Quer um grande desafio?

Quer um grande desafio? Tente investir em algo aparentemente comum e usual, algo que aparentemente todos conhecem, mas coloque aí seu toque pessoal. Transforme esse algo usual em uma inovação. Alterne esse comum com ousadia e atrevimento, e pode ter certeza de que isso vai ser um desafio que vale a pena ser vivido. Não pense que será fácil. Um produto ou serviço inovador sempre terá dificuldades naturais de penetração no mercado, porém para isso existem algumas palavras (que podem soar como clichês, ainda que não sejam): parcerias, comprometimento, firmeza de propósitos e perseverança.
Ainda algo a comentar: a primeira vista, esse produto/serviço inovador pode parecer estranho, exótico ou até mesmo um erro. Não é o suficiente para sacrificar o plano. Houve um dia que alguém comentou que “bandas com guitarras eram coisa do passado”, e com esse pensamento dispensou quatro rapazes de Liverpool.
Insista.

Uma grande ideia – Triagem inova e aponta novos rumos.

Vivemos tempos de mercados agressivos e oportunidades escassas, tempos em que quem for criativo e ousado vai ter melhores condições e espaços. Parece clichê? Sim, e é clichê mesmo, mas é clichê por um motivo: é verdade. A correria que vivemos, a disputa pelos clientes, as margens de lucro reduzidas, a padronização da qualidade de atendimento, tudo isso torna a realidade corporativa ainda mais complicada, principalmente na área comercial.

Pois falando de gente criativa e que aposta na inovação hoje a TRIAGEM (@triagemjeans) iniciou um ciclo de palestras e treinamentos para toda a sua equipe comercial. De novo, parece assunto batido? Parece, mas não é. Esse ciclo de palestras está sendo realizado e conduzido pelos gerentes de loja, estimulados a apresentar inovações, provocados a superar os resultados usuais. Hoje o ciclo de palestras teve início com o gerente Ricardo Rodrigues que trouxe seus vários anos de experiência em vendas e em produção de moda para impressionar e capacitar o time de profissionais de vendas, bem como alguns profissionais da equipe administrativa também.

O conceito por trás desse ciclo de palestras é capacitar. Mas além de capacitar equipes de vendas, a grande iniciativa é capacitar os gerentes de loja em seus papéis de gestores de gente, formadores de profissionais, construtores de novos colaboradores. Realizando os treinamentos, os gerentes estão implantando seus conceitos, estudando e descobrindo novidades, além de estreitar o vínculo com as equipes. Em conjunto com uma série de atividades de estrutura em processos e padrões que a IDEA vem desenvolvendo e tem a desenvolver, essa iniciativa acrescenta uma grande riqueza ao conjunto de práticas da empresa. A Triagem mostra que o processo de conquistar a grandeza nem é o mais importante, porque o verdadeiro desafio consiste em manter a grandeza, em se comportar como empresa grande e assumir seu peso, valor e importância para o mercado.

Sabemos que muitos de nossos “magníficos” políticos preferem não investir em atividades de infraestrutura porque não são visíveis e não geram boas fotos. Pois empresas sérias investem em infra porque são estruturas que permitem ainda mais crescimento, sustentação e solidez por muitos e muitos anos pela frente. Ainda que não sejam tão fotogênicos, são base e fundamento.

A julgar pelo início do ciclo de palestras hoje, teremos momentos memoráveis aos montes. Quais os caminhos? Para quem se mexe de forma original eles são inúmeros e intensos. O futuro é um lugar divertido e confortável para quem quiser. A Triagem mostra que tem esse interesse, e eu me orgulho de ter clientes assim.

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

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Melhorar quem já é brilhante? Esse é o desafio!

Unanimidade? Falar em público. Trata-se de uma das grandes fontes de temor (para evitarmos falar em medo) dos profissionais atuais. Isso porque vinte anos atrás você poderia entrar em uma organização e seguir sua carreira até a aposentadoria sem precisar mostrar a cor da sua voz. Essa realidade já não existe mais. Hoje um profissional vai precisar se manifestar em uma reunião, defender uma ideia, treinar uma equipe, fazer trabalho voluntário, qualquer coisa que o coloque na frente de uma plateia com o poder da palavra.

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E para algumas categorias profissionais isso até parece moleza. Mas não é assim tão natural. Eu ministro esse curso – Técnicas de Falar em Público – há praticamente 20 anos. Já tive em minhas turmas professores (vários de universidade e pós graduação), políticos (certa vez fizemos uma turma fechada para candidatos a vereador. Hilário!), religiosos e gente que vive de falar e falar muito. Gente que mesmo vivendo disso, procura aprender técnicas, macetes e dicas para aprimorar seus resultados. Porque mesmo esses profissionais, que dependem da sua capacidade de expressão em público para seguir avante na carreira, enfrentam dificuldades e limites.

