Parceria – vivida na prática.

20 de janeiro de 2010

logo_siaIDEA_logomarcaVivemos uma época de muitos conceitos. Palavras fortes e chavões que carregam muita informação, mas também muito da banalidade tão natural aos clichês.

Por isso sempre é uma ocasião muito especial quando podemos vivenciar um desses conceitos de forma prática e efetiva, sem sofisticações desnecessárias que apenas servem para nublar a percepção. Falo de experimentar na realidade algo que sempre ouvimos, vemos, falamos, mas que corre o risco de se tornar um conceito vago, teórico e empulhado feito para embromar.

Estou falando de “PARCERIA”. Um termo muito na moda, mas que nem sempre é tratado com a autenticidade e respeito que merece. Vemos por aí parcerias em que o interesse predomina, em que os olhares são falsos, as palavras não se sustentam e as intenções nunca são expressas. Vemos parcerias em que a exploração é o tema central e que cada um envolvido ainda se pega na prática da velha e desossada “Lei de Gérson” (maldita hora que ele aceitou fazer esse comercial de cigarro em 1974).

Sia IDEAA IDEA tem uma parceria com a SIA Consultoria (www.sia.net.br) há quase um ano. E nesse período muitas constatações foram alcançadas, brigas foram travadas, dúvidas foram sanadas e tudo isso nos preparou para esse momento vivido agora no início de 2010. Sim, porque parcerias – assim como bons vinhos – precisam de tempo para maturar, aprimorar suas qualidades e minorar suas pequenas falhas. Nesse tempo de convivência e de muito trabalho a IDEA se tornou a parceira estratégica para a gestão da SIA, iniciando sua participação nas atividades de RH até se envolver gradativamente com a gestão da organização de forma mais ampla e envolvente.

E agora isso tudo foi coroado com o Seminário SIA – I Workshop Armazenagem realizado em Rio Verde, no dia 08 de janeiro no Hotel Gelps. Além de ter participado com a realização de uma palestra, pude estar junto com a equipe SIA durante todo o tempo do evento, acompanhando as decisões, aprendendo com suas iniciativas ousadas e vendo que a postura da SIA realmente é agressiva, pró-ativa e sincera quando se refere aos parceiros. Isso porque além da IDEA, também a TRON pôde participar do evento, apresentando suas soluções contábeis, realizando sorteios e oferecendo orientações para todos os interessados presentes no evento.

Foi uma aula prática de como se viver esse conceito – parceria – e com certeza é algo que fez da IDEA uma empresa melhor.

 Sia Idea 6

Nós, da IDEA, temos muito orgulho de poder ser parceiros de uma organização tão arrojada, jovem e vibrante como a SIA. Que muitos anos e eventos ainda venham! O futuro se revela bastante interessante!

 

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

Fim de ano é uma época de muita emoção…

22 de dezembro de 2009

Natal IDEA

30 de novembro de 2009

Velhos temposTá vendo essa foto aí? 20 anos atrás, quatro amigos, quatro irmãos. Sim, porque um deles está tirando a foto, mas quem estava lá sabe como foi. O cabeçudo de óculos sou eu, o segundo da foto – que está no meio – é o José Luiz e o jovem cabeludo é o Alessandro. Quem está tirando a foto é o Allan.

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Eduardo, José Luiz, Allan e Alessandro, ou Caveira, Negão, Calango e Banha, como nos chamávamos ao longo do fim da infância e adolescência. Crescemos juntos na Rua 3 da Vila Bandeirantes. Nos conhecemos moleques, guris e crescemos juntos. Crescemos. Deixamos de ser moleques, nos formamos, tomamos algumas surras, destruímos alguns carros, tivemos nossa cota de empregos, cicatrizes, amores, dores, saudades. E de todos nós quatro, o Alessandro, a vítima favorita das piadas internas do bando, por ser o mais novo (eu assim pensava) era o mais tranquilo, o menos criador de confusão.

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Mas olha como tempo faz o enredo mudar. Alessandro, o Banha, foi o que enfrentou a missão mais díficil, a tarefa mais dolorosa, e enfrentou com o sorriso aberto e a cabeça sempre erguida.

