporativo americano varia entre 3 000 e 4 000 dólares mensais. Ganhar 60 000 dólares por ano, antes dos 30 anos, já é coisa para MBAs. Aqui no Brasil, para você ter o mesmo padrão de vida de um americano que ganha 5 000 dólares por mês você precisa ganhar 15 000 reais. Inclusive porque, além do assalto na fonte, você ainda tem que pagar por tudo o que o poder público não lhe provê: ensino particular, plano de saúde particular, plano de previdência particular, serviços de segurança particulares, serviços de transporte particulares etc. Mas isso já virou clichê. E não é desse clichê que estou falando. Estou falando da covardia que lhe é impetrada por aqui toda vez que você vai às compras ? o que também já está virando clichê e deixando de nos indignar, infelizmente.

 

Quer que um americano ou um europeu morra de rir da minha cara? Conte para ele que ontem eu paguei 18 reais ? mais ou menos 10 dólares ? por 1h30 num estacionamento qualquer da zona oeste de São Paulo. Nem em Manhattan, nem no centro de Paris, nem em downtown London, meu amigo gansolina e minha amiga patachoca. Quac. Cuém.

 

http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/manual-do-executivo-ingenuo/2010/06/08/somos-todos-patos/

 

ADR mandou isso pra mim, me fez pensar, me deixou chateado, mas a vida vai seguir em frente.

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Mobilidade sustentável – um conceito contemporâneo

A Volkswagen apresentou o seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito “Think Blue” na Auto China 2010. Por incrível que possa parecer, a bicicleta da Volkswagen chamou mais atenção das pessoas do que os seus próprios carros, além disso gerou no mundo inteiro curiosidade para ver no You tube como ela funciona (http://www.youtube.com/watch?v=sXhhWXw9V7A&feature=related). A empresa tem se referido a ela como a obra de arte da mobilidade. A VW Bik.e não tem pedais, é dobrável, freio a disco nas duas rodas e funciona a bateria que pode ser recarregada no próprio carro, em corrente contínua ou numa tomada AC Comum. foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento do pneu estepe da carro.

O Conceito de mobilidade deste equipamento é para que a bicicleta seja um complemento do carro. Assim, o motorista poderia deixar o carro num estacionamento fora dos grandes centros congestionados e trafegar em zonas com tráfego elevado com sua bicicleta elétrica.

Leia mais em: http://mobilidadesustentavel.blog.uol.com.br/

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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Estamos voltando…

BarretoSim, é isso mesmo!

Depois de muito tempo estamos retomando as atividades aqui no site. Atualmente é muito comum falar em “equipe enxuta”, pois eu costumo dizer que na IDEA somos uma “equipe desidratada”, e nessa limitação quantitativa, sempre buscamos compensar no aspecto qualitativo. Mas isso, mesmo tendo a melhor das intenções do universo conhecido, algumas vezes esbarra em limitações reais, e a falta de pessoas para conduzir alguns processos acaba atrasando algumas atividades. O site sofreu com isso.

Mas o jogo é jogado, e em tempos de copa do mundo usar alegorias futebolísticas não é exclusividade do molusco, portanto estamos voltando, jogando duro, indo na canela quando preciso, tudo para buscar a satisfação dos clientes, a alegria dos parceiros, a melhoria dos mercados que atuamos e – last but not least – o nosso prazer.

Estamos de volta, fazendo gol de canela, não levando desaforo pra casa; e já avisando: se derrubar é penalti.

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

Parceria – vivida na prática.

logo_siaIDEA_logomarcaVivemos uma época de muitos conceitos. Palavras fortes e chavões que carregam muita informação, mas também muito da banalidade tão natural aos clichês.

Por isso sempre é uma ocasião muito especial quando podemos vivenciar um desses conceitos de forma prática e efetiva, sem sofisticações desnecessárias que apenas servem para nublar a percepção. Falo de experimentar na realidade algo que sempre ouvimos, vemos, falamos, mas que corre o risco de se tornar um conceito vago, teórico e empulhado feito para embromar.

Estou falando de “PARCERIA”. Um termo muito na moda, mas que nem sempre é tratado com a autenticidade e respeito que merece. Vemos por aí parcerias em que o interesse predomina, em que os olhares são falsos, as palavras não se sustentam e as intenções nunca são expressas. Vemos parcerias em que a exploração é o tema central e que cada um envolvido ainda se pega na prática da velha e desossada “Lei de Gérson” (maldita hora que ele aceitou fazer esse comercial de cigarro em 1974).

Sia IDEAA IDEA tem uma parceria com a SIA Consultoria (www.sia.net.br) há quase um ano. E nesse período muitas constatações foram alcançadas, brigas foram travadas, dúvidas foram sanadas e tudo isso nos preparou para esse momento vivido agora no início de 2010. Sim, porque parcerias – assim como bons vinhos – precisam de tempo para maturar, aprimorar suas qualidades e minorar suas pequenas falhas. Nesse tempo de convivência e de muito trabalho a IDEA se tornou a parceira estratégica para a gestão da SIA, iniciando sua participação nas atividades de RH até se envolver gradativamente com a gestão da organização de forma mais ampla e envolvente.

E agora isso tudo foi coroado com o Seminário SIA – I Workshop Armazenagem realizado em Rio Verde, no dia 08 de janeiro no Hotel Gelps. Além de ter participado com a realização de uma palestra, pude estar junto com a equipe SIA durante todo o tempo do evento, acompanhando as decisões, aprendendo com suas iniciativas ousadas e vendo que a postura da SIA realmente é agressiva, pró-ativa e sincera quando se refere aos parceiros. Isso porque além da IDEA, também a TRON pôde participar do evento, apresentando suas soluções contábeis, realizando sorteios e oferecendo orientações para todos os interessados presentes no evento.

Foi uma aula prática de como se viver esse conceito – parceria – e com certeza é algo que fez da IDEA uma empresa melhor.

 Sia Idea 6

Nós, da IDEA, temos muito orgulho de poder ser parceiros de uma organização tão arrojada, jovem e vibrante como a SIA. Que muitos anos e eventos ainda venham! O futuro se revela bastante interessante!

 

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com