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O mais impressionante é ver profissionais desse nível, que já possuem prática, experiência e traquejo procurando melhorar e aprimorar o seu talento. Estou vivendo isso nesses últimos dias com uma turma de profissionais do SICOOB CONFEDERAÇÃO, em Brasília. Esses – e essas – profissionais são responsáveis por treinamentos profissionais por todo o sistema Sicoob no país. São pessoas tecnicamente no topo da escala evolutiva, profissionalmente numa das maiores vitrines do mercado financeiro e que cresceram de inúmeras experiências particulares para chegar nessa posição. Atenção: ninguém questiona a capacidade deles. Mas estão em sala comigo para desenvolver ainda mais sua principal ferramenta de trabalho.

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E está sendo uma experiência única. Isso porque um curso como esse é marcante, definitivamente marcante. É impossível – eu nunca vi – uma pessoa participar de um curso desses e sair exatamente do mesmo jeito que entrou. Muitos poderiam dizer que é impossível participar de QUALQUER curso e sair do mesmo jeito, mas infelizmente a realidade é um pouco mais cruel que isso e sabemos que muitas pessoas são impermeáveis ao conhecimento novo. Pessoas passam por faculdades, cursos de pós graduação inteiros e saem cometendo as mesmas sandices de antes, inertes no seu poder de transformação.

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Pois não é esse o caso. Essa turma de tubarões corporativos desde o primeiro exercício se mostrou intensamente interessada em aprender, fazendo milhões de perguntas, participando ativamente dos exercícios, pedindo material de leitura e realizando apresentações sensacionais. Além do interesse demonstrado nas apresentações dos colegas. E desde o encontro passado venho recebendo dezenas de e-mails discutindo novas apresentações realizadas, comentando livros indicados, pedindo novas indicações de leituras, uma turma verdadeiramente faminta pelo conhecimento.

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Agora no fim de junho teremos mais dois encontros, momento em que naturalmente os desafios serão ainda maiores, já que o processo de crescimento precisa ser continuado. Mas tenho a firme convicção de que essas figuras irão se superar e me encantar novamente. Mais dois dias de muitas histórias, gestos, olhares, expressões, risadas e aprendizado. Ou seja, mais dois dias que vão valer a pena ser vividos.

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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UniOdonto – me orgulho de ter clientes assim.

Uma das coisas mais felizes em meu trabalho é poder escolher meus clientes. E normalmente escolho clientes por alguns critérios bem definidos, e sem dúvida o critério que mais me orgulho é a capacidade potencial de ser feliz no contrato. Ficou poético demais e pouco claro, certo? Eu explico. Aceito clientes que realmente mostram que vão investir na melhoria dos processos, que realmente mostram acreditar que as pessoas são o caminho do crescimento das organizações, que mostram através de suas ações e de seu histórico que buscam crescer e ter sucesso de uma forma humana, ética e obstinada.

E é tão bom quando passo por situações que provam que a escolha foi correta. É tão bom ter a confirmação de que a organização que atendo acredita em sua equipe, e melhor ainda quando a equipe profissional mostra tino, garra, vontade e dedicação. Uma relação sincera de profissionalismo, sem pessoalidades, sem discursos vazios, mas com compromissos, objetivos e interesses corporativos. Quero apresentar aqui uma dessas situações que vivo atualmente, nesse caso durante o último ano, a UniOdonto.

Além de se provar uma organização disposta a mudar, crescer, evoluir e aprimorar ainda mais seus serviços e seus processos, me deu uma prova gigantesca de competência e qualidade nas últimas semanas: uma virada de sistema.

Quem já passou por uma virada de sistema sabe o nível de confusão, trabalho, dano e conflito que pode causar. O pessoal da TI, sempre vivendo num mundo próprio com idioma particular e hábitos típicos, precisa se envolver profundamente na operação, precisa interagir com a equipe e nem sempre essa interação é bem sucedida. Muito porque as equipes nem sempre atendem às demandas surgidas na TI num momento tão delicado como uma virada.

Para quem não está habituado ao termo, a virada que falo agora não é a de estudantes de arquitetura que passam a madrugada enfrentando seus trabalhos acadêmicos. Essas viradas costumam ser bem divertidas até. A virada que falo é o momento em que o sistema de uma empresa é totalmente reiniciado, como se fosse jogado no chão e começasse a operar em nova versão, com novas rotinas, totalmente do zero. Essa virada muitas vezes – na maioria das vezes – é enfrentada de forma traumática, porque altera a rotina de todas as pessoas da empresa, sem exceção. Sem falar que isso pode se dar em situações que a relação entre TI e “gente normal” já não era uma beleza, e surge esse momento para apimentar ainda mais os ânimos. O resultado gerado é de longa duração. Cicatrizes, resistências, intrigas e franca hostilidade podem surgir em reflexo de uma situação que deveria ser de melhoria.