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12 anos atrás o Banha foi diagnosticado com arterioesclerose múltipla. Uma doença degenerativa, silenciosa, dolorosa, martirizante e canalha. Ao Banha foi dado dois anos de vida. E aí eu comecei a entender porque ele era o mais sereno, o mais tranquilo, o “búfalo” como eu disse algumas vezes. Ele era assim por ser teimoso. E teimoso como era ele não aceitou o prazo de dois anos e brigou com a doença por 12 anos, mas ontem ele não resistiu mais. Nosso irmãozinho morreu.

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E por 12 anos lutando contra essa doença miserável, Alessandro nunca reclamou. Nunca maldisse a sorte ou o destino ou deus ou quem quer que fosse. Nunca perdeu seu bom humor sacana. Nunca perdeu uma chance de curtir com a cara dos outros, principalmente aqueles que viam nele antes a doença que o homem.

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HOMEM. Ao longo desses 35 anos de convivência foi isso que ele se tornou, e nos ensinou, nos deu exemplo. Eu nunca conversei com o Banha sobre a doença. Nunca foi tema das nossas conversas, e reconheço, cada vez mais esporádicas conversas. Conversávamos sobre rock, sobre futebol (ele torcia para o infeliz time do Goiás, eu sou vilanovense), sobre nossas lembranças da adolescência, sobre histórias em quadrinhos, mulheres, qualquer coisa, menos a doença. Ela nunca esteve presente.

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E ontem eu estava organizando a festa de aniversário dos meus tubarões, quando minha irmã me liga pra dar a notícia: Banha finalmente pôde descansar. Todo mundo sabia que isso ia acontecer cedo ou tarde. Eu já me imaginava preparado. Eu não pensava que isso fosse ilusão. Mas eu não achei que fosse doer tanto, mas está doendo muito. Perdi meu irmão caçula. Meu irmãozinho morreu.

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E ontem, velando seu corpo vestido com a horrível camisa verde do Goiás, só um pensamento me consolava; que minha finada e mui saudosa mãe – vilanovense como eu – ia dar uns cascudos nele quando se encontrassem do outro lado: “Isso é camisa de vestir pra vir pra cá, moleque??”

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Não pode ser justo. A gente ainda é muito novo pra enterrar os nossos.

 

 

 

 

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Fórum Mundial de Educação – lá vou eu!

23 de novembro de 2009

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Amanhã, dia 24 de novembro de 2009, estarei em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, participando do Fórum Mundial de Educação. Às 14 horas vou palestrar sobre “Solução de problemas em projetos objetivos e práticos” para apresentar o conceito de PBL – Problem-based learning (Aprendizagem Baseada em Problemas). Um conceito com mais de 40 anos de idade obviamente não vai ser lançada por mim, mas apenas provocada, já que na grande maioria das nossas entidades educacionais ainda persiste o método de ensino em que o professor sabe tudo e derrama generosamente seu conhecimento nas mentes puras dos alunos. No PBL isso não acontece, a ideia é apresentar um problema antes de apresentar a teoria, e com base nisso trabalhando em grupos os alunos vão agregando conhecimento próprio com conhecimento orientado pelo professor – que nesses casos atua como tutor – para buscar as melhores soluções para os problemas.

 

AEAD com o Eduardo

Travei contato com essa metodologia com um sujeito do Rio Grande do Sul, o generoso e dedicado Bruno Marques da Rocha Perin. Fui até Santa Maria fazer uma palestra para o pessoal do AEAD (na foto ao meu redor, esse monte de gente bonita e trabalhante) e ele viu que tínhamos ideias comuns entre nós e incomuns frente ao mundo, com base nisso me apresentou um trabalho que vinha desenvolvendo com os professores Guerino Torin e Dra. Lucia Madruga, o “Projeto Além do Limite”. E nessas prosas internéticas, facilitadas pela conectividade da web, ele me apresentou e me educou sobre o conceito do PBL. E eu fiquei empolgado!

Na minha turma de Planejamento Estratégico, na UniAnhanguera, eu venho aplicando o conceito do PBL de forma mista, tentando lentamente fazer com que o currículo tradicional da matéria se dobre a atualidade e agressividade do PBL e do mercado. Para tanto venho contando com o apoio da coordenadora Professora Vânia Dourado e da diretora Professora Flávia Maciel, que também são um tanto rebeldes e revolucionárias, e que sabem da urgência que temos de preparar melhores profissionais para o mercado. Esse é nosso desafio cotidiano e nosso barato de sempre.

