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Dia dos Pais que nada! http://…

Dia dos Pais que nada! http://t.co/GjVWkTRt

2012, o fim do mundo (como o conhecemos).

(Sobre a mudança do mercado, novas posturas, profissionais diferentes e a preocupação vital com os relacionamentos. Sim, o mundo vai acabar, ao menos esse mundo profissional que a gente conhece, de gente gritando com outros, de relacionamentos ruins, de climas e ambientes adoecidos, de comportamentos equivocados. A esses, destruição sistemática. Aos bons relacionamentos, aos vínculos produtivos, aos ambientes de trabalho saudáveis, muita estrada pela frente. Que novos anos venham!)

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Nas últimas décadas do século XX vivemos sob o temor do fim do mundo. Muitas crenças alimentavam a certeza de que tudo acabaria antes da virada do século, o que felizmente se provou um equívoco. Agora temos novas crenças afirmando que tudo acabará em 2012, mais precisamente no dia 21 de dezembro. Acredito que finalmente alcançamos um grau de entendimento que nos permite decifrar esse fim do mundo, que não será uma destruição de larga escala, mas sim uma grande mudança de forma abrangente, geral e irreversível.

Já vemos isso sendo gestado nas organizações. Ou alguém ainda alimenta a tola ilusão de que os comportamentos e padrões válidos no século passado ainda são úteis atualmente? As organizações que possuem a firme intenção de sobreviver às grandes transformações que o mercado exige, já iniciaram seu movimento de melhoria, desenvolvimento e aprimoramento para poder vivenciar as oportunidades que se avizinham no vaticínio de 21 de dezembro.

Estou falando das relações da empresa. Afinal de contas empresas são feitas de relações. Relações das pessoas que compõem essa empresa, relações com clientes, fornecedores, parceiros e com a comunidade. Em última instância falamos da relação da equipe com a marca da empresa. Relações que não se tornam belas e prósperas com o toque de uma vara de condão ou com o grito furioso de um chefinho tirano. Relações são construídas e geridas ao longo do tempo.

Vejo essa preocupação nas campanhas de Formação de Lideranças e Desenvolvimento Gerencial que conduzimos nas nossas empresas-clientes, quando criamos um padrão de desenvolvimento e treinamento para proporcionar verdadeiras lideranças às organizações. E digo que vejo isso porque a principal necessidade de melhoria dos atuais gerentes e gestores reside no estabelecimento, cultivo e manutenção das relações. Não basta mais acreditar que a autoridade será suficiente para manter uma equipe coesa e produtiva, ou que mimos e presentinhos baratos serão suficientes para manter clientes leais e lucrativos, ou ainda que o peso de uma marca ou o tamanho de uma empresa serão suficientes para manter parceiros dedicados e comprometidos.

Precisamos de maior dedicação às relações. Isso é feito diariamente, cotidianamente e em cada oportunidade de contato que temos. Se estamos pensando em nossas equipes profissionais, já é óbvio que pagar salários em dia, proporcionar benefícios tímidos e bonificações por produtividade já não são suficientes. Precisamos criar vínculos com nossos profissionais que os provem valiosos, importantes e parte do processo. Precisamos de menos chefes e mais de verdadeiros líderes que se envolvam na operação junto de suas equipes, que se mostrem parceiros e orientadores, que sejam rigorosos na cobrança dos resultados, mas humanos no trato com os profissionais.

Precisamos enfim, deixar o mundo que conhecíamos morrer e descansar em paz. Chega de gritos, chega de contratos leoninos, chega de oportunismo maldoso, chega de achar que para um ganhar algum outro precisa perder. Nesse novo mundo que temos prenhe, prestes a nascer, as pessoas são orgulhosas de suas funções e das empresas que trabalham. Nesse novo mundo já experimentado por muitas organizações, o investimento no conhecimento e na capacitação passa a ser parte estratégica da operação. Nesse novo mundo teremos pessoas sendo tratadas como seres humanos, resultados sendo tratados como desafios e o retorno de nossos esforços poderá ser chamado de lucro. Sem nenhuma vergonha de termos sucesso com o nosso suor.

Esse novo mundo que se esparrama no mercado pede por profissionais novos, de posturas novas e com uma visão de mundo e de pessoas baseada na parceria, na confiança e no ganho mútuo. Esse novo mundo é o nosso mundo. E ele se constrói a cada aperto de mão, a cada sorriso sincero, a cada equipe que se une para novas conquistas.

Faça parte. Ouse.