Pois então, a UniOdonto está em franco processo de (r)evolução. Processos aprimorados, treinamentos sendo realizados, planos de ação sendo desenvolvidos e nesse movimento todo teríamos então a virada de sistema. Essa é a história feliz que quero contar.

A virada era uma necessidade imperiosa e imprescindível, não havia escolha, graças ao aumento brutal da base de relacionamentos – clientes, cooperados, fornecedores – e dos avanços dos sistemas utilizados. Mas devido às complicações que existiriam as datas sofreram adiamento. Isso já era fonte geradora de tensão. Dois adiamentos, em busca da melhor situação que agregasse ambiente, equipe e tempo. A equipe de TI passava por uma transição em sua liderança, o novo gestor já era da equipe e já havia mostrado seu comprometimento e dedicação em várias oportunidades, só não havia sido testado ainda em funções de comando. E sua primeira experiência seria conduzir a virada. Walker, esse é o nome do sujeito líder que falo, se alguma vez sentiu medo, disfarçou de forma artística, porque não transpareceu seu nervosismo à equipe e nem à consultoria e nem às lideranças da organização. A equipe que enfrentaria essa virada com essa mudança de comando também poderia ter apresentado comportamentos conflituosos, mas também foi extremamente feliz em sua transição, mostrando inclusive mais coesão nesse momento do que jamais havia antes demonstrado. O símbolo maior dessa mudança foi Eduardo, o sustentáculo da rede, que se transfigurou numa figura de sólida confiança e seriedade nesse momento delicado.

Mas aí o que já parecia um cenário empolgante se revelou ainda melhor com o envolvimento da equipe. Uma grande dificuldade em viradas é a resistência das pessoas em se comprometer e realizar o que lhes cabe no processo, como testes e avaliações do sistema. Porém esse foi mais um símbolo de sucesso: a equipe se envolveu nas testagens, apresentando sugestões, cobrando soluções e acelerando muito o processo da virada. O time da TI foi muito bem recebido em todos os departamentos e o envolvimento alcançou níveis inéditos na organização. Ouso dizer, inéditos no mercado.

Tudo parecia um cenário de desenho animado, e eis que mais novidades acontecem. Uma área normalmente focada com prioridade no mercado virou-se integralmente para dentro, auxiliando no processo e gerando uma empolgação enorme em todos: o marketing. Com uma campanha super divertida e criativa, Vanessa – a gestora do marketing – em parceria com a agência PublishBlue conseguiu provocar, estimular e preparar os envolvidos para o que estava por vir. Cartazes, banners, e-mail marketing (as peças criadas enfeitam esse post) e uma gradual contagem regressiva foram um sucesso no tocante ao estímulo necessário na equipe.

No sábado da virada eu estava agoniado. Já havia vivenciado situações desastrosas em quantidade suficiente para saber que dependendo daquele sábado nós teríamos uma segunda-feira de trabalho ou de reclamações. Fui até lá no fim do expediente de sexta-feira para ver como iam os preparativos, tentando me controlar para não contaminar ninguém com a minha ansiedade – que normalmente já é alta – e piorar o que já poderia estar complicado. Pois a equipe estava tranquila, todos contando as horas para o início da virada, aguardando a presença dos consultores de sistemas que ainda chegariam, enfim, tudo parecia sinalizar uma situação nova na minha carreira.

E foi totalmente inédita. A virada foi um sucesso. Numa escala de tropeços e danações, tivemos 5% de problemas e soluços. Quase praticamente NADA de problemas. A virada foi um retumbante e esmagador sucesso. O sistema transitou, a segunda-feira chegou, a equipe absorveu as novidades, poucas dificuldades para se situar com novas rotinas e layouts do sistema, e na segunda mesmo a empresa funcionava a pleno vapor. Sem sobressaltos, sem atropelos, sem brigas, sem gritos, sem angústias, sem retrabalho. Isso foi o mais impressionante: não houve retrabalho. A virada foi conduzida de forma segura e calma do início ao fim.

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O principal resultado alcançado? A equipe. Integrada, fortalecida, exigente e envolvida nos novos processos. Desejosa de mudanças apresentando Planos de Ação de criação própria para avançar mais rapidamente em soluções que o mercado exige.