Pois então, com esse tanto de gente boa participando da história e povoando meus pensamentos, amanhã estarei contando minhas experiências e também discutindo o conceito com um monte de gente boa do mundo inteiro. Mais uma oportunidade para crescer, aprender e evoluir.

Nos falamos depois!

 

Há braços!

 

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

@eduardoinimigo – twitter

 

O Fórum Mundial de Educação (FME) é um movimento pela cidadania e pelo direito universal à educação. Em novembro de 2009, o FME terá pela primeira vez uma versão dedicada à educação profissional e tecnológica. O Brasil será sede do evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, capital federal do Brasil.

Estudantes, professores, pesquisadores, trabalhadores, governos, sindicatos, associações e pessoas da sociedade civil organizada de todo o mundo integram o público do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT). A expectativa é que 15 mil pessoas circulem pelo evento. A programação será dividida em três eixos temáticos. O primeiro trata de educação, trabalho e desenvolvimento sustentável; o segundo é sobre educação, culturas e integração e o terceiro discutirá educação, ética, inclusão e diversidade.

 

Programação completa

http://sitefmept.mec.gov.br/images/stories/pdf/jornal_portugues.pdf

 

Apresentação

http://sitefmept.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=145&Itemid=97&lang=br

 

Atividades autogestionadas

http://sitefmept.mec.gov.br/images/stories/pdf/deflistaautogestionadas1.pdf

Olha o sorriso desse povo!

17 de novembro de 2009

Tuba e Rock 3 285

E pensar que a palavra “trabalho” vem do latim antigo “tripallium” (ou “tripalium”) que era um instrumento originalmente usado para esfarrapar e desfiar espigas de milho e trigo, que depois passou a ser gentilmente usado para esfarrapar e desfiar pessoas, numa atividade hoje conhecida como tortura. Daí que quem denominou o trabalho realmente não estava se divertindo tanto assim com a atividade, certo?

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Uma pena essa etimologia da palavra. Mas não lamento tanto porque convivo com gente que prova que essa história toda caiu em desuso e foi ridicularizada, cada vez mais em momentos como os vividos no sábado último, dia 14 de novembro. Estive realizando o segundo e terceiro momento de um treinamento com a equipe da SICOOB ENGECRED (Cooperativa de Crédito Mútuo dos Engenheiros e Arquitetos das Micro-regiões de Goiânia – http://www.sicoobengecred.com.br/) em que trabalhamos o tema “Comunicação” de formas novas e pragmáticas. Isso é o melhor, não foi um treinamento solamente teórico, com textos, leituras, sonecas e queixumes. Fizemos um treinamento dinâmico, cheio de participação e envolvimento, mas principalmente usando ferramentas para potencializar os resultados do treinamento.

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Não basta falar que a comunicação é importante e fundamental, precisamos vivenciar isso e para tanto criamos a “Fogueira de ideias”, uma ferramenta virtual que veio sendo colocada em prática nas semanas que antecederam o encontro (e ainda está produzindo calor) em que as pessoas tem a oportunidade de apontar problemas que as incomodam no cotidiano profissional e podem solicitar respostas, sugestões e orientação de quem quer que acreditem possuidores do saber. Todos participam, todos comentam e devagar vamos levantando inúmeras situações problema e criando inúmeras soluções distintas.

Mas o melhor não é isso, confesso. O melhor é ver o sorriso grandão dessa turma quando nos envolvemos nas técnicas de dinâmica usadas no trabalho, com participação total, sem ninguém se ausentar ou “tirar o corpo fora”. Todos vão para a atividade por inteiro, tanto se divertindo quanto buscando soluções objetivas, e o resultado é um ambiente de trabalho dinamizado, com pessoas motivadas, provocadas e cada dia mais capazes. O diamante que se tira dessa situação é a consciência de que a consultoria é apenas uma ferramenta, porque a grande verdade e o grande poder residem na equipe, em cada profissional, em cada sorriso compartilhado, em cada “bom dia” proferido com sinceridade, em cada tentativa honesta de resolver conflitos e sanar relações. Fazer do ambiente de trabalho um ambiente em que os olhares são cúmplices, em que os afagos são generosos, em que as pessoas experimentam a satisfação de estarem rodeadas de cuidado, confiança e companheirismo.