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

facebook – @eduardoinimigo

Quer um grande desafio?

Quer um grande desafio? Tente investir em algo aparentemente comum e usual, algo que aparentemente todos conhecem, mas coloque aí seu toque pessoal. Transforme esse algo usual em uma inovação. Alterne esse comum com ousadia e atrevimento, e pode ter certeza de que isso vai ser um desafio que vale a pena ser vivido. Não pense que será fácil. Um produto ou serviço inovador sempre terá dificuldades naturais de penetração no mercado, porém para isso existem algumas palavras (que podem soar como clichês, ainda que não sejam): parcerias, comprometimento, firmeza de propósitos e perseverança.
Ainda algo a comentar: a primeira vista, esse produto/serviço inovador pode parecer estranho, exótico ou até mesmo um erro. Não é o suficiente para sacrificar o plano. Houve um dia que alguém comentou que “bandas com guitarras eram coisa do passado”, e com esse pensamento dispensou quatro rapazes de Liverpool.
Insista.

Ouse ter uma ideia diferente. É a nossa vez.


Usamos esse slogan “Ouse ter uma ideia diferente. Tenha IDEA”, e como provar que acreditamos no que dizemos? Fazendo isso. Agora estamos experimentando uma série de novas ideias diferentes. O site está refeito (thanx nosso irmão/parceiro/compadre Andrei “Césio” Lima), estamos no Facebook (http://www.facebook.com/pages/Idea-Consultoria/184122545051800) e no twitter (@IdeaOuse) e logo estaremos iniciando atividades no YouTube também.

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Isso tudo porque reconhecemos a importância dessas ferramentas, mas muito mais importante, isso tudo porque praticamos o que pregamos. Vamos ousar, vamos provar da novidade, vamos nos lançar em situações inéditas. E você, vem junto?

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Para quem quer, o céu não é o limite, é SÓ MAIS UM CAMINHO!!
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Há braços!
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Eduardo Mesquita
eduardo@ideiadiferente.com
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Qual é hoje – na sua opinião…

Qual é hoje – na sua opinião – a maior dificuldades dos líderes dentro das empresas?

Ainda mulheres…

No post abaixo eu coloquei o banner de divulgação da palestra que fiz na TecnoShow da Comigo em Rio Verde versando sobre as “Mulheres no Agronegócio”. Uma realidade inconteste que a presença feminina traz mudanças para todas as áreas em que elas se lançam, e se lançam de corpo, alma e coração.

A palestra foi sensacional. Digo, não a palestra em si (seria leviano e prepotente jogar confete assim em minha própria palestra), mas a presença, a organização, o local e o conjunto da obra. A quantidade de pessoas presentes na plateia me surpreendeu, confesso. Uma segunda-feira, início de tarde, esse não é o horário mais popular da existência para palestras, porém o auditório ficou lotado e no horário marcado. Sem atrasos! 99% da plateia composta de mulheres, todas envolvidas com agronegócio e em busca de informações.

A resposta da plateia foi intensa, e muito disso eu credito ao nível da organização da palestra, conduzida por Siomara Martins e sua equipe do RH da Comigo. Condições ideiais para o trabalho, seriedade, cuidado e compromisso foram as marcas principais desse momento. Além disso tudo ainda tive o apoio generoso e competente de João Ferreira, sócio-diretor da SIA Consultoria, que me conduziu ao local da palestra, me ciceroneou por todo o evento, me apresentou o local e tirou fotos ainda durante a palestra. Muito mais que apoio, foi quase patrocínio.

E como se tudo isso fosse pouco, ainda tive a grata satisfação da resposta das pessoas que foram informadas da palestra pelo Facebook e por email. Muita gente comentando sobre o tema, a importância e necessidade do mesmo e somando a tudo isso ainda ganhei um presente. Um email do psicólogo, meu amigo e cliente Fabrício Maurício de Oliveira (na foto ao lado, que escreve no http://batalhainterior.blogspot.com.br/), Gestor de Pessoas da Goiasa Alcool e Açúcar, com um texto de bela sabedoria e precisa escolha de palavras. Pedi e ele me autorizou, e coroando um mês em que o tema “Mulheres” foi tão presente em minha carreira, segue abaixo o belo texto do cidadão de bem, Fabrício Maurício de Oliveira.

Mulheres, olha o que vocês provocam.

QUE ASSIM SEJAM SEUS DIAS MULHERES

Nos idos do século XIX em 08 de março de 1858, caminhavam em uma floresta de uma cidade norte americana o Mestre e sua Jovem Aprendiz.

– Porquê a Mulher tem o seu dia especial e o homem não Mestre? Perguntou a jovem ao sábio, intrigada com aquele 8 de março.

– A Mulher é a Mãe deste Mundo que parece estar órfão de tantos valores minha Jovem.

– Se somos Mãe, os homens são Pais, qual é o dia do homem? Insistiu a Jovem, não concordando com sua “condição especial”.

– Até então Minha Aprendiz, o Homem por sua força física impôs ao mundo que todos os dias são só seus. Foi a percepção da delicadeza que a humanidade precisava para ser menos dura, que contribuiu para este primeiro passo. Hoje Vocês tem um dia, amanhã dois e em breve todos os dias serão de todos.

Ela percebendo que sua condição não era tão especial como imaginava se decepcionou e retrucou:

– Ora, assim sendo não quero mais esperar, quero agora o que é meu por direito!

– Querida, pensando assim será como os homens. O mundo precisa desta poesia que falta nos dias atuais de tanta objetividade e pressa.

– Porque precisamos esperar tanto?

– É a calma e tranquilidade de Vocês Mulheres que equilibra as tantas exigências por horas e datas que imperam nos tempos modernos. Seu valor está especialmente na paciência e resiliência nesta Terra de tudo prá ontem.

– Mas foi exatamente a quebra desta paciência bovina que carregamos até o presente momento da humanidade, no mesmo dia do ano passado (08 de março de 1857), quando nos rebelamos buscando igualdade e melhores condições de vida, que fez instituir este nosso dia. Foi exatamente isto que nos fez sermos vistas e tratadas como especiais e portanto iguais. Homens e Mulheres, cada qual com suas características, virtudes, potencialidades, bem distintas, mas não melhores e piores, iguais!

Nesta hora o Mestre aprendeu com sua Aprendiz e só então pode assimilar honestamente em seu interior masculino o valor feminino. Deste dia em diante, definitivamente, sem mais esperas e delongas, a posição da mulher mudou drasticamente e Homens e Mulheres passaram a ser exatamente iguais e a ter o mesmo respeito do Universo!

…Que assim seja!…

Mulheres, nosso mercado agradece sua presença.

Para quem acredita, eis o nome do ano novo: Dois Mil e OUSE!

Divisão S.O.M.B.R.A. – a primeira missão.

Iniciei minhas atividades de treinamento outdoor com a parceria entre IDEA (www.ideiadiferente.com) e AGREGAR (www.agregarrh.com.br) perto de seis ou sete anos atrás. Parceria essa que encorpou ainda mais com a Casa de Walker (www.casadowalker.com.br). Achei sensacional, a experiência de estar em ambiente natural, vivenciando desafios e acompanhando grupos que seriam levados ao seu limite, proporcionando às pessoas experiências únicas e inesquecíveis. Foram inúmeras equipes nessa atividade, momentos marcantes que tive e que me deixavam cada vez mais empolgado com a ferramenta (treinamento outdoor) e com a situação de estar no meio do mato em atividades tão diferentes do meu cotidiano. Na foto um momento do treinamento realizado com os profissionais do Sicoob Engecred, momento inesquecível, a propósito.

Sim, é isso mesmo. Porque sempre fui muito urbano, apreciador do conforto da civilização e das facilidades da tecnologia. Porém o treinamento outdoor já iniciou um movimento de transformação bem sugestivo. Ao invés de realizar treinamentos e palestras em salas com ar condicionado e pessoas cheirosas e sentadinhas, experimentar realizar a mesma atividade de treinamento e capacitação profissional em meio a mato, cachoeiras, rios e corredeiras. Foi uma descoberta.

Mas em pouco tempo comecei a achar que o treinamento outdoor estava atendendo somente às minhas necessidades profissionais, quanto às pessoais algo já começava a faltar. Isso porque no treinamento outdoor eu controlo as variáveis o máximo possível, sei do caminho, programo tudo que vai acontecer e o desafio fica reservado aos demais participantes. Comecei a ler, pesquisar e tentar descobrir o que fazer para atingir esse próximo grau de satisfação que a experiência em ambiente natural vinha me proporcionando.

Foi justamente nesse momento de inquietação que em uma conversa despretensiosa com meu cunhado, Luiz Botosso Júnior, uma ideia surgiu. Ele foi militar, sempre foi escoteiro, então tem experiência e vivência em atividades na natureza. Ele mal sabia o que eu vinha pensando e buscando, porque sempre havia me visto como o urbanoide esparramado na rede ou entalado nos teclados de computador do meu cotidiano. Pois nessa prosa algo começou a se desenhar.

Alguns dias depois ele me manda um e-mail anunciando o que viria pela frente. O que queríamos fazer se chamava “bushcraft” e poderia ser traduzido de forma muito direta e rudimentar como “artes do mato” ou ainda “artes mateiras”. Envolve uma gama de atividades e técnicas e capacidades de sobrevivência, adaptação e ação sobre o meio ambiente, sobre o ambiente natural. Tudo baseado em técnicas que já fizeram parte do cotidiano normal das pessoas, mas que vem sendo gradativamente deixado de lado com o avanço da tecnologia e da aceleração de nossas vidas.

Nos últimos tempos a Tv vem proporcionando algum contato com esse tipo de situação em programas como “À prova de tudo” e “Survivorman” que são transmitidos na Tv a cabo.

Pois foi ali que eu entendi: sim, é isso que eu quero.

Foram alguns meses de preparação, porque nesse meio tempo eu morri e voltei, precisei ficar de molho alguns meses para me recuperar adequadamente e para voltar a realizar atividades físicas mais intensas. E nesse tempo muita discussão, pesquisa e preparo.

Em nossas prosas agora bem animadas, eu e Júnior fomos criando um conceito. Pois a coisa se mostrava como uma grande aventura realmente, e pela clareza que tenho de que não envelhecemos nunca, mas simplesmente mudamos os brinquedos, montamos um grupo e definimos esse conceito.

Criamos a Divisão S.O.M.B.R.A. (Sobrevivência, Objetivos Mateiros, Busca de Recursos & Adestramento), com regras, normas, slogan e convite oficial aos escolhidos.

Aos olhos não treinados, não existimos.

Nossos propósitos são simples e objetivos. Nossas missões são inúmeras.

Não nos verão chegar, não perceberão quando sairmos.

Somos poucos, não chamamos atenção.

Marchamos em silêncio, não deixamos rastros ou marcas.

As matas são nosso local, os desafios e aventuras nossa razão de existir.

Nós existimos sob o sol, na noite nos misturamos.

Nós somos a Divisão S.O.M.B.R.A. (Sobrevivência, Objetivos Mateiros, Busca de Recursos & Adestramento).

Era chegada a hora de organizar nossa primeira expedição. Por motivos vários, os outros convidados a integrar a S.O.M.B.R.A. não poderiam nos acompanhar na primeira expedição, e então seríamos apenas eu e Júnior, doravante chamados Inimigo e Coyote, nossas alcunhas de selva.

Definimos que iríamos realizar nossa primeira expedição no dia 19 de novembro. Além dessa novidade eu atravessava uma mudança de endereço, com caixas de papelão, coisas quebradas e stress associados. Não seria fácil, mas assim se começa uma aventura. De agora em diante a narrativa já não será mais feita por mim, Eduardo Mesquita, mas sim pelo Guerreiro S.O.M.B.R.A., O Inimigo.

A jornada se iniciaria após o almoço de sábado. Na noite anterior preparei meu equipo. Esparramados sobre o sofá de casa, e grande parte do chão da sala, vislumbrei tudo que havia juntado até aquele momento para me preparar para a missão. Naturalmente muita coisa ali seria desnecessária, mas o processo de montagem do equipo demorou semanas, então ninguém poderia me culpar pelo exagero. Claro que a caixa de pé de moleque teria que ser deixada de lado.

Enquanto separava todo o material em kits (sobrevivência, primeiros socorros, fogo, alimentação) e acondicionava em embalagens plásticas e impermeáveis, percebi que realmente na noite seguinte eu estaria dormindo no meio do mato. Mesmo sendo essa uma missão da Divisão S.O.M.B.R.A. de nível 01 (o nível introdutório, sendo que no nível 05 são vários dias e pouquíssimos recursos. Mas isso é assunto para os DO-I – documentos internos), eu estava ciente da única regra absoluta em todos os níveis de missão: proibido o uso de barracas. Sim, iríamos dormir em redes, no meio do mato. Confesso que tremi nessa hora. A ideia de estar em uma rede exposto a qualquer situação e risco de uma mata era tudo que eu havia procurado, e tudo que agora me deixava com as pernas num momento de menor firmeza. Bambas, para ser sincero.

Respirei fundo e continuei a arrumar meu equipo. Não havia tempo para vacilações, e sendo um S.O.M.B.R.A. eu estaria pronto quando chegasse a hora. Material organizado, tudo pronto para sair, fui dormir. Precisava estar descansado para o dia seguinte.

A manhã correu entre compromissos e preparativos, e quando chegou a hora de sairmos em missão, me aprontei e percebi que se havia alguma imagem ideal de um sujeito pronto para – quase – tudo, ali estava a imagem no espelho na minha frente. Eu estava preparado para uma guerra. E a guerra se travaria entre meus limites e minha curiosidade.

Coyote havia sugerido dois lugares para nossa primeira missão, e lamentavelmente a primeira opção ficou inviabilizada pela irresponsabilidade de uma empresa e pela inoperância governamental. Um curtume jogando dejetos em um rio, poluindo todo um bioma, e nenhuma entidade de fiscalização fazendo o que deveria. Teríamos que ir para nossa segunda opção, um pouco mais longe. Paramos perto do Rio Anicunzinho (também curiosamente chamado Anicuns Grande) e nos metemos no mato, em busca do local para montar nosso acampamento. E essa primeira incursão já foi uma prova de fogo. Mato fechado, espinhos, mochila prendendo em ramos, facão na mão e o sangue já escorria no meu antebraço. Um corte longo e eu já dava o sangue pela missão. O primeiro ferimento de batalha, afinal de contas não quero morrer sem nenhuma cicatriz (palavras de Tyler Durden).

Achamos um caminho melhor e lá fomos nós. O sol inclemente deveria ter cobrado um preço mais alto das minhas escolhas, porque Coyote tem seu equipamento praticamente todo militar, verde. O meu equipo é todo preto. Charmoso, admito, mas debaixo do sol poderia ter virado uma armadilha. Aguentei bem. Caminhamos muito e achamos um local para nosso acampamento base, algo perto de 600 a 800 metros para dentro da mata, saindo da estrada. Realmente não era muito longe, ainda ouvíamos os caminhões na estrada, mas era suficiente para uma primeira incursão.

Montamos nosso bivaque, instalamos nossas redes, penduramos nossas mochilas e eu já começava a ter minhas lições mateiras, aprendendo alguns truques simples e eficazes, aprendendo alguns nós que me ajudariam muito e logo saímos para catar lenha para o fogo que precisaríamos. Foi mais fácil do que pensei, mesmo tendo um longo embate com um toco mais robusto, que exigiu muito do meu velho facão. Logo o fogo estava aceso e começávamos a preparar nossa janta.

Fiz o meu espeto enquanto Coyote conduzia um arroz na fogueira. Comemos um digno e surpreendentemente delicioso arroz com linguiças assadas no espeto. Uma refeição de um general, e descobri refastelado que come-se bem no mato.

Logo após descobrimos um ponto no rio, logo abaixo nosso acampamento, que nos serviria para pesca. Eu não entendo nada de pesca – assim como outras coisas – mas Coyote havia levando uma pequena varinha de pesca e ali ficamos por algum bom tempo, curtindo o visual e escutando o barulho delicioso do rio correndo entre as pedras. Até ali eu já tinha tido muito para estar satisfeito, mas mal sabia eu que nada havia acontecido ainda.

A noite cai rápido no mato. O barulho no céu anuncia chuva, e ficamos no acampamento saboreando uma deliciosa cachacinha e batendo um papo bom. Quando então um momento mágico, que somente no meio do mato pode-se apreciar. Uma nuvem de vagalumes, com suas luzinhas verdes, surge sobre nosso acampamento. Me senti bem vindo a Pandora naquele momento, tudo lindo, a fogueira, os vagalumes, o cheiro de chuva e a noite se revelava mágica em leds verdes.

Fomos pescar, degustar um charuto (quisera fosse um bom charuto, mas o Titã seria suficiente para uma noite) e mais alguns goles de genuína e generosa cachaça. Coyote volta ao acampamento para buscar iscas e vive mais um momento inesquecível da jornada: dá de cara  com uma capivara com grandes olhos assustados, embaixo da sua rede. Ele havia ouvido o tropel de algumas antes, mas não havia visto, mas ao chegar ao acampamento, lá estava uma delas, debaixo da rede, olhando para ele. Duas criaturas assustadas na noite. Um encontro.

Não pescamos nada, mas a prosa se estendeu por horas na beira do rio. Já viveu isso, pequeno gafanhoto? Uma prosa boa, cachaça honesta, charutos e o rugido do rio aos seus pés? Não? Não sabes o que estás perdendo.

Voltamos ao acampamento base para tentar encontrar um local de águas mais tranquilas para tentar a sorte com os anzóis. Um barranco perto da base mostrou-se ideal. E naquela noite tranquila, Coyote falava e contava histórias e eu já começava a ressonar, sonhando até, me preocupando em não dormir e desabar daquele barranco. Encerramos a pesca e resolvemos ir dormir, e quando comecei a arrumar minha rede ouvimos um arrastar forte nas folhas ao nosso redor.

Ligamos as lanternas, meu coração ultrapassou as escalas de velocidade e força. Ficou ainda mais forte e rápido quando percebemos que o que quer que fosse, não havia se afastado quando ligamos nossas lanternas. Fosse o que fosse era muito corajoso, violento ou sem noção. O bicho não havia se assustado, eu estava assustado para mais um ano de pavor. O barulho aumentava, o bicho vinha em nossa direção. Foram segundos – sim, segundos – de intensa expectativa e o barulho aumentava e se aproximava. Eu mal respirava nessa hora e só conseguia pensar em meus alunos, clientes e colegas de banda que eu jamais veria novamente (hehehe). O barulho aumentava e finalmente vislumbrei aquele par de olhos flamejantes e aquela expressão de fúria. Sua cabeça era do tamanho de um frigobar e seu corpo do tamanho de um Fiat 147, escamas do tamanho de bandejas e ali estava ele olhando em meus olhos: o poderoso Tatu Dragão!!

Tá, tudo bem, não era assim tão grande, mas lembre-se do medo que eu estava passando. Era um tatu bem grandinho, um tatuzão mesmo. Do tamanho de um cachorro grande, tipo um enorme Shitzu bravo. Olha, pode parecer exagero, mas aquela hora da noite, quase madrugada, no meio do mato, naquela barulheira toda, ele podia pesar meio quilo que para mim ainda ia parecer o temível e assombroso Tatu Dragão!!!

Entramos em frenética perseguição, mas era uma espécie de Tatu Vietcongue, profundo conhecedor do terreno e dos intestinos do terreno. O bicho desapareceu completamente.

Como dormir depois desse susto? Muito fácil, só estar detonado de cansado como eu estava. Vesti minha balaclava – para não entrar inseto na boca ou na orelha – e dormi o sono dos justos e inocentes. Aquela rede era uma cama do Blue Tree naquele momento, acreditem.

Acordei bem cedo, o dia começava a romper, a rede começava a esfriar e eu vi o dia clarear de forma magnífica. Um café da manhã digna de nobres, com café de fogueira (feito com água de vagalumes), pão, castanhas variadas e smoked water (água enfumaçada, no nosso dialeto, um gosto de fumaça de lascar).

Saímos para explorar o local, e eu tinha uma missão: encontrar o meu cajado para trilhas. Entramos na mata e descobrimos encantados uma enorme família de macacos nas árvores, eles assustados, nós de queixo caído. Uma, duas, centenas e milhares de árvores gigantescas, a umidade elevadíssima, a mata fechada e nessa parte da jornada descobrimos locais sensacionais para uma segunda missão. Para novas bases, e nesse momento nosso “apartamento” ficou sem graça, porque vimos locais muito mais legais para montar nosso acampamento base, locais ótimos para pescar e locais para ficar de bobeira.

Voltamos para a base, pegamos a vara de pesca e iscas e tiramos algumas boas horas pescando na curva do rio, numa pedra especialmente desenhada para nosso conforto. Ali estavam os SOMBRAS e a água fresca, curtindo o ventinho do meio dia. Retornamos à base, fizemos nosso almoço com um arroz e linguiças defumadas e nos preparamos para retornar para a civilização.

Desmontamos tudo, montamos nossas mochilas, apagamos cuidadosamente a fogueira (acabando com qualquer possibilidade de brasa, fagulha ou faísca), apagamos todos os nossos traços e nos dirigimos ao nosso carro. A volta foi recheada de comentários, risadas e novos planos.

Para completar o fim de semana inesquecível, ao chegar em casa pude curtir um maravilhoso momento na piscina com meus tubarões e Minha Delícia. Logo depois as devidas arrumações do equipo e o início da parte mais chata e desagradável da missão: catar os carrapatos no corpo. Eu achei oito em mim, Coyote descobriu 27 nele.

A primeira missão da Divisão S.O.M.B.R.A. foi sensacional. Infelizmente não consegui cumprir a minha missão de encontrar meu cajado para trilha, mas graças a uma dica do Coyote, penso que isso esteja perto de ser resolvido. O BOPE diz que “missão dada é missão cumprida”, nós também acreditamos nisso, mas em algumas situações, nossas missões não são cumpridas, mas são compridas.

Essa foi só a primeira, muitas ainda virão. D2, Dente de Sabre e Claudinho se preparem, nós existimos sob o sol, na noite nos misturamos.

Sou Sombra.

Selva!

E a Campanha “Parem de replicar besteiras na inFernet” continua!

Sim, é isso mesmo! A campanha “Parem de replicar besteiras na InFernet” continua, isso porque as oportunidades das pessoas serem enganadas na web são infinitas, e a maioria dessas situações se baseiam na ingenuidade das pessoas. Não são pessoas ruins, as que replicam as mentiras e asneiras, mas são ingênuas ou feitas de tolas.

Hoje pela manhã recebi uma mensagem que me mostrou a seriedade de se continuar a campanha. Trata-se da velha mensagem da Ericsson distribuindo aparelhos, mas agora versão 2.0. Se antes a mensagem dizia que a Ericsson distribuía aparelhos celulares, agora a mensagem apela para algum senso de retribuição (que confesso não saber que diabos é isso. Retribuição por esforço é salário. Ou não?) e alega distribuir “ferramentas”, que hoje em dia são os notebooks. Veja a mensagem que recebi logo abaixo.

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PREZADOS AMIGOS :

Para todos nós que trabalhamos na área, esta é uma oportunidade de
recebermos uma ferramenta básica ao sucesso de nossas atividades
diárias.

Vamos divulgar, pois, para receber a contrapartida de nosso esforço
comum..

Assunto: DISTRIBUIÇÃO DE NOTEBOOK

A empresa Ericsson está distribuindo gratuitamente ‘lap tops’ com o
objetivo de se equilibrar com a Nokia, que está fazendo o mesmo. A
Ericsson deseja assim aumentar sua popularidade. Por esse motivo, está
distribuindo gratuitamente o novo Lap Top WAP.
Tudo o que é preciso fazer é enviar uma cópia deste e-mail para 8
(oito)
conhecidos.

Dentro de 2 (duas) semanas você receberá um Ericsson T18.
Se a mensagem for enviada para 20 (vinte) ou mais pessoas, você poderá
receber um Ericsson R320…
Importante!!!
É preciso enviar uma cópia do e-mail para Anna.swelung@ericsson.com

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Reparem que a mentira foi atualizada de qualquer jeito, e até hoje falam em “tecnologia WAP” que já era velha em celulares quando essa mensagem surgiu na rede. Wap em laptops em 2011 é algo interessante, mas posso ser desinformado já que tecnologia não é minha área. A propósito, de que área a mensagem fala logo no início, porque é extremamente vago “todos nós que trabalhamos na área”. Considerando principalmente que um notebook seria sensacional ferramenta para um consultor, um verdureiro, um traficante ou um político; dada a abrangência de utilidades possíveis.

A mensagem ainda se vale do nome da famosíssima desconhecida inexistente Anna Swelung, porque nem na época original da mensagem a Ericsson identificou essa moça. Respondi com a mensagem abaixo.

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Esse e-mail de distribuição de “notbooks” (nem escrevem direito a mentira!) é um Hoax.

Hoaxes são mentiras que correm na inFernet com propósitos calhordas e criminosos.

Você, que reenviou essa porcaria para um monte de seus contatos, não é um calhorda. É só um inocente útil. Apostando na sua cobiça, boa fé ou inocência, bandidos divulgam essas mentiras pela web para roubar endereços de e-mail válidos, coisa que a mensagem proporciona aos montes. Veja abaixo a quantidade gigantesca de informação dada de graça por gente como você.

Olhem a quantidade de pessoas que passaram a ter suas caixas eletrônicas acessíveis a quem vai abrir contas em sites pornôs ou de remédios piratas, enviar vírus (para depois serem rastreados e processados) e ter sua caixa entupida de porcarias por gente que não tem escrúpulos em fazer isso. Todas essas caixas generosamente oferecidas aos criminosos por gente como você.

Então você acredita que uma empresa possa fazer uma campanha de DAR equipamentos gratuitos? Leia isso em voz alta e veja o tamanho da bobagem “Empresa fica rica DANDO equipamentos gratuitos”. Leu?

Uma empresa dando produtos? Sem falência?

“Mas poderia ser uma grande sacada de marketing!”. E a empresa teria essa ideia genial e não ia gritar isso em seu site?

Então você acredita que a Ericsson fabrica notebooks? Já viu algum?

E a Nokia, qual notebook da Nokia você já viu no mundo?

E como você ia receber um notebook (assim que se escreve) em sua casa SE VOCÊ NÃO DIVULGOU SEU ENDEREÇO?? Chegou a pensar nisso?

Em mais de dez anos de consultoria, seja treinando profissionais, seja prestando serviços de orientação estratégica, seja fazendo campanhas de desenvolvimento, treinamentos outdoor ou mesmo em sessões individuais de coaching, jamais presenciei uma organização desenvolver-se com iniciativas suicidas. O mesmo vale para os profissionais.

Coloque no Google “Notebook Ericsson” e você vai ver uma lista de links desmentindo a mentira que você propagou de forma generosa.

Quer acesso ainda mais rápido? Confira essa lista abaixo de links que desmentem essa mentira, que já corre na rede desde 2000. Começou como distribuição de celulares e em 2007 surgiu com essa versão de doação de notebooks.

http://www.quatrocantos.com/lendas/23_ericsson_nokia.htm

http://fraudesdainternet.blogspot.com/2010/03/fraude-distribuicao-de-notebook.html

http://www.ericsson.com/br/faq – Questão número 05 – o site oficial da Ericsson, note bem!

http://www.e-farsas.com/corrente_ericsson.htm

Qual o problema de divulgar os e-mails dos seus contatos? Confere uma reportagem que saiu em um jornal Português sobre essas mentiras idiotas que correm na rede e que existem para proporcionar dinheiro, acesso e informação aos bandidos virtuais que cercam a web aos montes – a matéria está no www.ideiadiferente.com na Campanha “Parem de replicar besteiras na InFernet”– e que muitas vezes buscam sua aparente generosidade. São os casos das mensagens que falam de doação de dinheiro para quem replicar mensagens de crianças doentes ou fotos de crianças desaparecidas que já existem na rede a décadas.

Parem de replicar besteiras na inFernet sem checar a informação antes.

Sabe o que é pior? Muitos nesse monte de e-mails abaixo usaram seus e-mails profissionais, corporativos, expondo o nome de suas empresas nesse monte de bobagens. Usando espaço dos servidores e tempo útil produtivo para replicar algo que só serve para propósitos maliciosos e canalhas. O que seus clientes, parceiros e fornecedores vão pensar ao ver seu nome associado a uma mentira já tão antiga e ridícula como o conto do “Achadinho”? Qual a imagem que você passa ao mercado ao usar o nome da sua empresa e seu nome profissional com esse tipo de mensagem que reflete ganância, esperteza e cobiça?

Antes de sair replicando mensagens baseadas em ganância ou tolice, cheque as fontes, use o Google (é tão simples! Demora menos que mandar a mensagem para seus contatos) e evite associar seu nome à mentiras e patifarias. Seu nome é seu ativo mais valioso, cuide bem dele, seja no mundo real ou no virtual.

O mercado já é suficientemente complicado, competitivo e cruel sem que a gente crie outros fatores para nos atrapalhar. Na próxima vez que sentir essa grande vontade de clicar em “Encaminhar”, pense o que seus contatos pensariam ao ver você em uma fila de degustação de supermercado querendo comer algo oferecido, mas não para provar e apreciar, e sim querendo comer simplesmente porque é “di grátis”. Essa deve ser uma preocupação profissional constante.

Sucesso!

Há braços!

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Sabe o que mais me chamou a atenção? Alguns dos que enviaram a mensagem tentaram ser mais espertos que os outros, e ao invés de mandar para 20 pessoas, mandaram para centenas de pessoas. E alguns ainda mais malandros mandaram para si mesmo, tentando burlar a pobre esforçada Anna Swelung que teria que monitorar milhões de mensagens enviadas pelo mundo inteiro.

Não se questionaram sobre o modo de rastreamento, não se questionaram sobre as fábricas associadas, não se questionaram pela tolice da mensagem, não se questionaram sequer pela atitude extravagante das tais organizações. Sabe porque? Por achar que reenviar mensagens assim não atrapalha ninguém ou não cria problemas para ninguém. E sabe como podemos comprovar isso? Ninguém enviou a mensagem com CCO. O que seria um mínimo cuidado com seus contatos.

Enfim…

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Há  braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

twitter – @eduardoinimigo

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