Isso só vem explicar o que postei no twitter – @eduardoinimigo – dias atrás: eu não sou workaholic, só tenho um prazer escangalhante no meu trabalho.

Com clientes assim é fácil entender o motivo da minha satisfação.

P.S. – parabéns à gerente geral Vivian, à diretoria da UniOdonto, mas principalmente à equipe UniOdonto. Prazer estar com vocês!

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

Morri. Mas passo bem.

Goiânia, 01 de março de 2011

Boa tarde profissionais, clientes e parceiros,

Nos últimos dias não dei resposta a nenhuma mensagem recebida, fosse telefônica ou por e-mail, e isso se deve a um motivo justo. Eu morri.

E não falo figurativamente.

Tive um enfarte, uma parada cárdio-respiratória, fibrilei e morri. Assim permaneci por uns 10 segundos, quando me trouxeram de volta.

Eu morri de verdade, mas graças às artes da medicina e da competentíssima equipe do Hospital Lúcio Rebelo e do Incore, pude ser ressuscitado, tratado, curado e colocado de volta ao jogo.

Explico melhor. Alguns de vocês sabem que nas últimas semanas eu vinha sentindo um incômodo no peito. A sequência a esse incômodo foi um mal estar nos braços enquanto corria na esteira, e alguns dias depois um cansaço muito grande mesmo em pequenos trajetos (alguns dos meus alunos na UniAnhanguera viram isso na quarta-feira passada).

Sexta-feira fui ao Hospital Lúcio Rebelo realizar um exame de cateterismo. Seria um exame rotineiro dentro de uma sequência exploratória muito bem conduzida pelo Dr. Júlio César Mundim. Após o exame de cateterismo recebi uma notícia não muito animadora: “Você sabia que a situação era séria, mas é um pouco mais grave. Das suas três principais artérias no coração, uma está 100% bloqueada, outra está 90% bloqueada e a terceira está 80% bloqueada. Vamos te internar imediatamente.”

Fui internado e passei a noite na Unidade Coronariana. No dia seguinte, sábado, ao realizar uma sessão de fisioterapia eu tive a arritmia, a parada cárdio-respiratória e caí morto. Fui extremamente feliz em ter sofrido tudo isso em uma Unidade Coronariana de referência, com a sala cheia de enfermeiras no momento em que a melhor cardiologista da equipe passava ao meu lado. A urgência com que me trataram me fez voltar, com as marcas do desfibrilador no peito e nenhuma lembrança de túnel de luz ou parentes falecidos.

Fiquei três dias na UTI, fiz duas angioplastias e finalmente hoje tive alta.

Peço perdão pela ausência nesses dias, avalio que nenhum dos nossos projetos foi severamente prejudicado. Ainda precisarei realizar outras pequenas intervenções, mas nada tão assustador quanto foi agora. Essa semana ainda estarei em repouso por ordens médicas, mas logo voltarei a ativa. Enquanto isso, vamos alinhando nossas necessidades e situações pela internet.

40 anos de idade, nunca fumei na minha vida, bebo moderadamente, pratico atividades físicas (academia, banda de punk rock e os divertidíssimos outdoor trainings), sem histórico familiar, sem diabetes, ou seja, sem nenhuma explicação que justifique tal quadro a não ser stress. Como o próprio médico, Dr. Flávio, disse meu caso “é intrigante”, pois então divulguem isso às pessoas das nossas organizações para que ao menos sirva de exemplo. Façam exames, alimentem-se de forma gentil, moderem nos vícios, pratiquem atividades físicas e cuidem-se muito.

Eu, como o ansioso estressado de sempre, já me sinto 100% e já queria voltar à atividade, mas cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça. Eu vou repousar um pouco. Como disse meu sogro, Sr. Mateus, “o perigo é não saber onde está o inimigo”, pois eu sei onde está o meu agora: no meu peito. Cuidem-se e me aguardem.

Estou voltando com muito mais fôlego, mais energia, mais dinamismo e muito, mas muito mais tesão pela vida.

Vida, essa coisa maravilhosa e incompreensível que fazemos juntos todos os dias.

P.S. – Quero agradecer aos profissionais que me acompanharam nessa aventura. Dr. Flávio, que decidiu me internar, Dr. Maurício, que realizou a angioplastia, Dra. Luciana, que me trouxe de volta. Aos sensacionais profissionais de enfermagem Osni, Gina, Dani, Josy, Luzia e os outros que agora não me recordo, mas que foram presença de cuidado, carinho e bom humor sempre. Aos colegas de UTI, de Unidade Coronariana, de enfermaria, de quarto, gente teimosa como eu brigando por mais vinte minutos de história. Nós vamos conseguir.