Tuba e Rock 3 300

Mais uma aventura que pude aproveitar e aprender muito. Legal foi ouvir uma participante dizendo “eu achei que você não ia conseguir inventar nada nesse lugar”, pensando que eu me limitaria a uma sala e um datashow. Tivemos um sábado sensacional e a essa turma de profissionais de altíssimo quilate só posso dizer uma palavra simples, mas muito sincera: Obrigado! Estar com vocês é uma satisfação, sempre.

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Há braços!

 

Eduardo Mesquita

@eduardoinimigo – twitter

eduardo@ideiadiferente.com

Sobre piadas, palmadas e reflexões

30 de outubro de 2009

paise filhos

Bom dia!

Recebi o texto abaixo de um aluno da faculdade. Ele vive me mandando coisas legais e curiosas, muitas engraçadas mesmo e algumas gigantescas (mais de 5 megas é maldade com meu servidor). Mas esse texto específico me provocou uma resposta. Depois até me peguei pensando que pode ter sido pela menção aos “psicólogos” no início, mas não sei se foi somente isso; ou se foi também o fato de eu ser nos últimos dois anos o feliz papai de dois guris inteligentes, lindos e carinhosos. Não sei por que, mas quis comentar. Se você quiser ler o texto lá de baixo primeiro, fique à vontade. Eu ri muito, principalmente porque me lembrei de montes de coisas ali que minha saudosa e amada mãe fazia e dizia na minha infância.

copy-pasteMas agora sobre o que quero comentar, é a felicidade de perceber que o mundo mudou. Não são psicólogos e educadores que condenam atitudes que eram normais e aceitáveis antes. Não somos nós, Tabanes (meu aluno que mandou o texto), é o mundo que condena. E não digo que “é o mundo que condena” dizendo que todas as pessoas do mundo acham isso errado, até porque não sou tão ingênuo e bem sei que muita gente concorda com o poder educador da palmada e da surra e do cinto. Quando digo que o mundo condena é porque o mundo de hoje anda tão emborcado para o lado errado que não autoriza esse tipo de atitude com as crianças.

O mundo já é um lugar vil, violento, agressivo, estúpido, não podemos ser assim com nossas crianças. Sei que algumas vezes nossos guris nos levam às bordas da insanidade, e nessas horas eu me lembro da minha mãe me mandando ir buscar a correia de couro para apanhar (viu, além de apanhar eu ainda tinha que buscar o objeto de “disciplina”). Sim, também tenho vontade de dar uns tabefes nos meus tubarõezinhos, mas nessas horas me lembro do que vi no telejornal pela manhã, e no que vi no telejornal na noite anterior, e o que vivo vendo nos telejornais, sites, jornais impressos e conversas de botequim: Sangue, maldade, crueldade, violência, estupidez, banalização da vida e da morte. E aí quando me lembro de tudo isso penso – talvez com algum exagero, mas me permito isso – que não posso ser igual ao resto do mundo. Não posso ser – para meus dois super-heróis de metro e pouco – mais um local onde a violência é a única forma de expressão. Não posso ser mais uma pessoa que perde a cabeça e parte para agressão.

pais e filhoseNão posso porque quero ser para eles exemplo de conversa, inteligência, educação, paciência infinda com quem amo e mais que tudo, quero ser um BOM exemplo.

Toda vez que sinto vontade de agredir meus meninos, me lembro que eles têm dez quilos e eu tenho oitenta. Lembro que eles ainda estão conhecendo o mundo e eu já conheço um monte dele. Lembro ainda que eles não tem noção de perigo ou medo, e eu já tenho tantos medos, já enfrentei tantos perigos (venci alguns, fui devastado por outros). Seria muita covardia da minha parte abusar de tantas vantagens que o tempo me deu para simplesmente “mostrar quem manda”.

Eu tenho outras formas de “mostrar quem manda”, mas principalmente porque não mando. Eu sempre tenho o cuidado de falar – e eles tem um ano e dez meses ainda – pedindo, com um “por favor” bem grande na frase. Se porventura a teimosia típica da pouca idade interfere, eu repito e reforço que “ainda estou pedindo”. Isso me dá margem para mandar, mas sem perder a cabeça. Não posso perder a cabeça.

pais-e-filhos

Parei de xingar no trânsito, controlei meu impulso desenfreado por chocolate, abandonei o prazer adolescente de arrotar, procuro sempre falar baixo e com calma, tudo por causa daquelas duas criaturinhas que me acordam dando tapas descuidados (e algumas vezes dolorosos, eles são fortes os danados!) e me gritando “Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai”.

