Super-boys. Uma excelente idéia.

Essa semana na revista IstoÉ vi uma reportagem muito interessante. Empresas em São Paulo – principalmente – estão contratando um novo tipo de profissional: homens de idade acima de 60 anos. Pode parecer trivial e até comum, mas esses senhores estão sendo contratados para a função de office boy, e sendo chamados de “Super Boys” ou “Office Seniors” ou qualquer outro nome criativo que surja, isso é o que menos importa.

O valioso é notar que a idéia, além de ser altamente inclusiva para profissionais “acima da idade” que o mercado prefere, também é uma idéia de muito retorno para as empresas. Isso porque os senhores de mais de 65 anos não pegam filas nos bancos nem nos cartórios, não pagam ônibus e possuem muito mais responsabilidade e confiabilidade que um profissional inexperiente em começo de carreira. Além disso, esses profissionais assumem a função e não possuem um horizonte de eventos curto como um jovem de 18 anos. Isso porque o jovem de 18 anos normalmente usará a função de office boy como um trampolim em sua carreira, o que é bastante normal e até desejável. O profissional senior, muitas vezes já aposentado, não possui essa ambição tão aflorada – até pode ter, porque não? – e pode permanecer na função por muito mais tempo.

Claro que devem ser levadas em consideração coisas como longas caminhadas, pressa, correria, pressão e várias variáveis que não combinam com a saúde de uma pessoa da melhor idade, mas tudo isso é perfeitamente negociável e gerenciável.

O importante é perceber que uma massa de profissionais, que se encontravam sem perspectivas, agora podem se lançar numa nova carreira até com mais diversão e prazer. O ideal seria curtir a velhice em paz, estragando seus netinhos e aproveitando as mudanças de clima (eu pelo menos quero curtir minha velhice assim), mas sabemos de montes de idosos que simplesmente não param. Portanto o mercado agora se pauta por oferecer novas oportunidades.

Os pontos fortes de um profissional de mais de 65 anos de idade são sobejamente desejados pelo mercado. Agora é hora de aproveitar. Então, envelheçam.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

Feira de empreendedorismo UniAnhangüera – uma idéia excelente!

 Aconteceu na semana passada, nos dias 18 e 19 de junho, a XI FEIRA DO EMPREENDEDORISMO no Centro Universitário de Goiás – UniAnhangüera. Um evento de caráter acadêmico, mas com vistas e foco no mercado de trabalho e na inovação dos profissionais envolvidos. Profissionais estes estudantes da instituição dos cursos de tecnologia e seqüências, vários deles em seu primeiro semestre de curso e que já foram colocados para enfrentar um desafio dessa magnitude.

 

Lendo talvez você não consiga perceber essa magnitude de que falo, mas a Feira é sempre um momento para acesso a planos de negócios, planos de marketing, idéias inovadoras, produtos e serviços diferenciados e gente com muita garra e vontade de crescer. Como diz meu grande amigo Augusto DiNizio, “gente com sangue nos olhos”!

 

 

 

 

 

 

 

Além dos stands dos alunos tivemos a presença de empresas do nosso mercado apresentando suas novidades, gente como a Pinauto, Jorlan, Renauto Motos, Motofor, Fujioka, Ortobom, Micos, Gentleman Segurança, TIM, HSBC, O Popular, Proeza e muitas outras.

 

Tudo isso nasce de um trabalho acadêmico desenvolvido pelos estudantes, momento em que são estimulados a desenvolver uma idéia inovadora, um produto diferente, um serviço inédito, algo que seja criativo, original e desafiador. E muitos grupos se apresentaram com galhardia nesse quesito. Alguns aqui apresentados nas fotos, mas muitos outros mostraram suas idéias e sua ousadia durante os dois dias de feira.

 

Tivemos calcinhas descartáveis com absorventes anexos, para mulheres em suas viagens ou em tratamento médico, tivemos molhos de diversos e inúmeros sabores saborosíssimos, tivemos biscuits lindos, berçários on line (curioso, não?), vasos de plantas com sistemas anti-dengue, colchões ecologicamente corretos, chinelos personalizados, barras de cereal geladas (como se fossem picolés!), pães de queijo (sabores alho, de beterraba, cenoura e espinafre); espetinhos de qualidade diferenciada, equipes de recepção diferenciadas, roupas de ginástica, sistemas integrados de segurança, delivery de calçados femininos feitos sob medida e mais várias outras idéias criativas.

 

 

 

 

 

 

 

Pude fazer o test-drive da nova Palio Adventure, o que foi como experimentar um brinquedo novo, com a sutil diferença da potência do motor do brinquedo, sua tecnologia e seu preço. Sabores aos montes, com várias comidas, aperitivos, degustações, bebidinhas, beberagens, gente curiosa e interessada e um momento único na vida desses alunos. E na minha.

 

 

Se tivesse participado de um evento dessa natureza ainda em meu tempo de estudante, certamente teria sido um profissional diferente, muito mais preparado e criativo que sou hoje. Felizes os estudantes que aproveitaram a chance, se mataram para montar seus stands e projetos, cansaram carregando móveis, caixas e detalhes para organizar seus stands, suaram para conseguir terminar o projeto a tempo e souberam aproveitar essa oportunidade. Como professor eu pude aproveitar imensamente a alegria e a satisfação dos participantes, e isso é algo valioso demais para ser esquecido.

 

Uma pena o pouco tempo de feira, mas já sugeri à organização que no próximo ano a feira tenha no mínimo três dias de duração, quiçá uma semana inteira. Poderemos levar mais gente da comunidade a participar e proporcionar experiência aos nossos “meninos e meninas”. E que seja semestral também, porque o intervalo anual entre uma e outra é muito grande para tantas oportunidades que o mercado oferece.

 

Lamento o fato de alguns alunos não terem participado. São escolhas que têm seu preço, porque o sorriso grande e os olhares brilhantes desse povo das fotos já mostra o tanto que foi um evento feliz e de realização.

 

 

 

 

 

Parabéns e felicitações para a Professora Vânia, incansável em sua luta para erguer a feira e motivar os estudantes. Uma feira que prima pela ousadia e criatividade não poderia ter uma capitã mais adequada: ousada, criativa e quase um pouco doida, Vânia Dourado é a cara da feira. Uma cara vitoriosa!

 

Agora apreciem as fotos, gente feliz, realizada e surpresa. Sim, porque muitos não acreditaram no potencial da feira inicialmente, e quando viram clientes querendo comprar seus produtos, surgindo com oportunidades de negócio (1000 pares!!! LOKI!!), perceberam de forma inequívoca sua capacidade, seu potencial a ser explorado e seu sucesso. Tenho muito orgulho de ser professor dessa “cambada” de gente brilhante!

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

 

 

A concorrência atrapalha! Dããããã…

 

“O grupo está unido, disposto a fazer uma boa Eliminatória, mas às vezes o adversário não deixa, marca melhor, não dá espaço e dificulta nosso trabalho.”

Essa pérola acima foi cometida pelo jovem de camiseta amarela na foto, o jogador Luís Fabiano, centroavante da seleção brasileira. Futebol é um assunto que não deveria fazer parte desse blog pelo tanto de paixão e insensatez que pode despertar. Mas é um assunto pertinente pois é motivo de empolgação ou tristeza de um país inteiro, e de grande parte do mundo.

O que me chamou atenção na manifestação do jovem artilheiro – hoje no futebol espanhol – é a rematada burrice do dito que se refere à derrota histórica para o Paraguai e o empate murcho com a Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Claro que o adversário não vai deixar vocês jogarem bem, pessoa inocente, esse é um dos principais papéis desses outros jogadores com camisetas de outra cor, e por isso exatamente e por nenhum outro motivo, são chamados justamente de adversários.

Alguém poderia tecer o comentário preconceituoso e dizer que esse tipo de bobagem é típico de jogadores que não se informam, não lêem e só exercitam as pernas e os pulmões, nunca o cérebro. Mas isso seria meramente preconceito, posto que já vimos inúmeros jogadores letrados (Sócrates, o meio de campo da seleção de 82 era – e ainda é – médico!) e sabemos todos que uma escolha profissional não é uma opção de sub-cultura, seja lá o que for isso.

E antes que o risco desse pensamento tacanho preconceituoso se instale, cabe comentar que uma vez ouvi de um gerente comercial uma sandice semelhante à apresentada acima. Perguntado por seu diretor sobre os motivos dos baixos resultados de vendas no período, o profissional esforçado-mas-não-tanto saiu-se com essa: “Estamos fazendo o possível, mas a concorrência está nos atrapalhando!”.

Confesso que fiz um esforço enorme para não destampar numa gargalhada gigantesca nesse momento, mas me peguei pensando que se não atrapalhasse e – pelo contrário – se esforçasse em ajudar, não seriam concorrentes, e sim SÓCIOS!

Desculpas esfarrapadas são somente isso, esfarrapadas desculpas. E dizem que o mundo corporativo é lugar de loucos. Alguém não anda acompanhando o noticiário esportivo com atenção.

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

Tem de tudo nas trilhas! Outdoor Training é suor e folia.

Já falei uma vez aqui no blog da IDEA sobre a minha satisfação com alguns aspectos do meu trabalho. Sou realmente um apaixonado pelo que faço, e a cada nova atividade desenvolvida, a cada novo cliente atendido, a cada grupo vivenciado, fico ainda mais envolvido e fascinado. Sempre fui um psicólogo organizacional voltado preferencialmente para a área de Desenvolvimento & Treinamento, por afinidades com a atividade, pois ultimamente além dessas afinidades, uma série de outras situações vem estreitando ainda mais o vínculo do meu prazer com meu trabalho.

Digo isso porque desde o final do ano passado venho exercitando as habilidades de desenvolvimento profissional com algumas ferramentas fascinantes: o teatro e atividades outdoor. Sim, é isso mesmo! Na parceria vitoriosa da AGREGAR – http://www.agregarrh.com.br/ – com a IDEA, estamos praticando uma forma de treinamento vivencial que traz resultados visíveis para as equipes, sempre com muito bom humor, aventura e novidades.

Como ótimo exemplo disso tivemos o treinamento para os profissionais da TEND TUDO realizado na Reserva Ecológica Santa Branca (momento em que fizemos as fotos que ilustram esse post). Como tema da atividade usamos o mote do filme “Tropa de Elite”, obra cinematográfica mega-sucesso que conta com o ator Wagner Moura no papel do inesquecível Capitão Nascimento. Pois nesse encontro de desenvolvimento profissional eu incorporei o CAPITÃO MESQUITA (“Capitão Nascimento é uma moça!”) para orientar todo o dia inteiro de atividades.

É interessante perceber como a ludicidade do teatro gera comprometimento e envolvimento dos profissionais na atividade, todos mostraram extremo respeito pelo temível Capitão Mesquita, e todas as instruções foram seguidas à risca, sempre com reverência e cuidado com a hierarquia estabelecida. O que me proporcionou condições de lidar com um grupo de tamanho considerável (aproximadamente 80 profissionais de altíssimo nível: acelerados, rápidos de raciocínio, competitivos e inteligentes. Um desafio!) e também de me divertir enormemente.

Ainda seguindo com as técnicas teatrais (sou ator e diretor teatral desde muito tempo atrás) tínhamos a Zero-Um e a Zero-Dois, as competentíssimas psicólogas Walquíria Ferreira e Ludmila Couto, que além de exercerem os papéis de auxiliares do Capitão, eram as responsáveis por conduzir e orientar alguns dos grupos da atividade. Sem esquecer de poderosos insights oferecidos pelas duas durante a atividade.

E então vinha a atividade outdoor. Acompanhados por monitores treinados (em trekking, primeiros socorros e atendimentos de emergência) e conhecedores da mata (Marcelo e sua equipe de jovens talentos), em meio a uma mata exuberante, linda e gigantesca, estabelecemos uma série de desafios para a equipe profissional, nos valendo sempre dos conceitos do encontro para aprimoramento e crescimento dos participantes. Sempre que vamos decidir por alguma atividade num evento como esse, costumamos nos perguntar “Para quê?”, para evitar a situação patética de brincadeiras sem sentido; coisa que infelizmente é muito comum em eventos de treinamento que não são orientados por um conceito forte e decidido junto ao cliente.

E com base no conceito de uma verdadeira tropa de elite, dedicada à conquistar suas metas, essa turma de profissionais se lançou ao desafio. Valioso comentar que mesmo antes de sairmos para a trilha, mesmo antes de nos encontrarmos no dia anterior à atividade, a TEND TUDO já vivia momentos de intensa competição e vibração. Equipes alucinadas para mostrar o melhor de si faziam as paredes da empresa tremer com gritos de guerra e conspirações amalucadas, gerando muita diversão no ambiente de trabalho e aumentando ainda mais a expectativa pelo que viveriam no final de semana.

Claro que esse trabalho prévio realizado pela equipe de Recursos Humanos da organização foi um tempero fundamental para o sucesso de toda a atividade. Em meio à natureza, com desafios e novidades, com esforço físico e mental, vencendo obstáculos pessoais e dos grupos, essa turma mostrou ser extremamente integrada e bem humorada. Foi um dia de muito trabalho, mas também de muitas risadas e novas amizades. Senhora Lama, Baixinha Faminta, Sr. Peruca Azul, Senhora EU e mais um monte de personagens que se eternizaram naquele dia fazem parte agora de nosso acervo de boas memórias.

Unindo tanta coisa que amamos, juntando teatro, técnica e muito suor, combinando diversão com trabalho duro, superando antigos medos e terminando o dia com um sorriso grande no rosto. Assim foi o encontro da IDEA com a TEND TUDO. Uma equipe que se mostrou à altura do conceito e se revelou uma verdadeira tropa de elite.

Agradecimentos à Kellen, Poliana e toda a equipe de Recursos Humanos, aos diretores que participaram ativamente o dia inteiro (um dos diretores chegou ao extremo de mergulhar no rio para buscar um frasco de substância não natural – um refrescante corporal – que não deveria ser deixado ali. Grande exemplo do Abel!) e a todos os profissionais TEND TUDO que se lançaram na atividade com confiança na nossa equipe e fez assim um dia marcante para todos.

Inovação, provocação, integração, desenvolvimento, tudo feito com recursos ousados e com muita segurança. Isso é o outdoor training desenvolvido pela equipe IDEA / AGREGAR.

TEND TUDO pega um, pega geral!! E essa IDEA ainda vai pegar você!!

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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“Tudo uma questão de treinamento”

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Esse domingo aconteceu mais uma prova do campeonato mundial de Fórmula 1, o GP do Canadá. E uma cena na transmissão da Rede Globo me chamou a atenção sobremaneira.

E tudo por causa de um fato insólito acontecido em uma parada nos boxes. Um acidente estúpido envolvendo Lewins Hamilton na saída dos boxes motivou uma reviravolta incrível na corrida, gerando uma situação privilegiada para Felipe Massa, da Ferrari, que vinha de uma situação incômoda nos boxes.

Aparentemente quando tudo ia dar errado para o piloto brasileiro, um acidente bobo reverteu tudo e lhe deu a corrida de presente. Mas quando todos imaginavam que Massa ia sair em uma situação favorita para a vitória ele teve que retornar aos boxes para abastecer, o que lhe colocou em último lugar na prova.

Depois a reportagem da Globo informou que o que havia acontecido havia sido um erro no abastecimento de Felipe Massa, e erro gerado por equívocos da equipe mítica italiana. Cabe comentar que outros erros já aconteceram nesse mesmo campeonato e com a equipe que sempre foi uma referência em competência e sucesso; a Ferrari.

Mas o que me chamou a atenção foi dito pelo comentarista Luciano Burti, ao comentar o motivo do erro da Ferrari no abastecimento: “Galvão, isso tudo é uma questão de treinamento!”. Realmente, até mesmo a equipe de Fórmula 1 da Ferrari sente falta de investimento em treinamento e desenvolvimento profissional. Impressionante como existem ainda empresas que relevam a importância dessa iniciativa acreditando que apenas decisões periféricas menos importantes possam gerar resultados que somente o investimento nas pessoas pode criar.

Tudo uma questão de treinamento! A Ferrari já sabe disso, e você?

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

Ambiente de trabalho, uma aula no Google

Você que está no seu trabalho agora, neste exato momento, faça uma experiência: olhe em volta. Gosta do que vê? Talvez não seja do seu agrado, mas repare nas condições do seu trabalho, equipamentos, iluminação, móveis e detalhes em geral; detalhes esses que influenciam diretamente sua produtividade e sua satisfação em estar aí trabalhando e gerando resultados constantemente. Alguns teóricos chamam esses detalhes de “ambiência”, por se tratar de uma forma racional de pensar o ambiente em que o ser humano é colocado.

Pois avalie a ambiência do seu local de trabalho. Muitas vezes alguns detalhes nos passam despercebidos, tanto positivos quanto negativos, mas para auxiliar a sua análise leia o texto e veja as fotos a seguir. O editor do Gadgetoblog do Diário El Mundo, visitou os escritórios do GOOGLE em Zurique (Suiça) e fez essas fotos, registros de um ambiente estimulador, vibrante e vivo, algo que muitas organizações tem urgência em aprender. 

O tobogan liga a zona de escritórios do primeiro piso com a cafetaria e o ginásio.

Para descer para comer não tem que esperar pelo elevador. Aos recém-chegados a praxe é que eles desçam pelo tobogan para apresentá-los. Tem que usar, também, um ridículo sombrero de cores durante algumas horas.

A cafeteria serve o pequeno-almoço, almoço e jantar preparados por cozinheiros contratados exclusivamente para o edifí­cio. Há comida para vegetarianos, dois pratos  principais, um buffet de saladas e toda a comida se faz com ingredientes nacionais.

As crianças são bem-vindas e não é estranho que os “Googlers” vão trabalhar acompanhados dos filhos. A boa comida grátis e os lanchinhos entre refeições sempre fazem ganhar uns quilitos aos recém-chegados que não estão habituados a tantas e deliciosas iguarias. O ginásio do piso térreo é o lugar para queimar o peso a mais. Por acaso, também é grátis.

A sala de massagem (foto ao lado) é quase um santuário. As cadeiras que massageiam são gratuitas, mas as massagens dadas pelo massagista são pagas, mas como o Google participa com a maior percentagem, são muito baratas. Em certas cabines assinaladas existem bônus de massagens grátis diariamente.

Em cada piso há, pelo menos, 2 áreas de descanso com comida e bebida por acaso, grátis. Refrescos, sucos e café, muito café, mas também cereais, chocolates, gelados, batatas fritas, fruta e uma ampla seleção de snacks saudáveis para compensar o excesso de hidratos de carbono.

Cada um administra o seu tempo e os seu trabalho como quer. Não há horários e nas pausas pode-se jogar jogos interactivos ou bilhar, por exemplo (na foto a galera destruindo num Guitar Hero rockíssimo!). Os prazos de entrega, esses sim, tem que ser cumpridos, logicamente.

Esta barra, semelhante às dos quarteis de bombeiros, liga o segundo piso à sala de jogos. Não tem que esperar pelo elevador para se divertir uns minutos.

O espaço de trabalho é pequeno, mas as salas de reunião são muito amplas e temáticas.  Esta cabine  da foto acima é de um teleférico verdadeiro e está situada num piso decorado com fotos e objetos que lembram uma estação de esqui nos Alpes.

A esta altura deve estar se perguntando se no Google se trabalha mesmo. Esta é uma área de escritórios convencional. Os postos de trabalho são livremente escolhidos e não é raro que os “Googlers” mudem de local de trabalho frequentemente.


O serviço técnico está numa área do edifí­cio decorada com ambiente hawaiano. Aqui se pode vir buscar um cabo ou arranjar um laptop..

As áreas de trabalho são sempre abertas. Para ter privacidade durante uma chamada tem que “fechar-se” numa das muitas cabinas espalhadas pelo edifí­cio.


O salão da água é uma zona de paz e relaxamento que existe no edifício. Há cadeiras de massagem e a iluminação é mí­nima. É o lugar ideal para dormir uma sesta ou descansar antes de uma reunião. Por isso, É proibido usar o celular ou o computador portátil. A única actividade possí­vel, além de descansar, é observar os peixes tropicais que estão nos aquários de parede.

As salas de reuniões do edifí­cio tem nomes tirados de séries de televisão e de filmes famosos. Estes iglus estão na área da Guerra das Estrelas e são autênticos refúgios que foram utilizados em missões cientí­ficas na Antártida.

A Google é mais do que uma empresa. Os trabalhadores juntam-se na sede regularmente para atividades conjuntas e festas e não é raro encontrar grupos para praticamente qualquer atividade ou esporte, desde ciclismo até ao esqui alpino. Além dos famosos 20% do tempo de trabalho que cada um pode usar em proveito pessoal há 10% de tempo livre absoluto.

Os trabalhadores passam apenas um perí­odo de tempo na sua mesa de trabalho. É normal trabalharem com o seu laptop nas zonas de descanso, em pequenos grupos. Isso favorece a criatividade e a sociabilidade.

A biblioteca é uma das salas mais surpreendentes do edifício e a que melhores vistas tem. Uma área de descanso com uma imensa cozinha e uma chaminé ‘virtual’. Todo o mobiliário é reciclado ou vem de lojas de segunda mão.

 

E alguém ousa pensar que esses caras não trabalham com muita pressão, cobrança por resultados e prazos apertados? É o mercado de tecnologia, então é óbvio que a situação é muito mais intensa que em muitos dos mercados que trabalhamos, mas nessa organização um fato não foi esquecido: são pessoas que geram resultados. E pessoas trabalham muito melhor em condições melhores. Até quando vamos ver empresas com refeitórios separados entre diretores e povão? Até quando vamos ver vagas exclusivas para “chefes” e carros nas ruas sendo roubados para o restante da equipe da empresa? Até quando vamos ver profissionais trabalhando em salas desconfortáveis com mobiliário capenga e equipamentos do século passado? A grande realidade é que em muitas empresas do nosso mercado as condições fariam Mayo se revoltar, porque aparentemente muitos empresários ainda não aprenderam nada com Hawthorne.

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

 

Um dia inesquecível. Grato aos profissionais AMBEV.

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Existem dias que valorizam a sua escolha profissional. Dias em que você realmente tem certeza de ter feito a opção acertada e se sente feliz por isso. Pois assim foi sábado, 12 de abril de 2008 para mim. Um dia que pude confirmar que minha opção pela psicologia organizacional, e mais especificamente pela área de desenvolvimento profissional, foi um tiro certeiro que determina a minha vida.

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Sim, é isso mesmo! Isso porque nesse citado sábado eu ministrei em Caldas Novas um treinamento para uma equipe de jovens líderes da AMBEV, Filial Cebrasa, aqui próxima de Goiânia. Impressionante o nível de inteligência e raciocínio rápido desses furiozzos, e justamente por causa disso o desafio do trabalho foi potencializado enormemente. Me vi frente a frente com um time de altíssima qualidade, um amontoado de gente brilhante e divertida que fez o trabalho correr de forma agitada, vibrante e dinâmica.

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E dias assim, que confirmam suas escolhas, deixam lembranças marcantes. Como não levar para sempre a preocupação venezuelana com a “matimática” necessária à atividade? Como esquecer de caixas de fósforo sendo conduzidas com ritmo e velocidade, com perícia e precisão, e mais ainda, com obsessão por um resultado que seria alcançado de olhos fechados? E um resultado que nunca havia sido alcançado. Mesmo que alguns oriundos do nordeste do país não acreditem e digam que eu poderia dizer isso para todos, ali naquele momento eu vi que estava fazendo algo que realmente me dá prazer.

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Impossível esquecer uma “ceguinha” tagarela que realmente se assustou ao não ver nada. Não dá pra tirar da memória o nome criativíssimo de um dos grupos montados para uma técnica de dinâmica. Um loki que subiu nas costas e ombros do grupo para resolver uma situação que parecia sem solução, inesquecível. E também como esquecer o ambiente festivo de quinta série que esses profissionais ultra-competitivos e dedicados conseguem manter.

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Curioso com essas lembranças? Quem viveu vai levá-las nos olhos assim como o gosto do sorriso aberto e o sabor de uma certeza. Quem esteve lá vai se lembrar, e isso é suficiente.

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Alessandro e Rogério, muito grato por me proporcionarem esse momento inesquecível.

Maria Célia e Walquíria, não poderia ter parceiras melhores nesse dia.

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Importante perceber que mesmo trabalhando em um ambiente de muita pressão, pois o mercado de garrafas é extremamente competitivo, essa equipe consegue conduzir suas atividades com bom humor, com leveza, com sorriso grande e olhar brilhante. Uma equipe que confirma o sucesso de uma escolha. Eu realmente devo ter feito algo de muito certo na minha carreira para ter a felicidade de um encontro desses.

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Sucesso, lokis AMBÉVicos! Vocês merecem!

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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P.S. – sim, as pessoas na foto estão com os pés amarrados. Sim, em um bosque. Sim, foi difícil!

Via 6 – o orkut para profissionais!

Para quem não conhece o Via6 – O Orkut para profissionais:

Site Via6 firma-se como espaço para divulgação gratuita de vagas de emprego

O Via6 – http://www.via6.com/ – site de relacionamento profissional que conecta representantes das mais diferentes áreas e conta com mais de 60 mil usuários e 15 mil empresas cadastradas, disponibiliza diariamente centenas de vagas de emprego de forma gratuita. A maioria das vagas é postada diretamente por empresas e usuários cadastrados no site.

Já existem no Via6 mais de 40 comunidades que têm justamente o objetivo de promover a aproximação entre empregados e recrutadores em todo o Brasil. As comunidades “Vagas de Empregos e Currículos”, “Procurando Emprego”, “Vagas Diárias de Emprego”, “Vagas e Talentos” e “Emprego Fácil” estão entre as mais populares e juntas somam mais de 8 mil membros.

Há também comunidades focadas em uma área específica – como a “Vagas de TI” ou a “Estágios e Empregos em Direito” – e ainda aquelas voltadas a profissionais de uma determinada localidade, como a “Vagas BH” ou a “Profissionais de RH – São Paulo”.

Para o usuário do Via6 e moderador da comunidade “Vagas, Oportunidades e Empregos”, Henrique Bittencourt, um dos fatores que favorecem o encontro entre empregados e recrutadores é a facilidade e rapidez com que as informações podem ser trocadas. “O Via6 traz os dados mais importantes acerca do profissional de forma condensada e objetiva. Para quem busca se recolocar no mercado, o site funciona como um verdadeiro outdoor. E o melhor: esta é apenas uma das facetas do Via6, uma vez que a pessoa também aumenta seu networking, avalia as tendências do mercado e troca experiências com outros profissionais.”

De acordo com o diretor de Marketing do Via6, Diego Monteiro, as comunidades cujo objetivo é a divulgação de vagas de emprego foram crescendo gradativamente no site, firmando-se como um espaço democrático para aproximar empresas dispostas a contratar e usuários em busca de trabalho.

Cada vez mais as pessoas estão percebendo a importância da Internet como ferramenta de networking. As comunidades voltadas à divulgação de vagas, além de favorecerem a troca de experiência entre os usuários, oferecem uma oportunidade real de recolocação no mercado de trabalho”, destaca Monteiro. Na página inicial do Via6, há uma série de depoimentos de usuários que conseguiram oportunidades profissionais graças ao networking promovido nas comunidades do site.

Sobre o Via6 – Criado em 2005, o Via6 é um site de relacionamento profissional que conecta representantes das mais diferentes áreas. Seu principal objetivo é permitir aos participantes a ampliação de seu networking e a troca de conhecimento e experiências, culminando na conquista de novos clientes, fornecedores ou parceiros. O site é complementado pelo Rec6 e pelo blog Via6 (http://blog.via6.com), onde os usuários têm acesso a notícias atualizadas das comunidades e dicas de networking.

Fonte: Assessoria Via6

Mas a solução errada pode te levar para o lugar errado.

No post anterior comentei que muitas vezes a solução pode estar dentro de casa. E reforço isso ainda mais, porque na busca por soluções algumas empresas se perdem e “encalham” com problemas maiores do que tinham antes de tentar resolvê-los.

E digo isso porque o mercado de consultoria, especialmente quando falamos de gestão e administração empresarial, é um mercado repleto de curiosos, aventureiros, charlatães e picaretas, verdadeiros bandidos que se aproveitam da necessidade e – porque não dizer? – do desespero de alguns empresários para se locupletarem. Isso sem falar na imensidade de modismos que esta área possui.

Outro dia conversava com Ronaldo Guedes, consultor em finanças estratégicas e parceiro da IDEA, e ele me apontou esse fato: a quantidade de modismos. Já vivemos épocas de deslumbramento com empowerment, com reengenharia (e Ronaldo me lembrou que o autor do livro base sobre reengenharia depois escreveu outro se desculpando pela lambança), com programas de qualidade, com ISOs, com montes de “S” e mais uma infinidade de soluções que podem ser eficazes para algumas empresas, mas certamente não são para todas as empresas.

Cada organização possui suas particularidades, portanto o rigor de um sistema de qualidade pode ser eficaz em um perfil de empresa, enquanto em outro já será mais útil um ambiente de criatividade extrema “tompeteriano”, enquanto em um terceiro qualquer palestra motivacional pode gerar resultados fantásticos.

Digo isso porque existe um preconceito grande no mercado com relação à palestras motivacionais. Concordo que uma hora de palestra não muda a vida de ninguém, ou ao menos não muda a vida da maioria das pessoas. Pode gerar uma marola, uma empolgação, mas daí a gerar uma revolução pessoal, isso vai depender de muitas variáveis além da simples palestra.

Já tive oportunidade de ouvir comentários elogiosos sobre alguma palestra minha, e algumas dessas oportunidades pessoas relataram que algo que eu disse ou fiz gerou uma mudança grande em suas vidas. Isso é fantástico, não tenha dúvida, mas não é a regra. Não é o padrão. Uma palestra motivacional tem seu papel e sua importância em um evento, em um momento  específico (como final de ano, por exemplo), mas não pode ser a ferramenta para arrancar a equipe de uma posição e levá-la a outra. Isso porque uma hora de palestra, por melhor que ela seja, é muito pouco. Não se tem tempo para criar um vínculo forte com a equipe, gerar confiança (indispensável nessa situação) e mobilizar as pessoas de uma forma genérica, ainda que específica em cada situação. Complicado, não?

O fato é que por causa de um mercado gigantesco, em excesso de demanda e com poucas exigências, muitos canastrões aparecem com soluções mágicas para as empresas. Repito, uma palestra provoca alguma mudança, mas um plano de treinamento alinhado com o planejamento estratégico e os valores da empresa geram revoluções e processos de revoluções.

Recebi um jornalzinho no sinaleiro (semáforo, para quem não for de Goiânia) outro dia desses. O nome do jornal já era empolgadinho, e não vou mencioná-lo aqui por uma questão ética. Sim, eu discordo veementemente do que o jornalzinho se propunha fazer, repudio o autor e assunto principal do jornalzinho, mas essas são minhas opiniões. Não posso simplesmente execrar o sujeito (um picareta, na minha opinião) porque não concordo com o que ele faz.

O tal jornaleco realmente é uma boa idéia de divulgação, levando imagens e idéias de uma forma atraente. Poderia ser melhor produzido, algumas falhas de digitação e erros de português, mas isso não tira o mérito da idéia. Porém o problema reside não na forma, mas no conteúdo. O jornalito é material de divulgação de um dito “consultor” que viaja pelo país levando suas palestras e se arvorando o mérito de mudar a vida das pessoas.

Como diriam os antigos “quem tem boca fala o que quer”, mas não precisamos ouvir qualquer baboseira surgida. A principal palestra que o jornalitcho divulga, o produto principal do sujeito, já mostra o tamanho do absurdo da proposta ali mostrada. O nome da palestra é “Curso de comunicação e palestrante: aprenda a falar em público e a influenciar pessoas”.

Até aí temos apenas um nome pomposo. Um curso de comunicação em público que ensine as pessoas a falar melhor em público é um produto interessante, muitas pessoas se interessam em fazê-lo. Quanto a isso o cidadão não incorre em nenhum absurdo, e nem quando mistura seu tema com o nome de um dos livros mais publicados da humanidade, de autoria de Dale Carnegie “Como fazer amigos e influenciar pessoas”.

Mas como se fosse pouco esse samba do afro-descendente com transtornos mentais, vejam o conteúdo da palestra do homem:

  • Motivação
  • Use a mente a seu favor
  • Perca o medo e a timidez
  • Monte um projeto de vida
  • Melhore e potencialize sua comunicação na empresa, faculdade ou família
  • Monte seu próprio negócio
  • Aumente as vendas
  • Telemarketing.

Então vejam, o curso não é bom, É FANTÁSTICO!! Ele ensina tudo que existe para se aprender. Impressionante, não? Mas a apresentação do curso continua com as maravilhas: “… aprendemos também a ter um melhor relacionamento conosco e com isso emagrecemos, vivemos mais, somos mais criativos e melhoramos nossas vidas em todos os aspectos”. Todos!! Emagrecer, viver mais, ser criativo, só faltou a promessa das 600 virgens nos esperando no paraíso, e todos iríamos nos imolar nesse curso divino.

Eu já estava enojado, ou melhor, impressionado com a coragem, mas o jornaleco trazia mais. Numa parte em que se apresentavam CD´s do sujeito para comercialização, um deles chamado “CD de relacionamento” promete “resolver todos os problemas de relacionamento”. TODOS! Leitores e amigos, em um CD todo o segredo da existência se encontra ao nosso alcance.

Em uma coluna do jornal (jornal?) a manchete convida “Quem é NONONONO? Conheça mais sobre ele” e discorre sobre esse enviado dos céus por cinco linhas, passando para uma apresentação de meia página sobre cursos, palestras, livros e CDs que o iluminado vende.

Por favor, soluções erradas são piores que nenhuma solução. Se você possui algum problema na sua empresa e não atua para corrigi-lo esse problema pode crescer e gerar mais prejuízos, mas contratar serviços inadequados certamente vão gerar problemas enormes e muitas vezes incorrigíveis.

Você é o capitão? Então cuidado a quem você pede orientação. O aventureiro sai do seu barco e vai tentar afundar o próximo, e você? Lembre-se que o capitão afunda com o navio.

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita