A solução pode estar bem perto

ideiasd.bmpMuitas vezes, na consultoria, somos consultados sobre dúvidas ou preocupações que os empresários possuem nas suas operações. Segundo definições “dicionarescas”, consultor é aquele que dá conselhos, portanto nada mais adequado que tirar suas dúvidas com um profissional dessa área.

Acontece que algumas dúvidas que surgem mostram que o que o empresário menos precisa naquele momento é a atividade de uma consultoria. Pode parecer estranho, mas muitas vezes o conselho que damos ao empresário é não nos contratar, porque algumas situações podem ser resolvidas “dentro de casa”, com equipe própria e um pouco de esforço concentrado de todos.

A consultoria é um recurso valiosíssimo, importante e que gera resultados, isso tudo é inquestionável. Mas não pode ser um recurso usado por modismo ou porque o empresário acha “chique”. O custo envolvido não se aplica unicamente aos valores monetários e financeiros do processo, mas também ao fato de se colocar um especialista dentro de sua casa, o que pode mobilizar a equipe de uma forma equivocada. Em alguns casos, contratar uma consultoria é usar uma bazuca para machucar uma mosca.

Então, quando pensar em contratar um especialista, valorize aquele que te orienta, te auxilia e que não condiciona isso à pagamentos prévios ou promissórias assinadas, porque o bom profissional de consultoria sabe que o bem mais precioso que temos nesse mercado é nossa reputação e a indicação de clientes satisfeitos. Clientes que podem se sentir satisfeitos com um conselho simples de valorização do que já existe na empresa.

Então antes de contratar terceirizados, olhe em volta. A solução pode estar bem perto.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

Treinamento para todos! Ao alcance de todos!

treinamento.jpgOntem conversava com uma aluna na faculdade, proprietária de um supermercado (que ela chama carinhosamente de “meu armazém”) e percebi uma impressão que não se fazia presente desde muito tempo atrás: a idéia de que treinamento profissional é caro ou que não é para qualquer e toda empresa.

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Ela dizia que por ter uma equipe pequena (05 profissionais) o treinamento podia ser uma atividade onerosa e fora do alcance da organização dela e de outras do mesmo porte. Ponderando sobre os valores investidos (aluguel de equipamento, espaço, consultor, etc.) tive que concordar com ela que o valor ficaria elevado, e não entramos no mérito dos resultados que seriam alcançados com a capacitação de sua equipe, porque esse retorno nem sempre é devidamente mensurado e pode demorar mais do que o empresário deseja ou precise.

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Mas no decorrer de nossa prosa pude mostrar-lhe que o treinamento é uma ferramenta indispensável e que está ao alcance de todos. Inicialmente porque o treinamento não precisa necessariamente de um projetor multimídia, um consultor e uma sala confortável; isso porque o treinamento pode (e deve) ser feito diariamente, cotidianamente, nos postos de trabalho, nas funções, através de coaching, acompanhamento e rotação de funções. Mas principalmente porque vivemos épocas de networkings e parcerias, então a grande idéia é unir pequenas empresas e montar planos de treinamento generalistas com acompanhamentos específicos, o que reduz o custo, potencializa o resultado e oxigena a equipe.

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Específicos e generalistas? Eu explico, em uma turma de 30 pessoas, por exemplo, podemos ter cinco profissionais de um supermercado, dois de um açougue, três de uma loja de calçados, oito de uma loja de moda jovem e assim sucessivamente até compormos uma equipe heterogênea e rica. Essa composição diversificada vai permitir que se abordem temas como técnicas de vendas, liderança, comunicação, relacionamento interpessoal, trabalho de equipe e muitos outros sem verticalizar demais nos conteúdos, sendo assim generalista. Mas junto ao plano de treinamento pode ser desenvolvido um plano de visitas técnicas ou reuniões de consultoria em que o consultor/palestrante iria descer às minúcias de cada negócio no local em que as coisas acontecem e as equipes estão diariamente. Assim durante as “aulas” teríamos discussões abrangentes e muita informação diversificada e até mesmo divergente (e pensamento divergente é riquíssimo!), e durante as visitas técnicas teríamos a discussão da aplicação prática daqueles conceitos no cotidiano da empresa.

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E isso tudo com um custo baixíssimo no valor de investimento e os resultados ainda mais potencializados. Ou seja, treinamento  para todos!! Ao alcance de todos!

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Site lista os piores erros em entrevistas de emprego

ikea.jpgVocê conhece a história do candidato a um emprego que penteou os cabelos durante a entrevista? E sobre outro que cheirou as axilas enquanto caminhava até a sala de reunião? Podem parecer piada, mas as duas atitudes estão entre dez os erros mais grosseiros que se pode cometer em entrevistas de emprego, compilados pelo site Internet:CareerBuilder.com.

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A lista se baseia em uma pesquisa realizada com 3.061 pessoas encarregadas de selecionar e contratar pessoal e profissionais de recursos humanos, elaborada pela empresa Harris Interactive.

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Confira abaixo os piores erros, de acordo com o estudo:

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– Um candidato atendeu seu celular durante uma entrevista. Além disso, pediu ao entrevistador que saísse da sala pois tratava-se de “uma conversa particular”;

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– Um candidato assegurou ao entrevistador que não ficaria muito tempo no emprego, pois esperava receber uma herança de um tio que estava muito mal de saúde;

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– Uma pessoa aproveitou a entrevista para pedir ao entrevistador que a levasse até em casa;

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– Um candidato cheirou suas axilas a caminho da sala de reuniões;

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– Uma pessoa negou-se a entregar uma mostra de sua caligrafia, dando como motivo o fato de que toda sua escrita era feita para a CIA e era considerada “informação secreta”;

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– Ao lhe perguntarem o motivo de haver sido demitido do emprego anterior, um candidato respondeu que havia batido em seu último chefe;

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– Quando lhe ofereceram algo para comer antes da entrevista, um candidato recusou explicando que não queria “encher o estômago” antes de sair para beber;

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– Apresentando-se para um posto de contador, uma pessoa assegurou ser “forte em relacionamentos sociais” e não “em números”;

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– Um candidato puxou a descarga do banheiro durante uma conversa pelo telefone com o entrevistador;

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– Em plena sala de reuniões, durante a entrevista, um candidato pegou um pente e começou a pentear os cabelos.

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Os empregadores também responderam uma pergunta indicando quais eram os erros mais comuns dos candidatos a uma vaga. Para 51% deles, vestir-se de forma inadequada é o pior. Em segundo lugar está falar mal do chefe atual ou anterior, com 49% das respostas. O terceiro pior erro, para 48% dos empregadores, é “parecer desinteressado”.

.Outros erros são parecer arrogante, não responder de forma direta e não fazer boas perguntas. “Se um candidato é muito negativo, se irrita com facilidade ou não vem preparado, soa o alarme para os empregadores”, conclui a porta-voz do CareerBuilder.com, Rosemary Haefner. .
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Reuters

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Relações, com o que realmente devíamos nos preocupar

Sou psicólogo, e optei por trabalhar com a área organizacional, o que significa uma opção por trabalhar com empresas e com recursos humanos. Não senti afinidade por nenhuma outra área, sempre tendo achado a área clínica – de psicoterapia, propriamente dita – possuidora de um ritmo muito lento para minha ansiedade poder suportar. E até experimentei ser psicólogo clínico, mas realmente eu gostava da agitação empresarial da área de recursos humanos, os prazos, a correria, a pressão, a competição por melhores resultados; além do ambiente das empresas que me era muito fascinante.

Digo tudo isso para abordar dois estereótipos que persistem em sobreviver apesar da passagem do tempo e do esclarecimento das pessoas. O primeiro estereótipo – no qual não vou me alongar – diz respeito ao psicoterapeuta, ao psicólogo clínico, e à imaginária varinha de condão que muitos acreditam esse profissional possuir. É normal e comum, em conversa com uma pessoa psicóloga, o indivíduo sentir-se atemorizado, amedrontado, preocupado, porque a criatura psicóloga vai descobrir todos os seus segredos e vai entendê-lo imediatamente nas primeiras frases. Isso é um rematado absurdo, até porque ninguém vive sua profissão por vinte quatro horas ininterruptas; e mesmo que assim o fizesse é um exagero quase infantil crer que o diploma de psicologia nos dá poderes sobrenaturais ou paranormais. Não nos tornamos bruxos com o diploma de psicólogos, mas nos tornamos apenas psicólogos, profissionais possuidores de técnicas baseadas nas prévias aptidões humanas que se valem de sensibilidade e de cuidado, mas isso e ponto.

O outro estereótipo persistente é o de que psicólogos de recursos humanos existem nas empresas para cuidar das pessoas. Cotidianamente somos até mesmo cobrados a respeito desse papel, de “cuidadores de gente”, quando na verdade nossa responsabilidade passa um pouco ao largo disso. Psicólogos organizacionais não devem se preocupar com gente, mas antes e primordialmente com as relações.

Pode parecer que estamos trocando seis por meia dúzia, mas na verdade são duas situações muito diferentes. A preocupação com a pessoa deveria permear também a preocupação com a vida particular, com as opções pessoais e íntimas da pessoa; e por mais que a empresa desenvolva atividades que visem melhorar aspectos da vida particular do profissional, como atividades sociais e ações voltadas para a família; ainda assim a vida particular permanecerá assim: particular. É temerário crer, na minha visão, que a empresa deva interferir de forma significativa na vida pessoal, até pela absoluta falta de tempo existente hoje nas organizações.

Mas ao nos preocuparmos com as relações existentes na empresa, aí sim podemos fazer funcionar uma interferência com potencial de expansão positiva exponencial. Digo isso porque se a empresa se preocupa com as relações dos profissionais entre si, dos profissionais com a empresa (a marca, cabe acrescentar), dos profissionais com clientes e mercado em geral; aí sim podemos influir na vida particular e pessoal. Mas sem a pretensão de que isso se realize por propósito, mas sim por conseqüência.

Um profissional que se relacione bem com seus colegas e com sua atividade possui melhores condições de se dedicar a uma família ou a amigos ou mesmo a atividades políticas ou religiosas. Isso porque o ambiente onde ele passa a maior parte do tempo é um ambiente saudável, produtivo e positivo. E posso imaginar que alguns leitores estão a se indagar qual o propósito de se orientar o foco para as relações; e tenho certeza que minha resposta poderá chocar alguns puristas: Produção!

Empresas existem para ter lucro, e isso é uma coisa óbvia ao extremo, portanto todas as iniciativas de uma empresa – entidade incorpórea e existente apenas pela vontade de um mercado de consumo – para com sua equipe visam melhorar as condições de produtividade. Se me preocupo com as relações durante esse processo produtivo, posso traduzir essa preocupação com a frase honesta: “Não me preocupo com a vida de vocês lá fora, mas aqui dentro nós vamos funcionar bem!”.

Pragmático demais? Pode ser, mas ainda assim as preocupações com as relações dentro das empresas deveriam ser a principal preocupação dos que tem a responsabilidade de gerenciar gente. Sim, isso mesmo, não só os psicólogos, mas todos aqueles que gerenciam pessoas, deveriam ter o foco orientado para as relações de suas equipes, e por isso esse texto. Não se trata apenas de uma responsabilidade dos RH´s, mas sim de todos aqueles que precisam motivar suas equipes e conseguir seus resultados através das mesmas.

Depois de nossas equipes integradas PROFISSIONALMENTE, depois de nossos resultados alcançados com as pessoas trabalhando de forma satisfeita, depois de termos conseguido gerar um ambiente profissional e produtivo; aí então vamos nos preocupar com as pessoas; e aí descobriremos que essa preocupação será em vão.

Tendo cuidado das relações, as pessoas estarão também cuidadas.

E você; tem cuidado das relações na sua empresa? Se as coisas continuam como sempre foram…

(r)evolucione!!