Não freqüento igreja, não possuo religião, mas peço aos céus, deuses, orixás, qualquer força superior que porventura exista para que eu nunca perca a cabeça e agrida meus guris. Eu amo demais aqueles dois, e não faz sentido bater em quem eu amo tanto. Posso até estar errado e um dia “queimar a língua”, mas torço para que isso não aconteça.

 Quando cientistas dizem que os tapas, chineladas e beliscões não educam, não é por leniência ou por achar que crianças podem tudo (eu não acho isso MESMO!), mas por saber que lá fora eles já vão levar tanta porrada, tanta chute, tanto golpe baixo; não é certo que vejam isso também com as pessoas que mais confiam. Não se trata de liberalidade exagerada, mas se trata antes de não banalizar a porrada. No mundo eles vão ter sua cota de desafios e agressões, comigo eles vão ter apoio, amparo, carinho, beijo, abraço, colo, risada, música, dança, luz e amor. Vão ter disciplina, vão ter bronca, vão ter castigo, vão ter punições e inúmeras vezes vão ver que eu não vim ao mundo para atender aos desejos deles (penso que eles já perceberam isso nessa altura da vida); mas vão ver isso de uma pessoa equilibrada e tranqüila, que tem segurança do que está fazendo e dizendo. Sou feliz em dizer que não estou sozinho nessa, porque minha mulher (Minha Delícia, que também amo até o fim do mundo) também pensa como eu. Somos firmes, muitas vezes somos duros (eu tenho um jeito duro de falar, muitas vezes), bravos, mas não levantamos a mão para os guris. Limite não precisa de pancada.

Fui criança num mundo que era mais gentil, que as portas não precisavam ser tão trancadas, que o homem mais perigoso das ruas era o “homem do saco”, que a vilania mais cruel era da Cuca contra a Narizinho, e num mundo em que as chineladas muitas que levei não eram descargas neuróticas de gente reprimida, mas eram sim ferramentas de controle e educação. Era outro mundo, definitivamente. Quem de nós pode garantir hoje em dia que quando dá um tapa num filho está realmente dando o tapa no filho, e não no Lula, ou no chefe, ou no vizinho que arranhou o carro na garagem, ou nas contas que nunca terminam?? Não bater numa criança não é alimentar um psicopata, mas manter sob controle suas responsabilidades, porque depois de cruzada a linha do primeiro tapa quem sabe aonde essa conversa vai acabar.

pais e filhosAs crianças de hoje são criadas num mundo que as estimula a desafiar e a enfrentar, seja no videogame com tiros e mortes (que eu acho tão divertido, confesso), mas também nas ruas perigosas que elas andam. Se o pai enfia um tabefe numa criatura geneticamente feita para enfrentar, onde essa prosa acaba?? Como diria Gandhi “olho por olho e terminaremos todos cegos”.

A ciência já falou muita merda (me perdoem o termo, mas me permito essa liberdade nessa altura da conversa), mas nesse caso eu prefiro acreditar. Surra não educa, ela ensina a ter medo. Deve ser horrível viver com medo.

Mas o texto abaixo é hilário, ainda assim. Mesmo pensando isso, mesmo tendo vivido aquilo, eu ainda me diverti bastante. E sei que as chineladas que levei não me estragaram em nada nem estragaram o tanto que eu tenho orgulho dos pais que tenho e tive na infância. Se eu conseguir chegar perto do que eles foram, já terei vencido. Mas no mundo de hoje, sem bater nos meus filhos.

Tabanes, continua mandando os textos sempre. Eu lhe agradeço pela lembrança e generosidade. E pelo bom humor, isso é artigo raro hoje em dia. Rir logo cedo é um presente!

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

     

 P.S. - só comentando, as imagens usadas no post são de domínio público. Os gêmeos que aparecem lá em cima não são os meus filhões. Coisas de pai paranóico com o mundo violento, prefiro não postar fotos deles na web.

 paisefilhos

  

Ensinamentos das MÃES DE ANTIGAMENTE: 

 Pra lembrar,  e rir.

Coisas que nossas mães diziam e faziam…

Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionou com a gente e por isso não saímos seqüestrando a namorada, nem matando os outros por ai. E tínhamos respeito pelos nossos pais, coisa que hoje em dia a maioria dos jovens nem sabe o que é isso.

 

Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO…

“ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!”

 

Minha mãe me ensinou a RETIDÃO.

“EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!”

 

Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS..

“SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!”

 

Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA..-.

“PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?”

 

Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO….

“CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!”

Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO..

” FECHA A BOCA E COME!”

 

Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO…

“ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!”

Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA….

“CALMA!… QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ…”

 

Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS….

“OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!”

Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO…

“SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!”
 

Minha Mãe me ensinou MEDICINA…

“PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE.”

 

Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL…

“SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!”

 

Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA…

“VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!”

 

Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES…

“TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?”

 

Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE…

“QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER.”

Minha Mãe me ensinou sobreJUSTIÇA…

“UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!”
 

Minha mãe me ensinou RELIGIÃO…

“MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!”

Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ…

“SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!”

 

Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO.-..

“OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!”

 

Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO..-.

“VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!”

 

Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOGO…

“NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?”

Minha mãe me ensinou a ESCUTAR …

“SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!”

 

Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS..

“SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!…”

 

Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA…

“JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!”

 

Minha mãe me ensinou os NÚMEROS…

“VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!”

 

 

Brigadão Mãe !!!

 

 

É só ligar o TURBO; aí PEGA FORTE!! Schin na área (ou na água!)

19 de outubro de 2009

Ah, os treinamentos vivenciais! Realmente é sempre o melhor dinheiro para se ganhar, não me canso de dizer isso; porque precisamos estudar muito, aí viajamos, passamos um dia andando no meio da mata, atravessando rios, brejos e campos, conhecendo gente boa, rindo bastante e levando boas lembranças para sempre.

Nesse último sábado, dia 17 de outubro, fomos com a turma da Schincariol para a Pousada Lago Verde. O local já era uma história, começamos o trabalho em um salão de festa que poderia comportar – sem exagero – alguns milhares de pessoas. Gigantesco! Para ter uma ideia, o salão tinha três candelabros enormes, e esses candelabros tinham uma luminária central e alguns pingentes ao redor. Para ter uma noção cada pingente desses era quase do meu tamanho. Imagina o candelabro inteiro, imagina a altura disso e imagina o tamanho de um salão que possui três desses!

E lá fomos eu, Walquíria e Kiko, o trio ternura e calafrio, para proporcionar aventura, desafio e provocação para uma turma de altíssima qualidade, vindos de todos os cantos do país, ansiosos por MAIS. Sempre MAIS! Mais uma turma que tivemos o prazer de conhecer e ver que não somos os únicos que vivemos a 250 km/h. Tem mais malucos soltos no mundo.

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E durante todo o dia pudemos vivenciar situações realmente inesquecíveis. E não há exagero quando digo isso porque dessa vez enfrentamos matilhas de cães ferozes e assassinos, 35 divisões de vietcongues armados até os dentes, negociações longas e detalhadas, lama até a cintura e muita, mas muita risada.

Pudemos conhecer personagens inesquecíveis como Renata Rastejante (a finada Renata Pamonha), Hamon Braga da Báhiiiiiiiia (difícil reproduzir aquele sotaque na escrita), Angela “Sandalinha”, Hugo – o homem mais veloz do universo (especialmente quando os cães selvagens estão por perto), o pequenino Cleiton, Clay (o homem mais amado do mundo), Eli “Brincadeira”, Thiago BomBaiano e mais um monte de gente magnífica que nos deu imensa satisfação em estar junto.

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E dessa vez ousamos ainda mais. Reparem na foto maior que os participantes estão fazendo o nosso tradicional passeio com os olhos vendados, mas dessa vez precisaram atravessar um lamaçal, um brejo, um córrego e cegos! Inesquecível!

E ao final, em uma das atividades “tranquilas” do dia, tivemos a demonstração viva de que se o tempo é escasso, se os recursos são poucos, gente que tem determinação faz acontecer. Ao perceber que o tempo se esgotava rapidamente, André (na foto de camiseta azul com listra amarela na lateral) mostrou como é “fazer acontecer”. Tudo bem que alguns ainda trazem na pele e nos ossos lembranças da decisão do André, mas o resultado foi alcançado e isso é o que mede o sucesso profissional.

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Meninada Schin, vocês nos presentearam! E dizer obrigado seria pouco para mostrar a satisfação que ficamos. Viemos no carro comentando cada história e cada momento, cada situação e cada frase marcante, coisas que vão ficar conosco por muito tempo, nos mostrando que mesmo quando existe uma “percepção não boa” a nosso respeito, ainda assim é possível ser campeão.

É só ligar o TURBO; aí PEGA FORTE!!!

Valeu!

 

Há braços!

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

Palestra – Eduardo Mesquita

7 de outubro de 2009

X e Y

A importância de se conhecer o cliente

18 de maio de 2009

Um desapontado vendedor da Coca-Cola retorna de sua tarefa em Israel .

Um amigo pergunta:

- Porque você fracassou assim totalmente com os israelenses ?

O vendedor explicou:

- Quando fui indicado para o Oriente Médio, eu estava muito confiante de que faria ótimas vendas me dedicando à área rural. Mas eu tinha um problema, eu não sabia falar Hebraico. Então eu planejei transmitir minha mensagem de venda através de três posters….





Primeiro poster:
um homem caído na quente areia do deserto… totalmente exausto e quase desmaiando….

Segundo poster:   o  homem bebendo a nossa Coca-Cola….

Terceiro poster:

nosso homem agora está totalmente revigorado….

- Então esses posters foram colados em toda a área rural de Israel.

 

 

- Isso deveria ter funcionado, disse o amigo.  

O vendedor explica:


- Eu não tinha idéia que os israelenses leem da direita para a esquerda……



 

E ainda sou pago para fazer isso! Obrigado AMBEV!!

7 de maio de 2009

25 de abril de 2009. Sábado. Mais um dia para marcar nossas lembranças de um trabalho com os profissionais da Ambev. Sempre cito essa equipe como referência porque realmente são de um perfil diferenciado que sempre nos proporcionam atividades ricas em aprendizado e diversão.

Já ouviu falar sobre o carvão mineral, que exposto a grandes pressões se transforma em diamante? Eis aqui uma possível explicação para esses profissionais serem quem são, o ambiente de ultra-competição e pressão gigantesca que eles vivem cotidianamente termina por fazer de cada um deles um diamante diferenciado. O mercado de garrafas é coisa de insanos e descontrolados, tamanha a correria e a loucura de tudo que acontece. Ninguém passa em vão e sem marcas por um mercado como esse.

Enfim… fomos para Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás realizar mais um dia de treinamento vivencial (também chamado outdoor) com essa turma, com a previsão de mais desafios e situações inusitadas, o que sempre acontece. Isso porque em todos os treinamentos que já realizamos com profissionais da Ambev, seja da fábrica de Anápolis ou daqui de Goiânia, sempre temos alguma frustração. Atividades que imaginamos que vão tomar duas horas – por exemplo – eles conseguem realizar com qualidade em quarenta minutos ou menos. Coisas que não achamos que vão conseguir, que serviriam apenas de desafio e meta inalcançável, os alucinados conseguem fazer e nos olham com aquela cara de “E agora, o que tem pra fazer?”. Ou seja, o desafio de trabalhar para esses caras é grande.

Sabedores disso buscamos reforçar nossas hostes e fomos buscar quem é bom de verdade: Kiko Alencar (na foto Kiko, Walquíria e Eduardo). Kiko é sócio da Casa do Walker – http://www.walker.tur.br/pt/ – uma das mais respeitadas empresas de atividades de ecoturismo, turismo de aventura e atividades educativas em ambiente natural. Kiko já é parceiro AGREGAR / IDEA a um bom tempo, nossas histórias já se esbarram desde o século passado, então já tínhamos a tranquilidade do profissionalismo e da competência do sujeito.

E atendendo ao desafio, eis que ele surge com algo ousado. A consultora da Agregar, Walquíria Ferreira, havia estabelecido com o RH e a diretoria da Ambev – Goiânia que faríamos um treinamento outdoor. Mas o local ainda era um problema. Kiko sugeriu Corumbá de Goiás, fomos até lá com representantes da Ambev e voltamos com o local aprovado.

Sexta-feira estávamos todos no hotel Salto do Corumbá – http://www.saltocorumba.com.br/ – belamente hospedados e o povo da Ambev já trabalhava a pleno vapor, realizando treinamentos internos o dia todo.

No sábado logo cedo saímos para a Fazenda Hotel Tabapuã dos Pirineus – http://www.tabapuadospireneus.tur.br/ – em Cocalzinho de Goiás. Isso porque queríamos desafios extremos e na Tabapuã temos a segunda maior tirolesa do estado, com mais de 500 metros de queda (foto). Além disso, Kiko havia criado uma trilha de orientação por bússolas em meio a uma mata praticamente inexplorada que iria criar o tensor necessário para a equipe presente.

Desde o primeiro momento, em que dividimos as equipes, vitalizamos todos para as atividades do dia, que seriam cansativas, desde o primeiro instante tudo foi feito com muita descontração, e apesar disso, com muito foco e objetividade (veja na foto o crachá que o participante tentou escrever CONFIANÇA. Claro que o Gustavo foi motivo de piada o resto do dia).

Eu conduzi uma das equipes, e começamos nosso dia na trilha de orientação, com bússolas, planilhas e uma mata fechada para encontrarmos os prismas e sinais espalhados por lá. Como se isso não fosse suficiente, ainda tivemos uma atividade com olhos vendados, atravessando riachos, lamaçais, formigueiros e touceiras de mato fechado. Tudo programado para criar dificuldade, mas com a máxima segurança possível.

Fizemos a trilha toda, sem maiores percalços, vendo situações que são cotidianas e rotineiras em qualquer empresa. Brincadeiras como “Ah, fulano que está com a bússola agora. Estamos perdidos!” mostravam o bom humor, mas também servem para apontar algum descrédito com alguns colegas. Pode parecer ruim, mas a relação humana está longe de ser uma situação perfeita, e em momentos como esse as pessoas são colocadas frente aos seus sentimentos, e isso nem sempre é bonito. Lindo era ver todo mundo se lançando aos desafios, sem vacilar.

Na segunda parte do dia iríamos realizar uma trilha de observação em outra mata da fazenda para irmos até a tirolesa, de onde voaríamos para a parte final da atividade. Mesmo eu já tendo feito isso inúmeras vezes, mesmo eu sabendo de tudo que iria acontecer, nesse momento eu fui pego de surpresa. Que lugar maravilhoso! Uma mata lindíssima, fechada, verdejante, cheirosa, empolgante. Além disso, cachoeiras lindas, um rio impressionante e ao final dessa jornada a tirolesa!

Para muitos o desafio maior foi usar a bússola na trilha de orientação (detalhe: todos os participantes tiveram um trecho da trilha sob sua responsabilidade com a bússola), para outros atravessar o trecho de água com os olhos vendados, mas para muitos o desafio maior era a tirolesa. Um vôo enorme, passando por cima da mata, do rio terminando numa base em que muitos chegaram numa velocidade espantosa. Olhem na foto a alegria da Walquíria, consultora da Agregar, na chegada na base da tirolesa.

Pois para alegria e satisfação nenhum dos profissionais presentes optou por não participar da tirolesa. Mesmo com muito medo para alguns, todos enfrentaram e puderam curtir aquela paisagem maravilhosa, o vento na cara e a velocidade da descida.

Na última parte do dia tivemos algumas atividades em que – mais uma vez – o povo da Ambev nos mostrou que precisamos criar desafios insanos, porque desafios para gente normal eles mastigam sorrindo. Uma das atividades eu não acreditava que eles conseguissem resolver, pois exigia uma participação grande de todos, sem comunicação adequada, com muito esforço físico e num local inadequado, com sol, mato e insetos importunando. Tudo para dar errado. Não deu. Eles resolveram em questão de minutos.

Depois de tudo visto e vivido, tivemos um dia de intensa participação física e mental, com desafios que os colocaram frente a limites particulares e grupais, e tudo isso foi vivenciado com extrema segurança e alegria. Legal lembrar o comentário sobre a trilha de olhos vendados: “Interessante que todas as dificuldades que nós tivemos com as vendas, ao retornar pelo mesmo caminho sem as vendas, nós vimos que os problemas não existiam!”. Sem as vendas, de olhos abertos, os problemas não existiam!

As trilhas em meio às matas, o banho de cachoeira (olha a alegria da turma aí na foto, num lugar lindíssimo, depois de uma caminhada um banho de cachoeira inesquecível), a tirolesa, a equipe divertidíssima, os parceiros profissionais ao extremo e ao final de tudo um jantar soberbo no Salto do Corumbá. E pensar que eu ainda sou pago para fazer isso!

 

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita

eduardo@ideiadiferente.com

 

P.S. – Agradecimentos aos montes para nossos parceiros, para os profissionais Ambev, para Fabiano da Tabapuã, mas principalmente para Meiriane, pela foto que encerra esse post. Valeu muito!