Mas agradecer imensamente à minha família pela presença e orações. À Minha Irmã, Ana Cristina, que esteve lá todos os dias, ao meu glorioso e enorme pai, Joel Cândido, que não saiu do hospital hora nenhuma. Mas agradecer principalmente para três pessoas que estando ou não estando fisicamente por lá sempre me davam motivação para continuar a briga e são – esses três – as principais razões para cada fôlego e sorriso que eu experimento – Minha Delícia Neiruelk (sempre lá o amor, o cuidado, o olhar assustado e confiante) e meus tubarõezinhos Adriano e Heitor (que não podiam ir ao hospital, mas ficavam gritando da janela do nosso apartamento “Papai, sai logo do hospital. Vem pra casa!”).

Estou pronto pra outra! Mas outra! Dessa eu não quero nunca mais. Morrer, agora, é a última coisa que eu quero fazer na minha vida. Já driblei a Morte uma vez, não quero tentar de novo.

Há braços!

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

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Tudo isso sou eu. Agora e pra sempre, tudo isso sou eu!!

Sobre Kossa, desprezo, música e gerentes.

Vê esse sujeito feio na foto? Ele é Pablo Kossa, jornalista, funcionário público, agitador cultural, gente finíssima e um cara que tenho a honra de chamar de amigo. Ele tem um blog/site onde solta suas ideias e pérolas, e elas são muitas. Tanto umas quanto outras.

Dia desses ele soltou um texto falando sobre o Villa Sertaneja, uma espécie de festival de música sertaneja que aconteceu em Goiânia e que mobilizou muito dinheiro, gente, investimento, divulgação e grana (sim, a redundância é proposital). O texto está aqui – http://fosforocultural.com.br/pablokossa/?p=661 – e espera seu olhar. Vai até lá e depois volta aqui, eu te espero.

Enfim, depois de ler esse texto do Kossa fiquei encucado com o incômodo gerado, e percebi que o incômodo não era pelo amigo ou pelo jornalista, mas pelo profissional em sua abrangência maior. Falando de forma direta, o consultor de empresas que sou, o psicólogo corporativo que estou certamente colocaria em xeque um profissional de comunicação e eventos que ignorasse tão completamente um evento que teve tanta comunicação. A frase que mais me chama atenção no texto do compadre Kossa é quando ele é perguntado se não ouve a rádio em que trabalha.

Isso realmente foi o mais grave. Me lembro de uma diretora que tive a honra e orgulho de trabalhar numa cervejaria e que me disse uma vez que não devíamos deixar o cliente tomar o primeiro copo de outra marca, porque aí poderíamos perdê-lo para sempre. E isso reforçava ainda mais o que vivíamos todos os dias de respeito e cuidado com a marca que representávamos, e que em última instância nos permitia comprar coisas. Pois aquela era a marca que nos pagava, dando dinheiro em troca do suor e do conhecimento. Como então permitir que outra marca tivesse nada além de meu cuidado e minha atenção?

E Kossa, em seu descaso pelo estilo musical do evento, revela descaso por sua atividade. Entendo não se interessar por eventos congêneres – e os comentários abaixo de seu texto são outra fonte de informação excelente que compõem o quadro – mas como alguém da área de eventos penso que ele deveria ao menos manter o olhar sobre eventos paralelos, que de uma forma ou de outra disputam patrocinadores e público com os que ele organiza.

Alguém pode dizer que são públicos diferentes, mas lembrem-se todos que são públicos predominantemente jovens, em ambos estilos, e que famosos são pela instabilidade, volatilidade, modismos e quetais. Hoje ouvem sertanejo, amanhã podem estar em festivais de rock ou de funk ou de sambão.

Reforço, não acredito que ele devesse prestar atenção ao festival, já que não aprecia o estilo musical, mas por ser um evento musical, isso deveria despertar-lhe ao menos a curiosidade. Talvez eu seja um yuppie formado pelas guerrilhas de mercado dos anos 90 realmente, momentos em que aprendíamos a devoção às marcas e atividades, e qualquer coisa que pudesse nos roubar pontos de Market share eram vigilantemente acompanhadas. Talvez ainda Kossa esteja num momento de sua vida que realmente não se estresse mais tanto assim, porque afinal de contas pode ser avaliado como um cara profissionalmente muito bem sucedido (e não sou irônico mesmo nesse ponto). Por bem sucedido entenda-se que não esteja preocupado em excessos com pontos percentuais de lembrança ou por corpos presentes. Tem um emprego público, tem uma carreira bem construída e agora empreende na área cultural.

Mas fosse um gerente de empresa cliente minha e eu colocaria toda a atenção em seu comportamento. O mundo corporativo que vivo é paranoico realmente e aí pode residir o incômodo que senti ao ler o texto. Um profissional não pode desprezar novos entrantes ou possíveis concorrentes em sua área de atuação, é um dos credos que vivo; e negligenciar um troço daquele tamanho com aquele tanto de propaganda é sentir-se muito tranquilo para poder escolher em que dedicar sua atenção.

Me lembro de um amigo publicitário que ao parar em sinaleiros pegava todos os panfletos, flyers e folders entregues, e se algum entregador não o abordava ele buzinava e chamava para pedir um tablóide impresso. Isso tudo para monitorar o que andava sendo produzido de divulgação naquele momento, podendo ter ali algum concorrente de cliente seu. Aprendi muito com esse sujeito também.

Não quero em nenhum momento dizer que Kossa está errado. Isso seria fanatismo. Quero dizer que nesse aspecto pensamos diferente, e se estivesse no estúdio da rádio naquele momento seria mais um a dinamitá-lo por não saber do tal evento musical. Curioso é ver que ele diz em outro momento – http://geracaobooks.locaweb.com.br/releases/?entrevista=81 – que “é impossível passar indiferente” por um ícone cultural inglês, mesmo aparentemente agora sabendo que até por grandes ícones é possível SIM passar indiferente. E a vida segue. Não comparando as referências, naturalmente. Outra coisa que não concordo com o texto é a aparente “metropolidade” de Goiânia. Não temos uma cidade tão enorme assim, que permita desconhecer o que acontece em proporções maiores, mas entendo que o rock também seja desprezado e ignorado por muitos da cidade por opção e escolha.  Gente que pensa do rock o mesmo que Kossa pensa do sertanejo, isso eu sei.

E sei mais ainda, por aprender ao longo de 40 anos de existência, que o contraditório é muito mais enriquecedor que a unanimidade. Andar com pessoas que apreciam as mesmas coisas que eu em todos os momentos seria negar a oportunidade intensa de conhecer um pouco de um monte de coisas que o mundo oferece. Falo isso com a tranquilidade de um psicólogo consultor de empresas que não esconde – e até divulga sempre que pode – o fato de ser vocalista de punk rock no SANGUE SECO. Já tive oportunidades de encontrar clientes em plateias de shows da banda, e num primeiro momento ficar mortificado com a possibilidade de perder algum contrato – já que o rock não paga nem minhas contas nem meus prazeres. Mas percebo que a maioria esmagadora desses que me contratam apreciam muito mais o perfil confuso que se desenha entre o cara de terno e o sujeito de jeans aos pedaços. E curiosamente as ideias e ideais do consultor e do vocalista são as mesmas, mas umas são vertidas em treinamentos e reuniões, e outras são urradas nos palcos e microfones.

A prova disso vai acontecer no dia 06 de março, quando o SANGUE SECO vai participar do Grito Rock Goiânia, no Centro Cultural Martim Cererê. Sei que terei vários clientes, alunos universitários e amigos na plateia, vendo que extremos às vezes antagônicos podem ser muito bem convividos. E o Grito é organizado pela Fósforo, entidade cultural capitaneada por Pablo Kossa. No fim, estamos todos próximos.

Aparece no Grito Rock e confere. Teremos muito barulho nervozzo de gente extremamente amigável. Confere a programação e se organiza, e lá você vai poder conhecer o Kossa e comprovar que, mesmo desprezando música sertaneja, ele é gente finíssima. Até porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. rs

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Há braços!

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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

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Sobre tempo de casa e técnicos de futebol.

Sou torcedor do Vila Nova Futebol Clube – http://www.vilanovafc.com.br/. Para quem não associou o nome à pessoa, o Vila Nova já foi o maior time do Centro Oeste, passou a ser um dos dois maiores, depois um dos três maiores e vem brigando para se manter como um dos cinco ou seis maiores. A torcida é apaixonada e dedicada ao time, e nesse quesito é inquestionavelmente única. Sempre houve um conflito grande entre a torcida do Vila Nova e de outro time da cidade (prefiro não mencionar o nome) sobre qual torcida era a maior. Isso é alvo de questionamentos e dúvidas, mas uma verdade absoluta é o fato de que a torcida do Vila Nova é muito mais apaixonada que qualquer uma da região, isso porque torcer para times que ganham e são campeões é fácil. Torcer para um time que já há alguns anos não chega a final de campeonato, não sobe para a tão sonhada Série A e não ganha clássicos; isso sim é ser torcedor apaixonado. A torcida do Vila Nova nunca diminui, apesar dos insucessos e tropeços, das diretorias desastradas, jogadores mercenários e “zoações” das outras torcidas. Permanece, continua, persevera e viveu uma situação muito específica dias atrás.

Futebol é uma coisa complicada porque é um negócio, é trabalho, mas para a torcida é paixão, fanatismo, fé e irracionalidade. Sendo assim as pessoas possuem diferentes visões das mesmas situações. E dias atrás isso foi colocado a prova novamente. O Vila Nova contratou o Sr. Hélio dos Anjos como técnico do time. De novo, quem não associou o nome à pessoa terá explicação: esse técnico tem um histórico de vínculos e conquistas com o outro time da cidade, o rival eterno do Vila Nova. Então quando da sua contratação muitos alegaram que ele iria trazer problemas, corpo-mole, má vontade e até mesmo azar para o time; além do fato de ele já ter sido contratado uma vez e deixou o time na mão.

Pois dessa vez ele levantou polêmicas novamente. Com o campeonato em andamento, com poucas rodadas ele recebeu uma proposta de um time do nordeste (time em que ele já tem uma história de sucessos também) e foi-se embora. Vários torcedores reclamaram e ofenderam o sujeito alegando que ele deixou o time na mão, que ele é mercenário, que ele foi traíra, que ele novamente prejudicou o time e mais um monte de dramas e reclamações apaixonadas.

Mas se analisarmos a situação de outra forma, veremos outro fato. Hélio dos Anjos é técnico de futebol, se bom ou ruim não interessa; essa é a profissão dele, ele vive disso. Mesmo podendo ter inúmeros investimentos, posses ou o que quer que seja, ser técnico é um trabalho para ele. Profissionais podem ser seduzidos e cooptados no mercado, faz parte da competitividade natural entre as organizações, e quem é bom profissoinal precisa ser constantemente assediado até para comprovar seu valor. Você profissional, que lê isso aqui, já parou para pensar quantas vezes tentaram te “roubar” da sua atual empresa? Isso é um indicador muito forte da sua visibilidade no mercado.

O técnico recebeu uma proposta financeira muito boa, em uma empresa (time) que ele já tinha um histórico de sucessos e foi-se embora. Estava errado? Até o momento, nada de errado nisso. Até muito natural.

Mas o mais importante é perceber o que ele fez enquanto esteve no time do Vila Nova. Apesar de não vencer clássicos, o time está bem posicionado na tabela, ganha jogos e mesmo com algum sofrimento, vem mantendo sua torcida satisfeita. E então o técnico vai embora. Mas atenção, sucesso se mede por resultados, e os resultados até o momento são bons. Que se vá, então.

Ainda existe um equívoco muito grande no mercado de trabalho, o de achar que tempo de casa é sinônimo obrigatório de competência. Não é. Muitas vezes é acomodação ou incapacidade de crescer, a pessoa “bateu no teto”, como dizemos. Vejo ainda muitos empresários indagando nos processos seletivos: “Mas esse candidato, se for selecionado, vai ficar muito tempo conosco?”. Primeiro que é impossível prever o futuro, então como saber quanto tempo o sujeito vai ficar na empresa? Não há como. E mais ainda, se ficar seis meses mas fizer um trabalho sensacional, conquistar grandes resultados, impressionar a equipe positivamente, servir de exemplo para outros, então já fez o que era necessário.

Existe um clichê popular associado a falecimentos. Dizem que a pessoa falecida “cumpriu sua missão”, e essa é uma justificativa para não sofrer tanto com falecimentos precoces, por exemplo. Pois o profissional que fica pouco tempo mas que deixa uma marca positiva e inesquecível já cumpriu sua missão.

Me lembro de uma oportunidade em que eu era Gerente de RH de uma indústria e conduzia um processo seletivo. O diretor da indústria ao ver um currículo que eu havia separado comentou “Esse aqui não vai servir, ele nunca fica mais que três anos em empresa nenhuma”. Eu dei risada e abri o meu currículo na tela do PC, o mesmo currículo que ele havia lido quando da minha contratação, e perguntei: “Então como você contratou esse cara aqui?”. Eu nunca havia ficado mais que DOIS anos em empresa nenhuma. Rimos muito da situação, o sujeito foi bem na entrevista, mas ainda assim tivemos um outro candidato muito melhor e ele não foi contratado. O curioso foi ver que mesmo eu tendo esse movimento constante no mercado, estava sendo um profissional de resultados para a empresa.

Então o técnico foi embora? Bom para ele, fez o seu serviço aqui, foi reconhecido e seguiu seu rumo. Que as organizações estejam preparadas para esse ciclo constante de movimentação, porque essa vai ser a realidade cada vez mais inegável no mercado. A tal Geração Y não aprecia ficar parada muito tempo, então ao invés de somente nos preocuparmos em manter as pessoas nas empresas por muito tempo, vamos nos preocupar em proporcionar desafios, crescimento, novidade e criar estruturas para permitir mobilidade para as pessoas. Deixa sair, novos virão e abriremos espaço para promover os que permanecem.

A fila anda! E o Vila Nova venceu mais uma nesse fim de semana. Ê Tigrão, que me dá alegria! (torcedor de futebol é um bicho maluco mesmo).

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

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“Troféu Lanterna” punido. Que bom!

Na minha época de universitário, início de carreira profissional, tive oportunidade de trabalhar numa empresa que me ensinou muito. Era uma multinacional enorme, respeitadíssima em todo o mundo e que tinha excelentes ferramentas de RH, além de profissionais de alta qualidade e um ambiente de trabalho muito bom. Por incrível que pareça, apesar disso tudo, ainda convivíamos com tradições arcaicas e decadentes.

No setor em que trabalhava existia um abacaxi de plástico. Aqueles que enfeitavam mesas nos anos 70, feio, sem graça e fuleiro. Esse abacaxi plástico era uma forma de “brincadeira” inventada por um gerente. A cada vez que um profissional cometia algum erro, recebia o abacaxi plástico para enfeitar a mesa. E ficava com o enfeite bizarro em sua mesa até alguém cometer outro erro. A ideia do gênio que tinha criado isso era motivar as pessoas a não errarem, para não ser ridicularizados perante a empresa inteira. Mas o que acontecia era um pouco diferente, ao invés de tentar não errar, as pessoas inicialmente ficavam torcendo para alguém mais errar e se livrar do trambolho. Mas era uma equipe bem preparada, então a um certo momento a torcida não era mais suficiente para que novos erros surgissem. E aí as pessoas mostravam sua criatividade e empreendedorismo, e começavam a atrapalhar os colegas para que eles errassem. O abacaxi, afinal, havia se tornado do setor inteiro.

Parece uma história antiga, afinal estou falando de 1989, mas olha a notícia que foi publicada hoje. Surpreendentemente ainda existem essas maluquices, mas que bom ver que começam a ser punidas. Leiam…

Edição do dia 28/01/2011

28/01/2011 07h38 – Atualizado em 28/01/2011 08h09

Justiça de MT indeniza homem por levar ‘Troféu Lanterna’ no trabalho

O ex-funcionário de uma fábrica ganhou indenização na Justiça depois de levar o ‘Troféu Lanterna’ por cinco vezes no trabalho. A fábrica alega que era uma forma de motivação.

Em Mato Grosso, uma fábrica queria motivar os funcionários. Quem tinha as vendas abaixo da meta recebia o ‘Troféu Tartaruga’. Tinha outro também: o ‘Troféu Lanterna’. Um funcionário ganhou na Justiça uma indenização por danos morais.

A fábrica de refrigerantes fica em Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá. A empresa tinha o costume de fazer uma premiação diferente. Os piores vendedores da semana ganhavam o “Troféu Tartaruga”, e os coordenadores de equipes uma “lanterna”.

Constrangido, um ex-funcionário denunciou o caso à Justiça do Trabalho. Por cinco vezes, ele ganhou o “Troféu Lanterna” pelo baixo desempenho da equipe que era responsável. A empresa entregava os prêmios na frente de todos os vendedores e gerentes.

A audiência no Tribunal Regional do Trabalho em Mato Grosso terminou com a indenização de R$ 80 mil ao trabalhador por danos morais. A fábrica justificou que a premiação ocorreu por apenas 60 dias e seria uma forma de motivar os funcionários a melhorar o desempenho.

Uma testemunha disse que o troféu ficava a semana toda na mesa do ganhador. Para o juiz, a técnica ridicularizava o empregado. A advogada Giovânia Libório Feliciano, que defende o trabalhador, diz que outros funcionários da empresa também foram constrangidos.

“São 12 casos com esse mesmo pedido de danos morais pela prática de competição nociva dentro da empresa, uma prática abusiva que traz humilhação, porque submete o empregado a uma condição de humilhação”, disse a advogada Giovânia Libório Feliciano.

Em nota, a fábrica informou que o prêmio era uma técnica para motivar, que nunca teve a intenção de humilhar os funcionários. Informou também que acabou com a premiação e que vai recorrer da decisão da Justiça.

Quem quiser ver o vídeo da matéria: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/01/justica-de-mt-indeniza-homem-por-levar-trofeu-lanterna-no-trabalho.html

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Muitíssimo obrigado, Cristiane Schwingel, pelo envio da matéria. Generosidade é multiplicar informação. Valeu!!

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Há braços!

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Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo